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Frases de Risomar Sírley da Silva

341 frases

⁠⁠ENTREVISTA: Etapa 01 - Quadro de pergunta 04. Porque a estrutura familiar (no Brasil) está em ruínas? - Essa pergunta me lembra muito as palavras 'política' e 'moral'. As famílias estão em ruínas devido a atual estrutura política implantada. A política da libertinagem, onde t…
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⁠⁠ENTREVISTA: Etapa 01 - Quadro de pergunta 04. Porque a estrutura familiar (no Brasil) está em ruínas? - Essa pergunta me lembra muito as palavras 'política' e 'moral'. As famílias estão em ruínas devido a atual estrutura política implantada. A política da libertinagem, onde todos falam o que querer e o que vem na cabeça. As pessoas tem na cabeça, principalmente os jovens, que podem tudo. Esquecem e não tem em mente que suas ações, desencadeiam uma montanha de ações impróprias como o desrespeito e o desacato. Esse monte de direitos exacerbados. Temos como exemplo as tecnologias atuais que é uma linha tênue que está afundando mais e mais nossos jovens. Não há mais respeito como o de antigamente, onde o pai, tinha poderes de 'alinhar' os filhos, sem a intervenção do Estado. Não generalizando, claro. Temos hoje uma estrutura familiar destroçada por uma política amoral, que dá mais direitos que deveres.

⁠⁠⁠⁠ENTREVISTA: Etapa 01 - Quadro de pergunta 03 - Qual sua posição no mundo? Porque estamos aqui? - Pelo fato de sermos mesquinhos, eu não diria que tenho uma posição. A dor que sinto é a mesma de milhares. Não quero ser lembrado! Não fiz nada de interessante para sê-lo. Não q…
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⁠⁠⁠⁠ENTREVISTA: Etapa 01 - Quadro de pergunta 03 - Qual sua posição no mundo? Porque estamos aqui? - Pelo fato de sermos mesquinhos, eu não diria que tenho uma posição. A dor que sinto é a mesma de milhares. Não quero ser lembrado! Não fiz nada de interessante para sê-lo. Não quero afunilar a dor que é estar no mundo! Sempre digo que, 'a vida é uma ilusão'. Um berçário de vida e de mortes que acontecem todos os dias. Quantos amigos já se foram, bons amigos. Estar aqui nessa prisão (mundo) é saber que um dia a morte nos será necessária, novos ou velhas almas. Sempre me pergunto da finalidade de estarmos aqui todos os dias, durante anos, vivendo situações nas quais não desejaríamos. Engolindo tantos sapos, aprendendo com a dor, com o choro. Aprendendo com os reflexos que ficam atormentando a pele, a mente, a semente. Não tenho posição, nada fiz por merecê-lo. Estar aqui nesse mundo de Meu Deus é desgastante. Se vale a pena? Eu diria que não. Como disse um filósofo da antiguidade, viver o oposto tem uma contrapartida muito doída. Vejo pessoas sorrindo, mas no fundo só enxergo dor. O oposto das dores são os sorrisos que sempre acabam ao amanhecer. Estar aqui, é um pedido que não nos foi feito. --- Risomar Sírley da Silva ---

'A MORTE' Inevitável, silenciosa e profunda, A morte nos envolve em seus braços gélidos.
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'A MORTE' Inevitável, silenciosa e profunda, A morte nos envolve em seus braços gélidos. É a derradeira viagem, a travessia Para o ignoto, onde o tempo se dissolve. Sob o manto da noite, ela nos conduz, Além das estrelas, além dos sonhos. Ali, achamos o descanso almejado, Onde não existe dor, temor ou pranto. A morte é o derradeiro baile, o último alento, A despedida da vida e do mundo que nos é familiar. Mas, quem sabe, ela possa ser também O prelúdio de algo novo, um percurso sem fim. Assim, quando a penumbra vier ao nosso encontro, Que possamos estender a mão com bravura e paz. Pois na morte, porventura descubramos a verdade, O esclarecimento dos enigmas que nos rodeiam. ⁠

'PERGUNTAS' - Qual foi o dia mais especial da sua vida até aqui? - Com certeza o dia do nascimento do meu filho mais velho, quando peguei-o nos braços e o balanceava docemente. Um turbilhão de perguntas incitava a mente. Lembro-me de todos os detalhes.
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'PERGUNTAS' - Qual foi o dia mais especial da sua vida até aqui? - Com certeza o dia do nascimento do meu filho mais velho, quando peguei-o nos braços e o balanceava docemente. Um turbilhão de perguntas incitava a mente. Lembro-me de todos os detalhes. - Qual foi a fase mais difícil que você já viveu? - Quando meu filho mais velho teve uma obstrução intestinal. Todos me falavam, ou davam uma expressão de que ele não voltaria mais da sala de cirurgia. Chorei muito ao vê-lo sofrer tamanha dor apenas com nove anos de idade. - Se você pudesse voltar no tempo e escolher um dia para você viver novamente, que dia você escolheria? - O dia em que eu desistir de uma pessoa que eu estimava muito (J). Talvez eu não o fizesse novamente. Com certeza, eu teria outro destino. Outros desencontros, outras experiências. - Se você pudesse escolher uma pessoa para passar o dia inteiro juntos, quem você escolheria? - Uma pessoa que eu a estimava muito. ---- Risomar Silva ---

'DESCONHECIDO...' Amar é uma palavra sem sentido que as pessoas usam para aflorar um estado de espírito contundente. ⁠Tenho paixão, mas que na maioria das vezes, mente, deixa-me inquieto. Repleto de respostas que nunca existiram. Sou assim repleto. Perplexo nas horas vagas. Mas…
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'DESCONHECIDO...' Amar é uma palavra sem sentido que as pessoas usam para aflorar um estado de espírito contundente. ⁠Tenho paixão, mas que na maioria das vezes, mente, deixa-me inquieto. Repleto de respostas que nunca existiram. Sou assim repleto. Perplexo nas horas vagas. Mas com uma vontade de mudar os rumos. Sabendo que meu mundo, nunca existira...

'O QUE NÃO VIVI...' ⁠Há caminhos que eu nunca trilhei, escolhas que nunca fiz e sonhos que ficaram guardados no fundo do meu ser, na caixa de Pandora, não sei! Em momentos de silêncio, penso nas esquinas que nunca dobrei e nas oportunidades que deixei aos ventos, talvez por rece…
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'O QUE NÃO VIVI...' ⁠Há caminhos que eu nunca trilhei, escolhas que nunca fiz e sonhos que ficaram guardados no fundo do meu ser, na caixa de Pandora, não sei! Em momentos de silêncio, penso nas esquinas que nunca dobrei e nas oportunidades que deixei aos ventos, talvez por receio, medo. A vida se apresentou com diversas possibilidades, mas nem todas abracei, hoje sinto... Horas que se perderam entre dúvidas e certezas, percebo os risos que não compartilhei e os amores que não vivi. Olho para trás e vejo um mosaico de decisões não tomadas, de palavras não ditas. Cada passo hesitado me trouxe até aqui, e me pergunto como seria se tivesse seguido outros segundos... Se a vida fosse diferente, se o destino mudasse seu curso, será que encontraria mais felicidade? Ou seria apenas um observador em outra realidade, ainda buscando sentido? A reflexão sobre o que poderia ter sido me acompanha, mas não define meus sonhos alcançados... As vidas que não vivi se apresentam como sombras do passado, ecos do que poderia ter sido, gritados. No entanto, o destino que escolhi, encontro pedaços de paz e momentos vagos. Aceito as imperfeições e as escolhas que fiz, pois foram elas que moldaram meu presente, meu tudo, afagos... A vida é o que é, com todas as suas incertezas e belezas, não posso mudá-la. Não pode ser moldada ao nosso querer, mas podemos aprender a apreciá-la em sua essência e bondade. A cada dia que passa, encontro mais razões para seguir em frente, mesmo que o caminho nem sempre seja claro, repleto de sublimidade... A aceitação do presente, com suas alegrias e dores, é o que me permite viver plenamente o meu mundo. O futuro é uma página em branco, e cabe a mim preenchê-la com experiências, instantes, aprendizados fecundos. A vida que não vivi permanece como um mistério, mas a vida que escolhi é o que realmente importa e é realmente profundo...

⁠'TRISTEZA E SAUDADE...' Habita em mim uma tristeza Que não se dissipa com o tempo,
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⁠'TRISTEZA E SAUDADE...' Habita em mim uma tristeza Que não se dissipa com o tempo, Uma sombra que se estende; Que vem e vai, Nas horas de silêncio... Cada riso traz comigo Um suspiro encoberto, E a alegria que floresce Não dura muito tempo, Logo murcha em desespero... Nas noites frias, solitárias, Tudo sussurra em meus sonhos, Lembrando-me das ausências, Dos poucos momentos vividos, Dos amores que se foram... Olho ao redor tantos rostos, Mas não encontro abrigo, Pois a tristeza que mora em mim É um farol abandonado É um fardo que carrego sozinho... Ainda que o sol brilhe alto, E os dias passem ligeiros, Essa dor permanece constante, Rasgando o véu que se tinha Um companheiro traiçoeiro... E assim, sigo em frente, Com a tristeza que me invade, Caminhando sem destino, Lembrando do outrora Perdido em minha saudade...

'VASTO...'⁠ Neste vasto universo desconhecido, cada um carrega um pedaço de história. Vivemos nossas vidas entrelaçadas por fios invisíveis de momentos e memórias que se vão aos poucos, entre risos e lágrimas. A beleza e a tristeza de estarmos aqui reside na fragilidade de nossa…
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'VASTO...'⁠ Neste vasto universo desconhecido, cada um carrega um pedaço de história. Vivemos nossas vidas entrelaçadas por fios invisíveis de momentos e memórias que se vão aos poucos, entre risos e lágrimas. A beleza e a tristeza de estarmos aqui reside na fragilidade de nossa existência, na incerteza do amanhã e na certeza de que, de alguma forma, deixaremos uma marca, mesmo que pequena... No vasto amanhecer, um novo sol, uma nova forma violenta de se conectar com o que ainda é imenso, de entender e de não ser compreendido. Mas, também, a lembrança de que tudo se esvai no finito da alma. A impermanência é nossa companheira silenciosa, nos lembrando que, assim como as estações mudam, tudo e todos mudam brutalmente... Talvez a verdadeira imensidão de estarmos aqui seja reconhecer a efemeridade da vida e, mesmo assim, encontrar coragem para amar, desamar, perder, encontrar, tentar, falhar e começar tudo novamente. Entre a vastidão e a finitude, somos poeira de estrelas já apagadas, navegando pelos lembretes da existência, buscando significado em cada passo e em cada universo não tocado... Ah vasto, vasto mundo...

⁠SEIXO Quantos se foram e tu ficaste aí intacto. Salvo algumas manchas que ficaram com o tempo. Dilaceraria-se se as correntezas tivessem te tomado. Mas encontra-te aí: obsceno. As tantas chuvas que te aclamaram e os milhares de sois que te transgrediram... Que fizeste com eles…
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⁠SEIXO Quantos se foram e tu ficaste aí intacto. Salvo algumas manchas que ficaram com o tempo. Dilaceraria-se se as correntezas tivessem te tomado. Mas encontra-te aí: obsceno. As tantas chuvas que te aclamaram e os milhares de sois que te transgrediram... Que fizeste com eles? No teu dilema és tão sublime e passar despercebido é raridade tua. És imenso nas tuas junções que se colocam. És vigoroso e reflexo da vitalidade que tanto se deseja. Mas sabe-se [ou fingi-se], temos vida curta. Engana-se que a nossa ruína vem com a morte. Ela está estampada com a vida. Logo ao primeiro choro... A tua falta de cobiça ou arrependimentos te coloca num patamar que jamais se chegará. O ser humano é tão vil nesse 'limitado tempo' que figurar olhar no pequeno é desperdício. Há certo esquecimento em te agraciar. Quando o fazemos, apenas mesmo em devaneio. Limitado nesse curtíssimo espaço [ora às vezes enorme]... Sem significados. ANÁLISE Este poema reflete sobre a natureza humana e a transitoriedade da vida. O "seixo" simboliza a resistência e a durabilidade, contrastando com a fragilidade e a efemeridade da existência humana. As "manchas" mencionadas representam as marcas que a vida e as experiências deixam, enquanto as "correntezas" simbolizam os desafios e adversidades enfrentados. O poema também aborda a dualidade da vida, onde momentos de grande vitalidade e força coexistem com a inevitabilidade da morte e da insignificância percebida. A última estrofe destaca a visão crítica do ser humano, que muitas vezes desperdiça o valor das pequenas coisas devido à sua natureza impermanente e às suas limitações. Esse poema convida a uma reflexão profunda sobre como vivemos nossas vidas, valorizamos nossas experiências e lidamos com a inevitabilidade do fim. É uma obra que toca a alma e nos faz repensar nossas prioridades e atitudes diante da vida.

'DUAS ALMAS, AGORA DISTANTES...' Eram duas almas, outrora dançando no mesmo rio, Águas claras, correntes que se entrelaçavam em segredo. Hoje, são dois barcos à deriva, frios, Marés separadas, rumos perdidos no medo...
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'DUAS ALMAS, AGORA DISTANTES...' Eram duas almas, outrora dançando no mesmo rio, Águas claras, correntes que se entrelaçavam em segredo. Hoje, são dois barcos à deriva, frios, Marés separadas, rumos perdidos no medo... O tempo, oleiro astuto, moldou-lhes novas formas, Transformou beijos em vento, abraços em sombras vãs. O que era jardim virou deserto, secou-se as normas, E as flores que um dia cresceram são agora apenas vãos... Eles se encontram na cozinha, sob a luz fria do luar, Olhares que se evitam, como estrelas que não se tocam. O silêncio é um muro, as palavras não conseguem passar, E o eco do que foram só no relógio das horas evocam... Ela, um pássaro de asas quebradas, Ele, um rio que secou sua nascente. Dois corpos que habitam a mesma casa, Mas vivem em mundos diferentes, impotentes... O amor? Ah, o amor... Virou cinzas de um fogo que não soube durar. Restam só as brasas frias de um antigo ardour, E o vazio de dois corpos que não sabem maisamar... Duas almas, agora distantes, Como luas que orbitam sóis separados. Cada um carregando seus instantes, Dois estranhos, outrora apaixonados. E assim seguem, Na dança silenciosa do adeus, Dois corpos, duas histórias, Duas almas que a vida dispersou, E o vento nao sopra....

⁠IMAGEM As velhas imagens guardadas no escuro sótão, respiram o pó de memórias que nunca morrem. O rosto fixado na percepção já amarelado, revelam histórias escondidas em olhares e pixels desbotados no tempo... Caminhos e pensamentos estreitos do passado são palavras em ecos lo…
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⁠IMAGEM As velhas imagens guardadas no escuro sótão, respiram o pó de memórias que nunca morrem. O rosto fixado na percepção já amarelado, revelam histórias escondidas em olhares e pixels desbotados no tempo... Caminhos e pensamentos estreitos do passado são palavras em ecos longínquos. Corre-se despreocupado nos campos, em tardes douradas que o tempo esqueceu engavetado. A brisa ressoa saudade.. As representações é um portal de lembranças, um reflexo de instantes cristalizados. Os anseios nos rostos familiares, contam sagas de amores que se foram e desafios presentes, hoje, são apenas folclore... Na velha casa de palha, a mesa é sempre posta para o jantar, onde o aroma de pratos esquecidos ainda pairam. As risadas ao redor, agora sussurros, são a prova de que o passado está presente em formatos absortos... E assim, diante dos apocalipses que se guardam, rever-se o obsoleto que nunca se apaga. As lembranças, como estrelas no céu noturno, iluminam o presente com sua imitação quase eterna... Em cada rabisco, uma vida se desenha, traçadas por sonhos, lágrimas e gracejos. O tempo, senhor de todas as coisas, é vencido pela eternidade do instante capturado... As imagens nunca morrem, subversivas trocando sonhos. E o encontro é sempre afável, numa trilha que não finda. E assim caminha-se, perpetuando imagens criadas... --- Risomar Sirley da Silva ---

⁠⁠QUANDO PENSO EM TI III... "Quando penso em ti, sinto novos planetas. Com ar puro para respirar. Com plantas para exalar o teu perfume impregnado nas lembranças. Esmago terras sólidas e sonho no dia que virás, correndo num abraço apertado, numa incógnita que, através dos tempos…
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⁠⁠QUANDO PENSO EM TI III... "Quando penso em ti, sinto novos planetas. Com ar puro para respirar. Com plantas para exalar o teu perfume impregnado nas lembranças. Esmago terras sólidas e sonho no dia que virás, correndo num abraço apertado, numa incógnita que, através dos tempos, só eu cogito..."

⁠"OUTRA VISÃO DE JOSÉ (EM LETRAS MINÚSCULAS)" I josé era só isso:
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⁠"OUTRA VISÃO DE JOSÉ (EM LETRAS MINÚSCULAS)" I josé era só isso: um nome sem maiúscula escrito em lápis quebrado no canto de um caderno esquecido... II mas ele carregava cores – cores que ninguém via. sonhava com um mundo estúpido de tão vivo, onde os pássaros cantassem desafinados e as árvores crescessem de cabeça pra baixo.,, III o problema é que josé não era José. e ninguém lhe dava a honra da letra capital... IV ele tentou: pintou muros com tintas roubadas, assinou seu nome em pontes e banheiros públicos. mas a tinta sempre secava pálida, e o vento levava as sílabas antes do amanhecer... V nos olhos dos outros, josé era um borrão monocromático. seu azul era cinza. seu vermelho – um marrom de cigarro apagado... VI até que um dia, ele descobriu o truque: se ninguém lhe daria a maiúscula, ele roubaria todas as letras do alfabeto... VII começou a escrever sua vida com tipos desencontrados: o J de janeiro, o O de ódio, o S de saliva, o É de éter... VIII e assim, peça por peça, construiu seu nome monumental – não na fachada de prédios importantes, mas nas costuras do mundo... IX agora, quando chove, dizem que são as letras de josé que escorrem pelos telhados. e em cada poça, reflete-se um pedaço do seu alfabeto particular... X porque no fim, vencer não era ser José. era transformar cada pequeno "j" num terremoto silencioso.

⁠"QUERER II (EM DEZ ATOS)" I Queremos o sol, mas reclamamos do calor.
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⁠"QUERER II (EM DEZ ATOS)" I Queremos o sol, mas reclamamos do calor. Queremos a lua, mas tememos a escuridão. O desejo é um animal de patas inquietas que nunca se deita no mesmo lugar... II Perguntam-me o que busco, e eu sorrio. Se eu soubesse, já teria parado de correr. Mas há um fogo entre meus ossos que não me deixa em paz... III Os loucos são meus professores. Eles não leem manuais, não seguem mapas. Quando a tempestade vem, abrem a boca e bebem a chuva como se fosse vinho... IV Eu também queria ser assim: livre de tanto pensar, de tanto pesar. Mas minhas mãos estão cheias de coisas que não sei nomear... V Às vezes, de madrugada, sinto que estou perto da resposta. Ela vem como um cheiro distante, mas desaparece quando acendo a luz... VI Já joguei muitas coisas fora, mas o essencial ficou preso em mim. São pedras que carrego no peito: algumas doem, outras me mantém em pé... VII O mundo é um lugar barulhento cheio de pessoas mudas. Todos falam, ninguém escuta. Todos correm, ninguém sabe por quê... VIII Dizem que a vida é simples. Então por que a gente a complica tanto? Inventamos problemas, criamos labirintos e depois choramos por não saber sair... IX Talvez o segredo seja parar. Não pensar. Não querer. Só respirar e deixar que o vento nos leve para onde quisermos ir... X Mas eu ainda não aprendi essa lição. Então sigo querendo, queimando, tropeçando. Porque no fim, é isso que me faz sentir vivo: o fogo, a queda, e o levantar...

⁠QUERER II... Queremos tantas coisas, mas apenas uma importa. Ela se esconde entre sombras,
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⁠QUERER II... Queremos tantas coisas, mas apenas uma importa. Ela se esconde entre sombras, um segredo que carregamos em silêncio, porque algumas verdades doem mais que mentiras... O mundo nos pressiona, sufoca, exige respostas. Mas como responder quando nem nós sabemos a pergunta? Fingimos com maestria, vestimos máscaras leves, enquanto nosso eu verdadeiro clama por ar... Ah, os loucos! Eles sim, entendem a liberdade. Não se importam com regras, com juízos, com o tempo. Dançam na chuva, riem do vento, enquanto nós calculamos cada passo... Seguimos em frente, sempre em frente, como se o caminho já estivesse escrito. Mas no fundo, somos náufragos, buscando uma ilha que talvez não exista... E é isso que nos mantém vivos: o desejo que nunca se sacia, a jornada que nunca termina, e a coragem de fingir que sabemos para onde vamos...

VIVER À BEIRA DO RIO... Ah, morar à beira de um pequeno rio da Amazônia... Deixar a vida fluir como as águas calmas que espelham o céu, sem pressa, sem aflição. Lá, o tempo é outro. Não é marcado por relógios, mas pelo vai e vem das marés, pelo canto dos pássaros ao amanhecer, p…
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VIVER À BEIRA DO RIO... Ah, morar à beira de um pequeno rio da Amazônia... Deixar a vida fluir como as águas calmas que espelham o céu, sem pressa, sem aflição. Lá, o tempo é outro. Não é marcado por relógios, mas pelo vai e vem das marés, pelo canto dos pássaros ao amanhecer, pelo balanço das canoas que deslizam suaves sobre a correnteza... Os ribeirinhos sabem de um segredo que o mundo lá fora parece ter esquecido: a felicidade mora nas coisas simples. Num café coado na hora, compartilhado na varanda. No peixe fresco que chega direto do rio para a panela. No sorriso largo de quem não acumula riquezas, mas histórias. Na rede que balança ao vento, embalando **sonhos e sestas** sem culpa... Quero aprender com eles. Quero sentir a lama entre os dedos, pescar meu próprio alimento, conhecer cada curva do rio como se fosse um velho amigo. Quero ouvir os causos dos mais antigos, deixar que a sabedoria das águas me ensine a viver com menos e ser mais... Amazônia não é um lugar, é um estado de alma. E eu, no fundo do peito, já me sinto ribeirinho. Só me falta chegar lá, deixar o rio me adotar e, finalmente, ser feliz do jeito que só quem vive nessas águas sabe ser...

⁠PRETO, SOMBRA E SEMENTE Irmão, teu apelido é uma cor que carregas como cicatriz e estigma. Teus passos, arrastados no asfalto quente de promessas quebradas, desenham um caminho de fuga. Os entorpecentes são teus únicos abrigos. Esquece essas casas de papelão que o vento leva e…
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⁠PRETO, SOMBRA E SEMENTE Irmão, teu apelido é uma cor que carregas como cicatriz e estigma. Teus passos, arrastados no asfalto quente de promessas quebradas, desenham um caminho de fuga. Os entorpecentes são teus únicos abrigos. Esquece essas casas de papelão que o vento leva e reconstrói um novo lar, mesmo que com mãos trêmulas. Erras como quem cai no mesmo buraco e não tenta mudar. Os anos passam, mas tu permaneces parado no mesmo cruzamento, vendendo tempo em troca de minutos de esquecimento. Teus filhos e parentes, esses fantasmas de teu sangue, ainda te esperam na soleira da memória, com olhos que não aprenderam a odiar. Eles são espelhos quebrados onde teu rosto se reflete em fragmentos e ainda assim sorriem (escondendo a dor profunda) quando te veem... Enganas os outros como enganas a fome, com migalhas de histórias requentadas. Os de sangue próximo já não choram por ti; apenas observam de longe, como se assistissem a um incêndio lento. Não vês que te transformaste em tua própria lápide ambulante? O chão que te acolhe é frio e fedido, mas é o único que não te pede explicações. A chuva te lava e tu a bebes como se fosse redenção, mas nunca tenta saciar tua sede de paz. Irmão, ouves os gritos da tua própria carne? Ela clama por um último gesto de dignidade, por um instante em que não sintas vergonha de existir. A ajuda está lá, à tua frente, mas exige que estendes a mão. E tu, acostumado com tão pouco, esqueceste como se pede socorro... Eu ainda insisto em acreditar em ti, irmão. Não por ingenuidade, mas porque conheço o brilho que há por trás desses olhos embaçados. Deus, ou seja lá o que nomeamos como esperança, não desistiu de ti. Ele está no pão que comes quando há, no teto que não tens, nos de sangue que clamam por ti. Volta não como herói, mas como sobrevivente. Para de trocar tua vida por êxtases momentâneos. O chão que pisas pode ser o mesmo, mas tu podes ser diferente. Irmão, tu és semente sob o concreto. Não deixes que te definam pela podridão que te cerca. Germina. Todos ainda acreditam em ti. Tenta voltar, percorrer um novo caminho...