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Frases de Rodrigo Sousa

16 frases

Não desejo captar o mundo com minhas palavras, desejo mudá-lo!
Primitivo No. 1 Nossos desejos nos devoram. E lentamente devoram o cérebro,
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Primitivo No. 1 Nossos desejos nos devoram. E lentamente devoram o cérebro, o coração e os olhos. Pronto! Agora somos irracionais. Primitivo e lutando irracionalmente pelos frutos de nosso desejo. Talvez isso seja só um transe e logo vai acabar. Será? Um desejo hipnótico que nos devora e permanece. Nós somos primitivos. Nos devoramos uns aos outros com o propósito de alimentar nossa imaginação. Frio, primitivo e agressivo. Sendo devorado pelo desejo. SOUSA, Rodrigo. 2019

Cores (Parte 5) Diga-me a razão da hipnose que guardas em ti. Um azul escuro no espaço sideral,
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Cores (Parte 5) Diga-me a razão da hipnose que guardas em ti. Um azul escuro no espaço sideral, ratos gordos que correm por cantos escuros. Chuva corrosiva que você fez chover em mim... A minha loucura num impulso meu num olho meu. Oh doce carpa, o que tiveste feito naquele aquário? Um gato tentou te atacar ou foi só a doce menina? Está numa situação tão dolorosa... Talvez as gotas amargas, cinzas e corrosivas da chuva do sorriso dela tenham feito isso. A euforia em Júpiter, a força gravitacional... A alegria do pulo volta intensa e dolorida. Pescador sonhador, viu uma miragem? Ou a sereia com olhos angelicais era real? Não há realidade quando a ilusão domina a mente enquanto cores intensas pulsam; pulsam como uma taquicardia desesperada e se agitam feito peixe fora d'água. Cores viram sons e então uma orquestra. Talvez uma música livre de vanguarda. Enfim... cores não são só cores; São sentimentos e pessoas. SOUSA, Rodrigo. 2018

Cores (Parte 4) Lá vai a garota de olhos azuis, hipnotizando com o oceano que há no olhar.
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Cores (Parte 4) Lá vai a garota de olhos azuis, hipnotizando com o oceano que há no olhar. Um canto que hipnotiza homens sem esperança e os leva para um abismo sem volta. Mulher de voz doce e coração frio que faz a monotonia morrer e dá cores para a vida. As cores se tornam mais intensas e o canto da sereia se torna um vício. A loucura se mistura com o gosto amargo da tristeza e a garota de olhos azuis se diverte com isso. Consegue ter o mundo em suas mãos enquanto manipula a mente dos loucos solitários. A sua dança hipnótica penetra na mente e vicia. A louca dançarina de olhos azuis esconde o passado em sua voz que se misturam com as cores e logo em semi-colcheias. SOUSA, Rodrigo. 2018

Cores (Parte 3) A noite começa, lembranças aparecem. A rua está cheia de pessoas e ao mesmo tempo vazia.
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Cores (Parte 3) A noite começa, lembranças aparecem. A rua está cheia de pessoas e ao mesmo tempo vazia. A loucura renasce no músico, as estrelas falam e eu assisto. A beleza das estrelas falam comigo, mas a Afrodite não. O poeta solitário se senta em sua cadeira, coloca um cachimbo na boca e reflete um pouco... O cachimbo é acendido, mil ideias vem à cabeça e logo após pensa em um paraíso que deixou escorrer pelas mãos. O que eu faria com esses bons sonhos insanos? Talvez deve-se transformá-los em psicodelia amorosa. Olhar profundo era o de Afrodite e logo me hipnotizou, minha cabeça nunca mais foi a mesma. Garota doce, que jardim lindo esse que você guarda na sua boca! Jardim hipnótico me deixou louco como nunca no doce mel. A minha imaginação voa quando reflito e as cores me invadem e deixo-me em transe. Uma canção tranquila é composta, já é de madrugada e o tempo parece devagar... Tudo se derrete com esse fogo intenso do meu amor. Ela é a faísca para a minha psicodelia amorosa. SOUSA, Rodrigo. 2018

Cores (Parte 2) Um oceano se forma na doce e adorável solidão. Nada mais parece a mesma coisa...
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Cores (Parte 2) Um oceano se forma na doce e adorável solidão. Nada mais parece a mesma coisa... O oceano retorna... Agora com diferentes cores. O que é essa coisa que o mundo abomina? Por que abomina se o tudo são nada menos que cores? Algumas mais intensas, outras mais tristes e outras mais vibrantes... Toda a energia que tiveste visto ao teu redor são só cores. E seria o mundo uma monotonia sem fim? Seria a loucura só mais uma cor intensa e sombria? Olho o meu reflexo na água e se formam luzes em neon. Rio um pouco, respiro fundo e me entristeço Novamente o oceano... GAROTA, SERÁ QUE VOCÊ NÃO SABE?!! Você é a minha razão da minha loucura e amor mesmo não devendo ser... Nuvens se movem lentamente, o feitiço da garota nunca acaba e estou hipnotizado preso numa teia da qual não consigo sair. As cores vem e vão lentamente. Sou várias cores em uma só e no fim tudo é monótono e colorido SOUSA, Rodrigo. 2018

Cores (Parte 1) A chama da minha intensidade incendiou toda frieza Tudo está ótimo, por enquanto. Em tudo vejo beleza.
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Cores (Parte 1) A chama da minha intensidade incendiou toda frieza Tudo está ótimo, por enquanto. Em tudo vejo beleza. Vejo tudo ocorrer, mas não sei se é realidade ou ilusão... Será que sou quem acho que sou? Talvez sim, talvez não. O que é essa coisa que sinto? O que é real? Pássaros cantam e voam, o vento passa pela minha alma. Quero algo que venha da minha alma, nada artificial. Felicidade é a razão de eu ter visto em tudo o que ninguém vê. Há uma porta, de um lado está a realidade, de outro a ilusão... Será que a realidade faz parte da ilusão da qual sobrevive a população? Um sorriso... um breve silêncio me faz pensar sobre aquela certa possibilidade da realidade nos aprisionar... SOUSA, Rodrigo. 2018

Despedida I. Menina de sorriso viciante
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Despedida I. Menina de sorriso viciante Dilacera-me a alma Acalenta-me o coração Sorria-me mais uma vez Toque profundo Toque da alma Abstrato não há se o abstrato tivera se deixado tomar-se por diferente As cores, o toque seu Toque único, inexistente em qualquer outro lugar ou alguém Som profundo, viciante e doce de sua voz Seria o padrão o que se deve ir a frente? O coração que pulsa juntamente ao corpo quando em contato com ti Morre, sofre de saudades quand9 vai-te embora Chuva cai, chuva molha O que devia-se ser alegria foi-se embora Aproximar-te-ia ao pulso constante, mas irregular. Chuva vem, vai embora Tempo voa, tempo para Saudade constante, tempo irreversível e congelado. II. Goteja a torneira Silêncio total. Onde está? A pulsação minha que tivera evaporado de pouco em pouco? Não há sublimação, nem botão de replay. Meu cérebro é a câmera; meus olhos, display. Inquestionável verdade absoluta, virou-se contra o ritual-centro? Ahh, o velho ritual da vida... nascer, viver morrer. Goteja as nuvens carregadas, goteja os olhos carregados. Disso se fez a vida: altos e baixos. A despedida dolorosa que devora-me o corpo. Não só o corpo, mas também a alma. Se demora meses ou anos a se construir e segundos para voltar do zero. Não seria esse o ciclo da vida? SOUSA, Rodrigo. 2019