Frase de Ricardo Melo .
Ébrio na escrita Submisso á uma inebriante flor... E sentindo de longe o seu cheiro... Como beija-flor.... Suguei o néctar e me saciei.... O pólen.... Era puro e pelos túneis eu mergulhei... Precisei eu... Fazer um ninho para descansar... Domindo... Fui ensinando os pássaros a cantar e voar... Tornei-me um ébrio na escrita... E na relva á me embebedar... Uma junção... Uma ocasião... Um toque na gaita.... E me senti no vasto sertão... Naquele povoado... Me viram de longe... O Poeta que veio chegando de mansinho... E sua fome á matar.... No upa-upa... Á cavalo fui chegando.... Troteando e bailando... O alazão batia as patas fazendo sua parte... Percebi então.... E perguntei-me.... É uma arte...? É uma paixão...? Ou é o poeta que escreve cometendo rasuras e vai descrevendo o que passa em sua imaginação... Ué.... Saí determinado.... Escrever não é pecado... Que culpa tenho eu... Se comigo mora á inspiração... Ela está aqui... Na alma... Na mente... E no coração... Ela está constantemente... Não uso varinha... Não uso parágrafo... Sou tropeiro e sou de outro estado.... E nesse momento... Agora estou ocupado... Se me chamarem pra falar de amor... Façam-me então uma pequeno favor... Não usem acentos... Não usem correções... Usem comigo o Sol que nos encobre... Essa área que vos falo... É totalmente nobre... E por isso Me recuso em escrever... Qualquer imitação... Minha ilusão.... Faz parte dessa inspiração... Alucionado eu sou.... E falando bem a verdade... Fora disso que citei... Não é comigo... Se quiserem ser meus amigos... Vistam-se também... De um pouco de ilusão... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde