Ando por aí.
Ando por aí...
Como humano errante...
Com a alma versejadora...
Embora ainda complexa...
Mas tentando encontrar a paz...
Ainda que meus olhos continuam abertos...
Na meia noite eu fecho , na espera de mais um dia...
Clamo eu...
Por anjos imbatíveis...
Clamo eu...
Por dias melhores...
Clamo eu...
Por estrelas invencíveis...
Ao acordar...
Me vejo diante de mais uma aurora senhora...
Um nascer do Sol diferente....
Descansado e energizado...
Avanço....
Protegido....
E infectado por uma luz...
Me sinto completo....
Aí...
Me vem um pensamento....
Deus é minha extrema paz....
Me vejo no meu sossego.
Sinto-me no colo...
Sinto-me com os pés no solo...
Dizem por aí...
Que é buscando que se acha...
E me encontro na verde mata...
É isso aí....
Sol Imbatível...
Estrelas Invencíveis...
Sombras das árvores inesqueciveis...
Ao notar tudo isso....
Abro ainda mais os olhos...
E sinto-me no eterno e terno consolo...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Antena da alma
Finalmente antenado...
Levantei uma torre em cima de minha mente...
Fixei uma parabólica...
Provavelmente isso...
Me deixará um pouco mais ligado...
Vasculhei no espaço infinito...
Satélites e vagalumes...
De um...
Cada segundo eu recebo..
Uma espécie de ondas magnéticas....
O outro...
É para vaguear a noite...
Uma brava tecnologia da fé e do olhar...
Frustrado por anos...
Desesperado por anos..
Senti-me com direito de me âncorar numa defensiva...
Afinal de contas...
Sem antena...
Como posso ouvir a voz que tanto preciso...
Como posso ouvir meu próprio grito ecoar...
Vi quê...
Foi um projeto bem arquitetado....
Implorei aos céus....
Senti uma grande intensidade....
Na frequência modulada...
Alta potência em transmissão...
Comecei a evoluir sem nem uma preocupação....
Embora ainda atordoado...
Acreditei no Sol...
Com isso....
Fiz rasuras usando uma inspiração...
Na evolução....
Sem barreiras...
Comportei...
O quebra cabeça foi montado...
E agora....
Um gênio genuíno emergiu sem divisões....
Precisa sim...
Dar ainda alguns ajustes...
Fato é...
Manter-se só ocupado....
Pra antena não cair...
E me ligar ainda mais...
Naquilo que por muito tempo....
Fiquei desligado...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Um versejador.
Assumindo o transbordo de um copo d'água...
Vi caí porque deixei exagerar...
E algumas sementes escorreram...
Pelos ralos...
Elas se foram....
Assim...
Comecei á divagar....
Sei quê...
Errei sim...
E como errei...
Mas na época eu não era um especialista em controlar...
Aliás...
Ainda não sou....
Mas...
Toquei uma flauta...
Fraguei uma borboleta que voava diante de mim...
Sugeri então á ela...
Um vôo encantador...
Soltei novamente na natureza...
Quando eu menos esperava...
Ele ressurgiu diferente...
Seu tom colorido era de se encantar...
Alimentada das essências das flores...
Azul,cor de rosa...
Turquesa e violeta...
Vinho e bege marfim...
E por fim...
Um vermelho cintilante...
Tão linda eram suas cores...
Suas asas eram longas...
Mis bela...
E diferente de tudo que eu ja tinha visto na metamorfose da vida...
E como admirador e versejador...
Resolvi então eu...
Nesse poema uma pouco trovar...
Sou apreciador do amor...
E com ele afasto a dor...
Os sinos se batem na coluna vertical...
O badalado tinindo vai ecoando nos confins...
Não sou especialista em seres humanos...
E se eu não me engano...
Também sou um....
E por anos estou eu aqui á vagar...
Se algo exala de mim...
Quero que saibam que não sou feito jasmim...
Não me importa saber o que os outros fazem e o que pensam...
Sou derivado do vento...
Sou perecível ao tempo...
Não posso pegar muito sol...
E nem muita chuva...
Sou igual a qualquer um...
Aqui...
Tudo se estraga
Desconheço algo bom que está fora do amor...
Nele é que encontramos o verdadeiro calor...
Vou sim....
Cada vez mais Referencia-lo....
O perdão...
Me alucina....
A vida é essa..
E de graça foi nos dada...
Eu...
E você aí...
Não precisamos de estudo para isso saber...
Basta respirar....
Emocional também sou...
E na visão de minha alma...
Desrespeito é ruim e nos faz muito mal...
Credo em Cruz...
Daqueles que tem inveja e mesquinharia...
Perambulando nesse texto...
Posso ter errado em descrever...
Mas na liberdade que tenho....
Posso eu continuar á sobreviver...
Do meu jeito...
Como eu sonhei um dia...
E na exposição da vitrine da minha imaginação...
Deixo aqui...
Gravado e registrado...
Essa minha inspiração....
Se isso me faz bem...
Aqui fica ela...
Fora da tigela...
Estampada e elaborada...
Fora do copo e do prato...
E estendida á mostra no olhar da minha janela...
A poesia que fiz...
Não foi feita com giz...
Por isso...
Nem apago...
E mostro a razão...
Dessa profunda raiz que dentro de mim se fez...
Um dia lá atrás...
Talvez...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Minhas asas
Vou escrevendo...
Descrevendo o que minha alma pede...
Determino...
A inspiração contínua...
Tem horas...
Não sei se vou finalizar...
Vou assim...
Dedilhando...
Borrando...
Restaurando...
Rasurando...
Poema curto...
Ou longo...
Imponente...
Impotente...
Uns podem até me chamar de demente...
Não uso martelo...
Nem marcador amarelo...
Imaginando...
Vou apenas voando...
Sem rumo...
Sem destino...
Fico as vezes á pensar até que sou um menino...
De pouquinho em pouquinho...
Vou brincando e sorrindo...
Elevo meus pensamentos...
Ando no além...
Viajo com minhas asas....
E nem sei se volto de trem...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que voa.
Deslumbrando uma poesia.
Visual sem memória...
Com alguns sentidos em falhas...
Procurei os vôos mais coloridos...
Restituindo na penumbra...
As luas que passei...
Assisti ao vivo....
Por vezes um eclipse lunar...
O Sol ainda distante....
Percebi eu....
Oh Glória é essa....
A lua e seus vizinhos...
Terra e Sol...
E ela no meio....
O quê há mesmo por trás disso tudo hein....
A alma se deturpa....
Os olhos se marejam....
Passo horas e horas...
No canto á me aquecer em uma lareira...
Janela semi aberta...
Oh natureza perfeita....
Você e eu....
Olhos claros em tudo que vemos...
Sabe...
Um dia eu fui...
Hoje estou indo...
Amanhã espero eu continuar...
Esse imenso amor...
Essa imensa dor...
Quantas almas se foram...
Sem isso deslumbrar....
Pois é....
Podemos ver e saborear tudo nessa terra...
Menos sabotar...
Em sentir o prazer...
Do doce encanto...
Dessa vida que nos encanta...
Sim...
Eu posso...
Tu e ele pode...
Aliás...
Todos nós podemos....
Só vejo paz...
Eu sinto a paz...
Estou assim....
Com ou sem alma....
Aguçando meus sentidos...
Nessa atmosfera....
Posso eu e a chuva cair...
Ela sim é pura...
E eu nela me lavar....
Algum tempo atrás...
A chuva caia...
Eu via terremotos...
E via a lama se prosperar....
Decidi então...
Com a chuva dançar...
Ela bate no solo...
Ela bate nos olhos...
E nosso rosto lavar...
Assim...
Me permito novos vôos levantar....
Olho para o céu...
Olho para o infinito...
Sozinho as vezes...
Sinto que eu posso tudo...
Ver as galáxias...
Ver as estrelas cadentes a reluzentes.....
Detalhando dentro dw mim...
Através de meu inspirar....
Resta-me....
Continuar olhando....
Sem mágoas...
Sem rastros...
Sem receios...
Sem medo algum...
E sempre me lembrar....
Que...
Aqui...
Ou do outro lado do luar...
Sempre existirá uma luz...
E essa....
Está aqui....
Dentro de cada palavra escrita...
Escrita por almas antigas....
Que se foram....
E por ordem do criador....
Nunca mais...
Se apagou....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
SIMPLESMENTE PASSADO...
Um passado glorioso...
Saindo do Paraná...
Para o ABC paulista...
Uma parte da Metrópole do Brasil...
Naquele tempo...
Há 44 anos atrás...
Cravado na memória...
Tatuado na alma...
José Carlos...
Tarimbado na arte...
Eunice de Melo...
Modesta parte falando...
Uma doméstica aprimorada...
Três irmãos...
Cassia ,Valéria e Ricardo...
Naquela época....
Uma poesia se fez....
Na família...
Tinha cinco integrantes...
Anos depois...
Veio Gisele...
E logo após...
Junior Cesar....
Manhãs ensolaradas...
Universo de imaginação...
Cascatas e cachoeiras...
Esse meu céu azul...
É o infinito estrelando na paisagem...
A poesia que emergiu aqui...
Pra mim...
Não é entranha...
Só é apenas uma inspiração...
Que veio na lembrança....
Dos tempos de criança...
Vendo essa foto...
Decidi esse poema criar...
Com minhas arte manhas...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Vá.
Infinita poesia...
Vá...
Vá pra bem longe....
Vá i cintilando o mar azul....
Só quero que vá....
O luar é todo seu...
O sol e todo seu...
Observe poesia....
Além do teu explendor...
E além do teu olhar...
Existe um lugar que é todo seu...
Vai pelas galáxias...
Vai pelo espaço onde o fim não existe....
A cada instante...
Mergulha nos meteoros...
Traga-me o essencial pros meus poros...
Oh poesia viajante...
Não seja tão relevante...
Segue adiante...
És toda vibrante...
Na brisa da tua viagem...
Derramo-te em cada paisagem que vejo...
Vai contagiando...
Vai proclamando...
Na plenitude dessa simples resenha...
És o cenário da minha imaginação...
Essa sombra que tu meu causas...
Fico em um abrigo de força tamanha....
Teu mistério com a chuva...
Caí e rega as plumas do meu pranto...
Verdejantes cortejos...
Absolutas espumas no imenso Mar....
A águia marinha...
Voa baixo em tua superfície...
Golfinhos salteiam....
Felizes com sua presença...
Oh escrita chorona....
O norte de sua zona...
Madrigais e colossais....
Tal verso do vento...
Tal vento dos tempos....
E na penumbra desse teu olhar....
Me fascino com a tua melodia...
Vibras porque sabes vibrar...
És tu que encanta...
Em cada inspiração minha....
Nesse belo Sol que te abrange....
Horizonte pra quem tem olhar....
Com teus gritos e murmúrios...
Vai tonalizando um colorir azulado..
És realmente tu...
O mistério do meu pensamento....
E não há quem possa...
Isso me explicar...
Tu...
Sabes disso...
E é por isso...
Que peço que vá...
Em busca de resposta...
De todo esse meu inspirar...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Assim....
Eu amenizo as dores.
Se algo lateja...
Então faço explodir...
O que explode...
É muito maior que o meu imaginar...
E vai rasgando adentro do meu peito...
O rugido é inevitável...
E eu...
Vou respirando...
Sem calcular as dores...
Elas fazem parte de mim...
Ou de qualquer outra vida...
Afinal...!
Tem alguém aí...?
Autor:Ricardo Melo.
Compondo
Imaginei uma canção....
Usei tons coloridos e usei um refrão...
Passei a escrita a limpo...
Deixei às rasuras da emoção....
Fui entre os livros...
Achei o acorde e fiz a junção....
Entre às páginas que fui folheando....
Descobri em mim...
Um poeta artesão...
Moldei o poema inspirado...
Vi com alegria o lindo e famoso sertão....
Despertei a magia da poesia....
Usei páginas brancas e fui dedilhando meu violão....
Juntei também à viola...
De companhia levei à gaita e o acordeon...
Busquei na frase uma letra...
Juntei e montei uma sílaba....
O arco da Praça estava enfeitado...
Cada um dava sua pontuação....
Realizei o desejo oprimido...
Corrompi as barreiras do coração...
De repente....
Um livro ficou escrito....
Imprimi às páginas....
Encadernei e não usei arame farpado...
Foi aí que inspirei....
E trouxe essa melodia em vida...
E todas as páginas em branco...
Não eram mais ilusões....
Abri meu destino....
Compondo essa inspiração....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Filosofando.
Desigualdade humana...
Na emana filosofia...
Nem sei se vivo no mundo antigo...
Ou moderno...
Acho mesmo que isso tudo aqui na terra...
É apenas uma ilusão...
Vivemos e morremos...
Nascemos chorando...
Crescemos amando...
Sem pensar em um insano demasiado labirinto...
Aos poucos...
Vamos nos aperfeiçoando...
Entre risos e alegrias...
Filtramos os bons momentos....
Vou eu como escritor...
Vou com algumas filosofias...
Embora não sendo um filósofo...
Dou meus arremates....
Não penso em Vitória...
Não penso em empate...
Por enquanto...
Só peço que não me batam...
Vou tirando aos poucos...
As ferpas que me atiram...
Apenas quero eu...
Beber das gotas de orvalho...
E assim vou criando meus atalhos...
Sobrevivência...
É tudo...
E isso...
Me faz...
Viver o presente...
E nem esquentar com o futuro....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Portátil
Sou portátil...
Robusto e fragil...
Pequeno diante do mundo...
Grande naquilo que sou...
Sou poeta sim...
Sou dessa gente...
Sou gente diferente...
Sou íntimo com meus prantos...
Sou faceiro no que canto...
Sou a essência que exala da flor...
Sou a face daquele que me criou...
Tenho leveza nas mãos...
Vejo a imensa dimensão...
Tenho também...
Uma cabeça cheia de imaginação...
E através do meu olhar...
Vai surgindo inspiração...
A raiz é....
A fantasia que espraia...
Sem saia e mini saia....
Faço alguns exageros sem candaias...
Não me exponho...
Tive um sono e acordei...
Sou jovem como a lei...
Aos poucos...
Crio emendas e crio cláusulas...
Se não deu certo....
Rasgo as folhas do caderno...
Mas de uma coisa eu sei...
Detesto o artificial...
Aprecio o natural....
Me emociono como criança....
Meu choro é a esperança....
De um sonho ainda na infância....
Que sem saber nada da vida....
Pelo ralo...
Escapou e eu deixei....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Melodia improvisada.
Troquei as cordas de minha viola...
Arrumei uma flor que exalava o choro da madrugada....
E tentando acalmar um verso...
Pois afoito ele estava...
Fiz uma canção que chorava...
Nesta bagagem...
Xícara e açúcar me acompanhava....
Café extra forte...
Pra tirar o sono da minha jornada....
Um manto quente...
E um passarinho que soltei da gaiola...
Enfeitei a poesia chorona...
Dando vida naquilo que eu cantava....
Viola de ouro....
Perguntei ao perfume da flor...
Oh senhora flor...
Andar é preciso...?
-Ela me respondeu assim...
-Amar muito mais....
Fui no contra versos...
Trouxe um verbo escondido no bolso...
Viagem programada...
Viagem planejada....
Um som de viola...
Enfeitando a noite enluarada....
Oh coisa bonita....
É cantar nas madrugadas....
Afoito é esse texto aspirado....
Se fazer canção é isso tudo...
Que seja então pra minha amada...
No repique em uma só corda...
Notas e notas se faz como prova...
Oh melodia sofrida....
Perfuma o lençol que me cobre....
Mas não me tire o Sol....
Ahoooooôôô paixão.....
Sou poeta sinsinhô....
Xô daqui....
Tudo o que me causa pavor....
A paixão falou pro amor....
És amor porque ama...
Sou paixão porque xono....
Leve embora as amarguras...
Devolva-me....
O que era meu....
Ainda quero conquistar me trono...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Locomotiva sem destino.
Devagarinho...
Em passo de tartaruga....
Caminhei até cansar...
Minha meta...
Era chegar em alguma estação da vida...
Alí...
Ficou para trás....
As ruas...
As casas...
As esquinas...
Os dias vividos...
E os sorrisos e lagrimas...
Na bilheteria daquela estação....
Um quadro na parede estampado....
Ao ler....
Mexeu demais com minha emoção....
E nele estava escrito....
"Locomotiva sem destino"....
Sairá daqui alguns minutos...
E nessa estação...
Ela jamais voltará....
E lá se vai ela...
Piuííí....piuííí....
Vai alí....
Um desconhecido trem....
E nele...
Vai o amor...
Vai o sorriso...
Vai clamor..
Vai dores...
Odores de todas as flores
Vai cheiro de jasmim...
Vai também as rosas de todos os Jardins..
Vão abraços apertados...
Vai um Poeta de outro estado...
E ele...
Vai registrando cada metro desse solo regado....
Ele está descalço....
E seus pés...
Estão um pouco calejado...
Mesmo assim...
Ele continua...
Com sorriso mudo e estampado...
Ele chora...
Ele sorri...
Madrugada fria....
Tardes quantes...
Manhãs geladas...
A estação lá atrás...
Ficou vazia...
Nessa ferrovia....
Os trilhos estão machucados....
Montanhas rochosas...
Penhascos e lajeados....
Caminhando ele vai....
Num descontrole emocionado....
Solidão vazia...
Mas ele continua sua jornada...
No chão daquela estação ...
Ele deixou um cair um pequeno papel....
E nele...
Tinha um recado...
Avisa esse povo....
Pra onde eu vou....
Eu não sei...
Até quando irei por essa ferrovia...
Também não sei...
Só sei que estou indo...
Sem destino...
Sem paradeiro...
Sou apenas um escritor...
E pela vida...
Sou apaixonado...
Oh vida...
Oh paz...
Por enquanto....
Não tenho nada dizer á ninguém...
Não tenho nada contar á ninguém...
E se eu for falar...
Não saberei explicar...
E se não ouvirem mais falar de mim...
Andem por onde eu andei...
Nessas ferrovias da vida...
Há muitas estações....
Mas apenas uma...
Faz parte do meu passado...
Quem quiser saber de mim...
Procurem em cada ponto...
Tudo meu....
Nela...
Eu deixei escrito e registrado....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Tentando pintar a felicidade.
Tentando correr atrás da felicidade...
Aprisionei um verso...
Deixei as tristezas de lado...
Colori sonhos...
Colori flores...
Colori borboletas...
O verso que aprisionei...
Chorou....
Pintei de violeta algumas raizes que reguei...
Carregado de sonhos...
Deixei minha inspiração voar...
Diversificando dentro de mim...
Frases elaboradas vindo da imaginação...
Com ou sem plural...
Fui fazendo alguns refrões...
Atravessei rios...
E subi montanhas rochosas...
La de cima...
Saltei na cachoeira...
Mergulho fatal...
Fui ao fundo...
E emergi com alto astral....
As flores que chorava nas margens dos rios saíram borboletando junto ao verde...
Jardim colorido esse é....
Até pensei em colher todas as rosas....
Vida colorida...
Cor de rosa e margaridas...
Girassóis em campos frescos...
E seus lindos lençóis....
Voar é preciso...
Mergulhar de cabeça...
Peraí....✋
Muito mais que isso...?
Águas claras e turvas...
Umas verdes barrentas....
Fora da órbita sou um...
Por dentro sou outro...
Sou como caramujo...
Me escondo dos feiticeiros...
Encontrar a felicidade...?
Pra ser real...
Ela está em todo lugar...
Triste é a alma....
Que medita e não raciocina o que vê....
Inverno e verão...
Outono ou primavera....
O rios são muitos...
Os risos estão as espreitas á nossa espera....
Embora ainda abatido....
Avistei o Sol....
Mágica flor....
Posso ter sim alegria na alma...
E muito amor....
Somos sementes...
Cada uma brota na terra...
Basta esperar o tempo....
Enamorei a lua...
Viajei nas estrelas....
Sou metamorfose....
Em doses únicas....
Bebo o néctar das flores....
Meus sonhos não é superstição...
Eles são reais...
Vi e aplaudi o beija- flor...
Sou livre pássaro...
Nas montanhosas paredes da natureza...
Pouso eu...
No ninho ou nos galhos...
Sou a própria felicidade...
Isso algum tempo eu não via...
Percebi eu....
Não existe felicidade fora de daqui...
Ela existe sim....
Mas em primeiro lugar....
Ela deve estar...
Dentro de cada coração...
Então...!....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Sonhada jornada
Em algumas estações...
Arregacei a manga das cortinas...
Ativei o modo sertanejo sem corte e sem censura
Bati na viola e surtei na saudade...
De peito aberto...
Desmascarei a maldade....
Sem óbito marcado....
Naveguei sem remo....
Fui profano....
Fui sereno...
Loucas sensações eu tive em busca de uma drama...
Sem fanatismo...
Fui menino...
Cantei valsa....
Cantei moda....
Alterei a letra de uma música...
Soletrei a primavera...
Fiz versos no repente...
Colhi neve no gramado...
Roubei frutas no serrado....
E peguei chuva atrasado....
De arado afiado....
Tombei terra no banhado....
Em braços calorosos....
Saciei minha sede no favo de mel....
De boca cheia...
Esqueci as amarguras...
Fechei os ouvidos pras injúrias....
Sangrento....
Morri lavando minh'alma....
De cara com o pólen....
Adocei o sopro da existência...
Dias remando....
Cheguei na praia da esperança...
Guiado pelos anjos...
Fecundei o erva mate...
Tomei um chá de correria...
Andei como nunca....
Tropecei....
Quê mania...
Caí....
Percebi....
Só se enche a alma...
Quando o fogo....
É ardente....
Privilegiado....
Na sonhada jornada....
Essa poesia...
Quem á ler vai saber.....
Nunca foi imaginada....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Vagando na órbita
Um aperto na alma..
Uma lacuna aberta...
Nem sei se explicarei essa inspiração...
Ao morrer por dentro...
Fiquei acordado por fora..
No mar ou na terra....
Um barquinho que navegava...
Um verso depositado na caixinha...
Uma vida que surpreendentemente
acabou a minha convulsão...
Um suspense no ar...
Dramático e cauteloso...
Pisando firme e quase fora do chão...
Sem dor...
Sem pavor....
Enfrentei um estado de coma perverso...
Apaguei a luz....
Por anos...
Não apertei o botão....
Aflito...
Ja em estado de decomposição...
Reli uma carta escrita...
Ao terminar de ler...
Percebi que o botão estava com oxidação...
Nessa hora...
Tive uma louca sensação...
Quase morto....
E vagando na órbita da minha imaginação...
Ouvi uma voz me dizer...
Morrer...?
Pra quê...?
Se tu podes ainda ser a solução...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Ébrio na escrita
Submisso á uma inebriante flor...
E sentindo de longe o seu cheiro...
Como beija-flor....
Suguei o néctar e me saciei....
O pólen....
Era puro e pelos túneis eu mergulhei...
Precisei eu...
Fazer um ninho para descansar...
Domindo...
Fui ensinando os pássaros a cantar e voar...
Tornei-me um ébrio na escrita...
E na relva á me embebedar...
Uma junção...
Uma ocasião...
Um toque na gaita....
E me senti no vasto sertão...
Naquele povoado...
Me viram de longe...
O Poeta que veio chegando de mansinho...
E sua fome á matar....
No upa-upa...
Á cavalo fui chegando....
Troteando e bailando...
O alazão batia as patas fazendo sua parte...
Percebi então....
E perguntei-me....
É uma arte...?
É uma paixão...?
Ou é o poeta que escreve cometendo rasuras e vai descrevendo o que passa em sua imaginação...
Ué....
Saí determinado....
Escrever não é pecado...
Que culpa tenho eu...
Se comigo mora á inspiração...
Ela está aqui...
Na alma...
Na mente...
E no coração...
Ela está constantemente...
Não uso varinha...
Não uso parágrafo...
Sou tropeiro e sou de outro estado....
E nesse momento...
Agora estou ocupado...
Se me chamarem pra falar de amor...
Façam-me então uma pequeno favor...
Não usem acentos...
Não usem correções...
Usem comigo o Sol que nos encobre...
Essa área que vos falo...
É totalmente nobre...
E por isso
Me recuso em escrever...
Qualquer imitação...
Minha ilusão....
Faz parte dessa inspiração...
Alucionado eu sou....
E falando bem a verdade...
Fora disso que citei...
Não é comigo...
Se quiserem ser meus amigos...
Vistam-se também...
De um pouco de ilusão...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Um segredo trancafiado.
Tentando não me inebriar...
Sacio minha sede na fonte...
E vou controlando as insanas curvas...
Onde não há caso e nem limite...
Águas correntes...
Nascem na serra...
E deságuam no mar...
Rios de águas puras...
Umas verdes...
Outras escuras...
E ao chegar na mar...
Ficam azuis da cor do céu....
Oh terra!....
Natureza perfeita....
Oh mar!....
Animais aquáticos em ti...
Vem se alimentar...
Queria eu...
Poder tocar o Sol...
Queria eu...
Poder tocar as nuvens....
Sentir e delirar....
Apreciar o melhor...
Apreciar a perfeição....
Sol...
Tão perto....
E ao mesmo tempo...
Tão longe....
Semblante de fogo...
És radiante....
A grafite...
Desliza junto á inspiração...
Aroma da terra...
Aroma da selva....
Verde até no aspirar....
Inebriante e possante....
Em uns causa uma imensa solidão...
Em outros...
Causa uma gloriosa sensação....
Ao mesmo tempo....
Um estado de tamanha satisfação.
Sozinho...
Me contemplo ao perceber...
Corro atrás de respostas...
E mais longe ficas sem eu te ver...
Imenso universo...
Minhas lágrimas são poucas para te dizer....
Teu controle é absoluto....
Infelizes são aqueles que não te tem....
Mas só o Criador tem a raiz de tudo...
Em minh'alma....
Tem um guardado trancafiado....
São segredos que nem sei se um dia terei o prazer de revelar....
A ti...
Oh!...
Universo perfeito...
Impossível é te esquecer...
Um dia sei lá...
Aqui ou acolá....
Gritarei alto...
Falarei alto....
Quero apenas fazer meu grito ecoar....
Unir ou separar....
Mas...
Poderá eu...?
Posso eu....?
Não sei...
Mas guardado aqui...
Ficará....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Acima de qualquer nome
Oh versos que pulsam nas veias...
Delatam as linhas que fazem ecoar....
Oh luar prateado e acinzentado junto ao estrelar...
Tu mínguas aos poucos....
Que olhos venham chorar...
Plena e absoluta....
Os teus amantes debaixo de ti....
Ficam a enamorar...
Espaço não precisas...
Já és grande no teu encantar....
Viajante inspiração....
Acordo à meia noite...
Da janela meus olhos ficam à marejar....
Teu eclipse é vermelho como bola de fogo...
Uma imensa luz reflete no teu caminhar...
É sonho..
É imaginação...
É ilusão....
Não!...
É o poema que se junta na linha...
E as palavras vem me dizer...
Sou eu...
Uma poesia perdida no vago espaço...
A meia noite sou uma...
A outra...
Sou paixão....
Na promessa que me foi dada....
Sou a frase encantada....
Sou manso por natureza...
Sou da flor...
Sou da relva...
Vim de uma semente que não é pulverizada...
Sou natural...
Levo a vida em alto astral....
Por trás disso tudo...
Tenho um nome que já diz tudo...
Meu nome é Jesus....
Todo poder me dado...
Sou filho do dono do mundo...
Sou o Cristo Nazareno...
Sou poderoso e não sou pequeno....
Sou o rei da Glória...
E pra finalizar essa história...
Meu nome está acima...
De qualquer outro nome...
Ou sobrenome...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Lendária inspiração.
Um alfabeto renovado...
Um alfabeto repovoado....
Pequeno mesmo é esse mundo...
Ele gira...
Damos de cara com a verdade....
Entre as letras do meu alfabeto...
Recomponho a frase lendária....
Do A ao Z....
Bem-vindo ao mundo real...
Repovoar...
Sabemos nós que precisamos trocar...
Entre as consoantes e vogais...
Nada se põe a prova...
Sem sentimentos iguais...
Poderia eu chamar de...
Uma iguaria...?
Busquei no fundo dessa minha inspiração...
O tempo que foi...
O tempo que se faz presente....
E o tempo que ainda não chegou....
Aquela história que deixei...
Desculpas....
Pois dormindo eu estava....
"Eu sou"...
Desconfortável" é esse adjetivo....
Ótimo...
Sozinho....
Mas bem acompanhado....
Promessas entre uma e outra...
Em um poema injustiçado....
Ouro de alto quilate...
Brilha tanto enquanto os seres humanos se batem...
Eu...
Autor desse ilusório poema...
Dou vida a ele para os que me desafiaram em outrora...
Na certeza de uma escrita....
Sou dependente de uma imaginação...
Para colocar a prova de fogo...
Tenho eu...
Até uma convulsão...
E ela é minha....
Escrevo carta e faço canção....
Tenho fome...
Tenho sede....
Entre umas letras e outras...
Exalam de mim...
Poemas e poesias...
Não faço isso pra divulgação...
Posso eu...
Até morrer sozinho...
Mas não me sinto na escuridão....
E está tudo aqui...
Escritas feitas...
Vinda de um latejante coração....
Talvez...
Se um dia eu melhorar....
Vou fazer mais um longo refrão...
Por enquanto estou fora de mim....
Escolhi testar minha capacidade...
Não sei...
Se devo me expor....
Ou me esconder...
Mas morrer com sede...
Não...
No que escrevi até aqui
Fica essa....
Lendária inspiração...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Oh natureza.
Até quando...?
Mundo louco...
Uns assustados...
Animais morrendo queimados...
A sede por terra se proliferando...
A sede por dinheiro é maior que imaginamos...
Alguns olhares tristes...
Outros olhares assustados...
O nosso ar se poluindo...
Muitos pulmões se sufocando...
Apenas querendo um ar puro...
E a natureza indo ao caos...
Muitos vão a luta...
Muitos desistem...
Muitos morrem...
Muitos correm....
E aí...?
O que fazer...?
Sem chuva...?
Sem água que cai do céu...
É preciso destruir mesmo....?
Ou tentar continuar essa fuga sem saber pra onde ir...?
Perder a liberdade....
Estamos presos...
Todos presos....
Cada um no seu habitat....
Grandes chamas de fogo...
Fogo em labaredas...
Cada uma mais enorme que a outra...
Seca...
Sertão quente...
Sol que aquece desde o seu nascer...
E vai até o seu poente....
Ele é forte...
E as labaredas amanhã...
Ninguém sabe se irá continuar....
Só que...!
Amanhã será outro dia...
Se vai aumentar eu não sei...
O sol será nosso...
O Sol será de todos...
O Sol fará seu papel...
Seguirá sua rotina....
Mas o verde não se sabe...
As plantas não saberemos se vai morrer...
Se nascer...
Vai queimar...
Vai estalar....
Vai chiar e vai chorar....
Lá na mata muitas vidas irão torrar...
Na cidade...
Vidas sentirão sede...
E a natureza um dia irá nos cobrar....
Pobre almas...
Pontas agudas que fere....
Pobres almas....
Um dia eu não sei...
Seríamos mesmo capazes de reconstruir....?
O que hoje grita e esfola....
Em um futuro próximo...
Acho eu que não consola....
O envaidecimento do presente....
Será as rugas do futuro....
E as lágrimas do futuro...
Será o choro da dor...
E parece ser inevitável...
Animais mortos....
Todos queimados e torrados....
Tem horas que eu não sei de qual safra eu sou...
Se sou de alguma...
Quero colher o melhor...
Oh vidas...
Oh planeta...
Oh lua....
Oh tempo dos tempos...
Fim dos tempos...
Deus da vida...
Deus onipotente....
Deus de maravilhas...
Suas de belezas e purezas...
Deus do universo...
Quero mais um verso...
Quero o certo...
Sem tédio...
Sem amarguras...
Seus rios e mares...
Conexão entre a terra e seu galardão...
Conexão entre humanos e teu espírito...
Quero água viva...
Quero mais vegetação...
Peixes...
Baleias e tubarões...
Pássaros cantando...
Oh pôr do sol...
Lençol...
Suas praias espaçosas...
Espumosas....
Maritacas e papagaios....
Pavões e suas belezas...
Arremata no arrepio...
Suas penas longas e coloridas...
Oh vida bendita...
Céu azul...
Seu estrelar na imensidão...
A sinfonia é essa...
Cantamos....
Não quero mais devastação....
Detesto o ardor...
Detesto a furia humana...
Que pena...
Em algumas vezes...
Ela é calada que só destrói...
Planeta terra....!
Cadê você...?
Cadê...?
Será aqui o paraíso....?
Ou fora daqui...
Oh terremotos...
Não se declara pra nós...
Não...!
Por favor não....😔😔😔
Pai...
Oh Pai...
Traga chuvas...
Faça chover....
Traga-nos o teu vento...
Ventos calmos....
Não queremos mais incêndios....
Oh espírito do Amor....
Nos dá o prazer....
De ser...
Apenas humanos comuns...
Com amor....
Com fé...
Com paz...
Com igualdade...
Com vida de verdade...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Seu.
Eu:
Nas evidências expressas,
Por enquanto estou plantando as notas.
A melodia que ainda escreverei,
Será sua....
Ela:
Mas quem é o vocalista?
Eu:
Você quis dizer , Á vocalista ?
E óbvio quê é,
Você....
Declara-te...
Chegue-se...
Apresente-se...
Satisfação.!
Eu,
O indiscutível semeador e telespetador,
Seu.....
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Donzela.
Tu,
Oh ! Donzela dos olhos que me encantam.
Reconheço e assumo,
Flor principal dos jardins que já visitei.
O mínimo que te peço,
É deixar-me percorrer nas margens de tua alma.
Nela,
Quero me deleitar.
Assim,
Escreverei minha história em ti.
Assim,
Seremos a realidade no hoje.
E não pensar nem um segundo no amanhã.
Das ternuras sonhadas e as juras que te fiz,
Realizar e cumpri-las uma á uma.
Quero ver seus olhos longe do infinito.
Pois o amor que tenho para te dar,
Todo dia terás de mim algo diferente.
Te presentear todas as manhãs com beijos meus.
Aquele bom dia bem caloroso.
Requintes da madrugada dos nossos corpos entrelaçados.
E na chegada de cada por do sol....
Um buquê de flores para ti quero ofertar.
Já em casa e no início de cada noite.
Entraremos em nossa piscina de água aquecida.
Quero tocar-te vagarosamente beijando seu dorso.
Região frágil que te trará arrepios.
Ponto fraco seu....
Onde abrirei as comportas dos seus desejos.
Lentamente deslizar minhas mãos
em tua coluna vertebral.
Donzela...
Em tua medula óssea espinhal não quero dela me esquivar....
oh !calafrios que farás você viajar...
Seu lindo corpo,
Terá portas e compartimentos acessíveis só a mim.
Despida,
Faremos acoplagens delirantes por todo nosso banho.
Derretida de amor,
Serás meu vocábulo inatacável e inalcançável.
Somente com minhas palavras,
Terás acesso a fonte que tanto precisas para lhe satisfazer...
Não hesitando,
Medidas precisas estará longe de minhas promessas e de minhas alucinações.
Pois o infinito de tudo isso.
Somente eu saberei.
E não aceitarei você fazer parte desse meu horizonte.
Se eu abrir mão disso.
As surpresas que terei para você,
Não serão mais,
Surpresas......
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
O tecer de nossas linhas.
Tecemos nossas linhas à longa distância.
Eu,
Aqui do oriente.
Você,
Do outro lado.
Ocidente que está tão distante dos meus pés.
Caminho nessa estrada grifal em busca do teu olhar.
Disfarço-me nas escritas e cometo erros sem querer.
As vezes penso que não estou em meu habitat.
Mil coisas para falar e acabo cambaleando com os meus versos.
Poemas que escrevo e quando termino nem o que escrevi.
Somente sei que é para você.
Esse nosso modo de tecer linhas é dolorido demais.
Desejos nossos,
Somente nossos.
Loucos e únicos na face da terra.
Duas razões,
Dois querer,
Um só desejo,
Nesse tecer....
Dois sem juízos,
Saudades que dói em nós,
Ao meu modo de ver.....
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.