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Frases de Roberta Von Doelinger

23 frases

Olhos Vivos "Me olhe nos olhos Evite o soslaio
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Olhos Vivos "Me olhe nos olhos Evite o soslaio Seja verdadeiro Intacto, certeiro Seja você Ou apenas tente Crie improvisos Saia da letargia Viva, moço! Viva, cada passo Cada espaço Cada dia."

Acordando o Silêncio "Vou criar espaços, laços Infiltrar sentidos, sentimentos
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Acordando o Silêncio "Vou criar espaços, laços Infiltrar sentidos, sentimentos Explorar a mágoa, os enredos Sabotar a dor, o engodo Gritar de uma maneira insana Despertar em mim a essência O sono de um milênio Uma felicidade ainda sonâmbula Rastros de contentamento Restos de risos, alegrias temporárias Uma tênue oscilação Colocando na seca boca o riso molhado Acordando o silêncio em mim instalado Saindo do estado de hibernação." [Betta Doelinger]

Ingênuo Ela entra Ele observa
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Ingênuo Ela entra Ele observa Ela mexe os cabelos Ele suspira Ela se aproxima Ele se exalta Ela passa por ele Ele treme Ela volta Ele sorri Ela parte Ele chora E o desejo Ingênuo em seus olhos Acusa seus 15 anos.

Vinhoterapia "Na confraria do tempo Degusto emoções
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Vinhoterapia "Na confraria do tempo Degusto emoções Exponho sentimentos Medeio aflições Sorvo o mais seleto vinho Ergo taças ao céu Embriago-me de anseios E lanço-me ao léu No hálito quente De lábios sem verbo Tenho o silêncio como testemunha E um shiraz por perto A embriaguez que venha-me De um modo voraz E que faça-me companheira No seu barco sem cais Na manhã seguinte Presto conta do meu ato Tomando a certeira decisão De ser cúmplice...de Baco ... Muitos dirão que preciso de terapia Quiçá um divã. E com certeza eu iria, Se em vez do café Me oferecessem um Clicquot Ponsardin."

"E ela, toda dele, vociferava amaldiçoando a saudade que fingia não sentir. Entre um gole e outro - e as cinzas de um cigarro que teimavam em não cair - abriu um pedaço amassado de papel e leu: 'Quero risos descomedidos, gargalhadas ébrias. Braços estendidos, abrigo, amparo. Quer…
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"E ela, toda dele, vociferava amaldiçoando a saudade que fingia não sentir. Entre um gole e outro - e as cinzas de um cigarro que teimavam em não cair - abriu um pedaço amassado de papel e leu: 'Quero risos descomedidos, gargalhadas ébrias. Braços estendidos, abrigo, amparo. Quero mastigar madrugadas, devorar devaneios. Aquecer o sonho, brunir alegrias. Arrimar o amor, escancarar a paixão. Esfarelar a saudade escondê-la em cantigas. Deixá-la num soneto, num beco. Dar-lhe a língua. Quero vê-la morrer, no tempo, no vento. À míngua'. Guardou o rabisco, jurou que era poesia. Pediu mais uma dose de martini, caminhou até o balcão e caiu...em prantos."

Suportando “É preciso suportar a chuva para ver o arco-íris” Das cores que me invadem
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Suportando “É preciso suportar a chuva para ver o arco-íris” Das cores que me invadem Das dores que exalo Dos tons que não acerto Da valsa que não dancei Das palavras que não foram ditas Da angústia presa em mim Da ferida aberta, exposta De uma saudade traiçoeira De um sentimento sem fim. De um céu escuro De uma orquestra sem som De um passado obscuro De um ser sem rumo De uma triste constatação De um filme que não vi De um se que me atormenta De uma rua na metrópole De um amor que não vivi. ... Que o sol que espero Num céu claro Que seja uma aquarela de vida Repleta de sentimentos bons Que mude as dores, que mude as cores Que mude meu ser e todos os meus tons.