Reconexão. À beira da janela, onde a luz me encontra, Em meio ao verde que sereno me acalma,
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Reconexão. À beira da janela, onde a luz me encontra, Em meio ao verde que sereno me acalma, Sento e respiro, a vida que desabrocha, Um elo invisível entre a alma e a palma. O sol em meu rosto, um beijo de calor, Dourando a pele, aquecendo o coração, Sinto a energia, o divino esplendor, Em cada folha, em cada pulsação. Monstera gigante, samambaia sutil, Testemunhas mudas do meu despertar, Raízes profundas, um laço tão gentil, Com a terra que nutre, com o ar que me faz sonhar. No reflexo quieto, um olhar que se busca, Entre o externo e o interno, a verdade se aclara, Reencontro o eu, a essência que nunca caduca, Nesta dança da vida, a melodia rara. Crescer e florescer, como a planta que vejo, Buscar a luz, nutrir-me de amor e paz, Com a natureza em mim, um eterno desejo, De ser completo, de ser quem sou, e nada mais.