Eu sou mar. Trago em mim vastos oceanos de profundidade incalculável.
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Eu sou mar. Trago em mim vastos oceanos de profundidade incalculável. Há dias em que sou tempestade, e navego entre ondas avassaladoras que ameaçam lançar meu barco ao fundo. Há dias em que sou luz, sol aberto, água mansa, calmaria. Mas atravessar, em tão pouco tempo, a violência das águas e o silêncio da superfície desgasta o casco, as velas, o leme, a esperança. E esse desgaste nos faz perguntar se ainda é justo continuar navegando. Ainda assim, seguimos. Como um veleiro solitário em meio ao mar. Às vezes cercado por outros barcos, mas, por dentro, profundamente só.