Aos amigos...
Não quero enxugar tuas lágrimas
Mas quero chorar de ri contigo.
Viver o que não é do tempo
Passado, presente ou futuro.
Não quero te compreender
Mas, ser inúltil e dar-te meu colo.
Dizer o que não há nas palavras
Olhos, mãos e ombros.
Não quero que me faça feliz
Teu sorriso é bem mais feliz.
Porém felicidade é comunhão
Que celebramos juntos
Cão gato rato e fruto...
Vivemos endividado por um passado que nos cerca.
Ele nasce a todo instante
Pensar já não se é mais presente, é lembrança.
Tristeza, dor, felicidade e amor é estado, é irreal
Temos que inventar um presente.
Mas qual?
Depende de cada um...
Que a paz seja nosso guia
E o amor pão de cada dia.
A esperança nunca é a última que morre
Último é o suspiro.
A fé segura as lágrimas que escore
Para que amanheça sorrindo.
O ponto
A mentira é uma ponta de novelo.
Quando se agarra na ponta não mais se tem o controle
Vai se enrolando se enrolando cada vez mais e mais
Quando percebi-se esta transformando
Aquele novelo num agasalho de mentiras
Vai tecendo mais outro mais outro e mais outro
A mentira é torta, é labirintite é tonta.
Quando se vê já não tem controle do corpo
E perde o ponto.
Vivendo o sonho real!
Quem disse a besteira que sonho não é real?
Quem inventou a mentira.
Nada rasgará a realidade do sonhar
Tudo parte de uma ideia,
Sonho é real, dólar, euro, rublo e muito franco...
Herdeiro a noite é tão curta e usamos menos ainda.
Ela inventa cada coisa, que se bobear, QUILÔMETROS
A insônia é cúmplice da noite embebedou meu sono de ideias.
Mas dormi pra bem amanhecer
A estação do Ano outono/inverno
Acordei e o clima era outro
A estação de embarque era a chuva
Tão aclamada aos ventos
Tão esperada a semeadura.
O sertão rachavam-se milagrosamente à benção
Bichos e plantas secavam ao sol que sem saber queima.
A tua chegada foi é esperada na oração
Mas o vento veio e te trouxe nos braços.
Vem vem vem mais pra perto não nos faz deserto
Vem mas vem sem fúria.
Há muitos que não tem culpa
Há muito que precisa da cura.
Fica fica e nos mostra o quão es querido
Faz o milho virar varão
Os laços trançar feijão.
A raiz tecer farinha
O verde crescer capim
O lago beber o raso.
Vou dormi e aqui minha esperança
Que tu Outono/Inverno
Vestido de terno
Nos fará voltar criança.
E conhecer teus irmão estão do Ano!
A Beleza do outono
Lá da esquina o tempo te anunciava
O outono e seu tapete seco
Lá da quina a aurora fofocava
Nossa que beijo frio
Ele estima o jardim e o vento
Ele tece a flores ao chão!
Como fui pequeno mesquinho
Achava que só na Primaverá
As flores brilhavam.
Que só no Verão o Sol molhava
Que só o Inverno Aquecia.
Hoje aprendi que no
Outono as belas florescem!