Poema virado.
Poema atual...
Ou da antiga geração...
Com meu Sol....
Vou na verificação...
No palco...
Uma recordação...
Retratos de minha infância...
É trazer a poesia em mãos...
O ontem...
Se faz hoje...
Em cores
Ou preto e branco...
Da enxada...
Passei pela plantação...
Fui carreiro...
Fui violão....
Toquei viola..
E acordeom...
Pelas estradas...
Viajei de caminhão....
Fui diretor....
E professor de corrimão...
Subindo as escadas...
Sem olhar pro chão...
De Luar prateado...
Pulei pra outro estado...
Se sou poeta...
Acho que não..
Mas se me chamam...
Eu respondo com coração...
Não sou poeta...
Mas faço poemas...
E se escrevo...
Pinto o trovão...
E com ele...
Passo o lápis...
Num relampear....
Corrijo o borrão....
Sou assim...
Doido ou não...
Pois e assim..
Que vivo no meu mundão...
Tudo isso...
Tem uma única.explicação...
Me jogaram sozinho no mundo...
E la de cima...
Peguei minhas asas...
Da imaginação....
E coma elas...
Eu me inspiro....
E que me transformo...
Num escritor....
Fora ou dentro...
Do meu avião....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
GRATIDÃO
Queridos confreiros...
Queridas confreiras...
Mestres das artes...
Mestres das poesias...
Descrever aqui...
É praticamente impossível....
Nessa jornada da vida..
Muitos tropeços eu tive...
A final....
Isso faz parte de quem por ela caminha....
E com essas singelas e verdadeiras palavras...
Descrever minha Gratidão aqui...
Seria totalmente impossível....
E aqui de posse de algumas sementes férteis..
Que por anos...
Guardei dentro de mim....
E agora...
Semeio elas...
Também em seus jardins...
Deixe-as brotar....
Deixe-as crescer...
Em breve...
Elas darão Flores...
E continuando aqui...
Não vim falar de dores...
E nem de professores...
Muito menos de doutores...
Mais falo de um mundo...
Diferente de todos...
Meu raciocínio aqui...
E claro...
E mais que lógico....
Ah...
Tenho também em mãos...
Uma adocidada e preciosa homenagem...
Talvez um dia...
Terei a sorte...
De pegar em cada mão de vocês....
Parabenizando todos(as) e olhando em cada olhar...
Sentindo de cada um de vocês...
As energias mais puras....
Pois...
Se escrever poesias é Profissão...
Então...
Entrei sem querer nesse mundo...
Cego a sem noção....
Pois ainda nem sei escrever direito....
Erro sempre...
E volto a tentar fazer bem feito...
Quem sabe Amanhã....
Pegando nas mãos dos Mestres...
Irei eu...
Adquirir mais energia...
Aí poderei eu...
Agradecer...
Me expressando direito....
Autor:José Ricardo
Stop.
Stop....
Opa...
Peraí...
O que eu te fiz...
Calúnia...
Te fiz algum mal....
Causei-te algo que o magoou...
Ou você quer prosseguir....
Se quiser...
Então pise....
Mas antes...
Deixe-me te dizer uma coisa...
De onde eu vim...
Não me lembro o nome...
Mas se não foge da minha lembrança..
É de qualquer um lugar....
E lá...
Nunca choveu...
Mais o gramado é sempre verde...
A selva...
É linda e nunca ninguém tocou...
Os rios...
Jorram sem ao menos saber as nascentes...
E o Sol brilha á noite e de dia...
E a natureza...
E fina e é gentil...
Quando nela pisamos...
Ela nos recebe com delicadeza....
Pois lá....
A nobreza...
Se faz e é Realeza....
Agora pense...
Se é cabível....
Saia do seu nível....
E pise até o horrível...
Ah...
Mais um conselho meu...
Um coração sossegado...
A confusão entope na injeção...
O motor falha mais não vai....
Os bicos se engasga e não há combustão...
E o pé acelera e o veículo amortece...
Agora se quiser...
Continue...
O semáforo abriu..
Mas cuidado com o cruzamento....
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Alma Paranaense
Viajei pelo infinito...
Com minha asas reforçadas....
Em vôo frenético...
Subi no espaço....
Bem acima das nuvens....
Perto das estrelas....
E fui pairando no Ar....
Com minhas inspirações....
Voltei no tempo....
Buscando o passado....
Dos anos dourados..
Senti algo tão profundo....
Levado pelo vento....
E com meus pensamentos...
Pisando em minha terra....
Naquele solo sagrado.....
Grande Estado do Paraná.....
Lá de cima...
A saudade bateu...
O sangue ferveu....
Atingindo e ferindo....
O centro de meu peito...
Foi forte demais...
Da saudade que doeu...
Do amor pela minha terra...
Um carinho do tamanho do céu...
Me trazendo de Volta....
Uma eterna recordação.....
Nessa viajem...
Vaguei longe...
Fui entre vales e serras...
Rios e montanhas,
Grandes fazendas...
Lagoas e cachoeiras.....
Nessa memória...
Algo me amarga...
E ao mesmo tempo me adoça...
De lembrança boas...
Que até hoje me acompanha...
O velho barulho....
Dos touros berrando...
Lá na gruta...
Ouvia seu rugindo...
O galo despertando....
E os passáros cantando....
O barracão....
E o terreirão....
A tuia de milho....
E nós...
Abrindo de porteiras....
O apito...
Era a garganta....
Bastava gritar....
Para o gado juntar....
A fumaça do fogão de lenha...
Toucinhos e linguiça no varal....
Uma pitadinha de sal....
Conservando no tempo....
Da minha casa...
Que imagem bonita...
O gado na estrada...
Levantando poeira....
Passa o tempo..
Mas isso...
Nada pode apagar...
O que ficou...
Apenas saudades....
Dessa mocidade....
Que um dia eu vivi....
Tento não lembrar....
Os olhos marejam...
Ficando brilhantes....
Das lagrimas que descem....
Ah familia Melo...
Essa alma sulista..
Zelo eu por ela....
E cada vez mais...
Me apego no travesseiro....
E volto a viver....
Essas ricas lembranças...
Talvez de outro modo....
Vivo em outro lugar....
Mas nada tem igual...
Dos tempos que se foram....
E não voltam mais...
Cheiro de mata...
Terra molhada....
Comida feita a lenha...
Até hoje...
Posso até sentir...
O seu paladar.....
Essa alma Paranaense....
Soltas risos e chora...
Mas essa terra...
Nunca esquece.....
Um dia....
Quem sabe eu...
Posso regressar....
E nesse chão....
Ainda vou chorar...
Com minhas lágrimas...
Aquele solo regar...
Aqui...
No âmago de minha alma....
Os cantos dos pássaros...
Gorjeia sem parar...
Todod dia...
Eu Acordo com o som...
Do cantar....
Dos lindos sabiás....
Autor :José Ricardo
Um dia no passado..
Um passarinho chegou voando...
Faminto...
Pousou em uma árvore....
E nela...
Alimentou-se de seus frutos....
E foi assim...
Que começou sua história...
Nos galhos daquela árvore....
Fez seu ninho...
Pois ele percebeu...
Que nela...
Ele podia todos os dias se alimentar....
Nas inumeras primaveras daquela árvore...
Ao chegar na estação das flores...
Ele chorando ficava observando suas pétalas cairem...
Para nutrir o solo e suas raízes...
E ao ve-las aquelas flores caindo...
Chorava lágrimas de Poesia com sua queda....
Como um pássaro pequenino....
Não tinha mais forças para segurar aquelas flores...
Mas mal sabía ele...
Que esse processo....
Era para sustentar o caule daquela árvore... Ali...
Brotava flores e frutos....
Frutos que geram sementes...
E rosas e folhas...
Que fertilizam o solo....
Nas Poesias daquele pássaro....
Então ele descubriu sua alma gêmea...
E para ela...
Ele falou do seu amor....
E ali....
Juntos formaram um ninho amplo....
E ao outono....
Se alimentavam dos frutos daquela árvore....
E deles....
Apreciava o mais puro néctar
O pássaro então...
Com sua amada fez amor...
E as flores...
Continuaram a cair....
E sentiu o prazer de morar naquela árvore...
E de se nutrir dos frutos...
E o néctar daqueles frutos....
Sugava o mais doce mel....
A assim....
Apareciou que tudo isso...
É pura sabedoria...
E conseguiu....
Transformar ele e sua passarinha...
Em uma só alma...
E por aí...
Seguem voando pela vida....
Batendo suas asas...
E vontando ao seu ninho...
Trazendo as sementes...
E jogando no chão...
As lágrimas que alí ele derramou....
Viu ele...
Que vale a pena chorar...
E regar o solo sagrado....
Fazendo ele...
Do mestre da Rosa...
E amando sua passsarinha...
Com a mais pura....
Poesia ...
Autor :José Ricardo
Você viu....?
Você sentiu....?
Nos sentimos....
Nos vimos....
E assim....
Está nós....
Presos e refens...
Como pode....?
Não....
Eu não aceito isso não....
O que eu tenho dentro de mim...
É algo superior a essa maldição....
O Covid....
É apenas um virus....
Estou nas palmas das mãos do Pai....
E guardado estou nessas mãos
Meu coração...
E dele....
Ele me transforma em um passarinho...
Assim...
Posso voar....
Da para eu sentir o pulsar de minhas asas...
Quando penso nisso....
Me revolto....
E por aí....
Vou escrevendo Poemas
Eu pulo....
Eu ando...
Eu vôo....
Eu navego....
Dentro do meu peito....
Sinto um ar...
Onde o céu é o limite....
Desse meu voar em Poetizar..
E me sinto levado...
Pelo vento....
Como minha Poesia....
E meu inspirar...
Autor: José Ricardo
Asas da poesia.
Apliquei alguns enfeites em meu versos...
Dando a eles...
Um direito de ir sem volta...
Voando junto com eles....
E fui aplicando em cada um...
Uma sensibilidade de sentir...
Aguçados olhares...
Cada um com uma magia em captar imagens....
O verso que se soltou e vôou...
Coloquei nas asas dele inspirações poéticas...
Na eufórica dor de cada asa...
Uma lacuna na alma se abria...
Os versos que tinham ficados...
De repente...
Voltaram...
E assim...
Mais um poema...
Aqui se formou....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Não me chamem
Não me chamem para escrever dores.
Pois...
Não escrevo rancores.
Não escrevo bobagens..
Não escrevo miragens...
Não escrevo vidas alheias..
Não escrevo asneiras..
Não escrevo feridas.....
Não escrevo dores da vida...
Mas caso me chamem para escrever o Amor....
E todos os seus significados...
E mostrar sua forma e sua origem...
Não se acanhem...
Basta piscar...
Pois lá...
De imediato vou estar....
Autor :José Ricardo
Android/Fantoche
Na vida...
Mesmo sem saber...
Somos robôs....
O sistema e imenso...
E a sede governamental quer manipular a população....
Estou falando de política...?
Não...!
Estou falando algo bem além disso...
O sentimento do coração e da mente...
Manipula pensamentos enfraquecidos e da sabedoria...
Deixamos ser manipulados
E queremos manipular...
Constantemente somos levados por um sistema inalcançável e desconhecido aos olhos humanos...
Mais á realidade é....
Ser fantoche...
Ser movimentado pra agradar os outros...
Ou á nós mesmos...
Manipulação humana não é a solução...
A solução está em nos mesmos...
Amarrar e avançar...
Soltar e controlar a visão...
Diante do Android atual...
Eu sou apenas um Poeta...
E um analfabeto total...
Mas ele aqui não é o tema...
Vivemos um lema Global...
Onde o poder da mente...
É capaz de nos transformar em manipuladores ou manipulados...
O avanço á uma cratera profunda e está diante da face...
O avanço á tecnologia humana está aqui...
O quê fazer então...?
Ter a consciência justa...
Mais tudo quê é justo pra uns...
Pode ser injusto pra outros...
Liberdade sem ofender...
Oportunidade sem sede ao pote...
Onde está o privilégio disso tudo...?
Onde...?
Na minha opinião...
Está em nós mesmos...
Sem manipular...
E não deixar ser manipulado...
Por exemplo....
Se você manipular mal , uma arma leta...
Ela mesmo pode te manipular...
E te deixar muito mal...
Então...!
Somos máquinas...
Somos Android...
Somos robotizados por dois sitemas...
O amor....
E o ódio...
Pense bem.....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Nota timbrada
Eu...
Apenas sou...
Sou o Ricardo...
Sou o Zé...
Um coração cheio de paz...
Um pouco de ódio...
Alías....
Muitoooo Ódio...
Ódio das trevas....
Das correntes malignas....
Eu existo...
E não permito...
Que nada venha me tirar...
O prazer de estar vivo...
Assim...
Vou respirando...
E amando....
Eu sou da terra...
Eu sou do Ar....
Eu vim pelo sopro...
E desse sopro....
Sou descendente...
Falo isso aqui...
Ou acolá....
Essa minha fé....
Não deixo nada me abalar...
É isso e persisto nisso...
Caio de joelhos...
Ao dono do Sopro eu me rendo...
Eu clamo....
Eu choro...
Eu imploro....
Todo dia eu me renovo....
Agora....
Sou eu...
Dono de mim...
Estou cada vez mais me Amando...
Abençoando o mundo...
Faço poesia....
Assisto cinema...
E com meus temas....
Crio e recrio poemas....
Ou tudo ou nada...
Expulso a dor...
Sigo com amor...
Não sei cantar....
Mas canto com inha alma...
Ela canta e levanta....
Grito e berro....
Minha garganta precisa disso...
As vezes sou louco...
Sou normal....
Uso e abuso...
Deus me deu esse dom....
E dele não abro mão.....
Um blá...blá...blá....
Aqui.....
Outro....
lá...lá...lá...
Ali....
Sou humano...
Sou bicho do mato....
Detesto lixo....
Do verde eu pinto minha selva....
Do azul eu pinto o céu e o Mar....
E o amarelo uso pra reluzir...
A paz na alma que me satisfaz....
Virando e cambelando...
E vou voando....
Do castigo eu vou me livrando...
Eu só acho que a vida é bela demais...
Me alimento bem...
Como no prato...
Ou na panela...
Sou eu...
O protagonista...
De tudo que em mim tem....
Do jeito que estou....
Está bom demais....
Amanhã....
Eu sei se estarei aqui...
E se eu tiver de ter mais um dia de vida...
Que venha mais Paz...
Saúde é o que importa....
Aqui nessa alma...
Tem uma Nota...
Ela é original...
É timbrada...
Carimbada...
Marcada por um criador...
E é ele que eu Adoro.....
Jesus Cristo...
O único Salvador......
Autor: José Ricardo
Pela vida...
Mesmo machucado....
Mas sempre me Nutrindo do Amor...
Nunca me senti perdido...
Nunca me senti sozinho...
Pelo contrário....
Constantemente....
Sempre me senti achado...
Com a alma sempre em construção...
Ia eu....
Molhando e regando...
Adubando lavouras...
Plantando frutos...
Para quem sabe um dia...
Dividir com Alguém...
E eu como imagem daquele que me fez...
Poderei eu também...
Carregar o mundo em minhas mãos....
E na matemática simples....
Calcular com exatidão...
E dividir tudo em Partes iguais....
Para que nesse mundo que vivemos..
Usar uma lei mais correta....
Que suavize as dores das pessoas...
Ou seja....
Casa pra um....
Casa pra todos...
Fartura pra um.
Fartura pra todos...
Educação pra um...
Educação pra todos...
E assim...
Sucesivamente....
Mas...
Rogo aos céus...
E Rogo ao criador...
Pois se isso for ilusão minha...
Que ele não me deixe ver...
Tantas desigualdades nessa humanidade...
Pois o que vejo por aí...
Dói....
Mas como dói....
E fico por aqui...
Na minha escrita....
Com o meu mundo de poesia...
Sentindo essa dor...
E um dia quem sabe...
Teremos um mundo...
Com mais Amor...
E menas Dor....
Autor:José Ricardo
Solo Regado.
Eu como escritor...
Um dia...
De malas nas mãos...
Acenei pros que ficaram...
Peguei meu caminho e meu carrinho...
E saí pela vida....
Distribuindo coração e canção...
Nessa louca estrada...
Onde o inabitável se faz presente em minhas inspirações....
É poema em cima de Poema...
E é tudo em forma do Sol...
Onde o girassol reluz...
Mais jamais...
Irá traduzir...
O quê há de fato na parte Central do meu olhar...
Pois.....
Um dia...
Lá do outro lado das flores...
E bem longe do meu olhar....
Tive eu....
Um solo regado...
E adubado....
E lá....
É um lugar...
Onde nunca choveu....
Mas o verde é reluzente....
E as flores...
São de todas as cores...
Pois na âmago de minha alma...
Não tem apenas isso....
E difícil tudo isso explicar....
Perdido...
Domindo e voando...
Nuvens e raios me energizaram em meu vôo....
E no decorrer de minha ilustrada fonte de energias....
Decorei passos...
Decorei amores...
Decorei olhares...
Decorei cores...
Decorei sorrisos...
E decorei lágrimas.....
Após abastecido de tudo isso...
Olhei-me no espelho minha pessoa...
E vi que eu poderia....
Me dividir em frases e melodias....
E sentando debaixo de uma árvore do passado...
Um homem bom...
Aproximo--se de mim e disse....
--Oh seu Moço...!
O senhor sábia que tu podes fazer qualquer coisa...?
E confuso com aquela pergunta...
Perguntei eu aquele homem...
É..?
Porque você diz isso...?
Ofegante...
Ele me respondeu....
--Tu...
És um ser humano...
És lavrador...
És boiadeiro...
Ja fez tantas outras coisas...
E és bacharel no Amor...
Pois eu...
A tempos eu te observo...
E nunca lhe vi com raiva...
E quem tem esse dom...
Pode ser qualquer coisa na vida...
E ouvindo aquele homem falar tudo isso...
Agradecido me despedi e acenei...
E segui meu caminho...
Mais voltei lá atraz no jardim do passado...
E colhi...
A melhor das flores que deixei...
E após sugar o néctar de sua essência...
Que parei e refleti....
Pois é...
Aquele homem estava certo...
O meu querido Pai...
E foi assim...
Que tudo aconteceu...
E me tranformei...
Em um escritor....
E também...
Num Poeta Voador....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
De boiadeiro a um poeta
Vagando pela vida...
Não sabia eu...
Que poderia ser...
Ser um Poeta...
E Montado em meu alazão...
Cavalguei...
E em um trote bailado inimitável....
Pelos Vilarejos da vida...
Fui passando...
Algumas pessoas acenavam-me com as mãos...
E de tudo que eu via...
Eram olhares tristes...
Mas ao me verem...
Aquelas pessoas sorridentes ficavam....
Já tinha eu um dia atrás...
Desistir de tudo na vida...
E pelos campos verdes a galope...
Parava debaixo de algumas árvores pra descansar....
Meu alazão soado e cansado...
Soltava nas verdes pastagens para se alimentar...
Vendo aquele cenário diante dos meus olhos....
Percebi que algo ele queria me falar...
Mas com seu olhar eu senti e ouvi...
"Boiadeiro errante"....
Apenas descanse....
Enquanto estou aqui a me alimentar....
Tire um tempinho....
Deite-se nessa sombra amiga...
Tenha calma...
Logo iremos continuar...
Após um longo cochilo...
Alí estava aquele cavalo á relinchar...
Se fazia de despertador...
Para eu acordar...
Foi ai que senti....
Que a vida...
É bela demais...
E não posso jamais desperdiçar....
Com um lápis já corroído pelo tempo...
Mas ainda dava pra usar.....
Decidi escrever o Amor...
E deslizando aquele lápis em um papel empoeirado e amassado...
Resolvi depois terminar....
Inacabado ficou...
E por aquele campo...
Continuei a trotear....
No compasso daquele troteado..
Ia eu coletando flores....
Fazia isso por desejo...
Em cada rosa coletada....
Sentia o cheiro...
E deixava as fragrâncias pelo rastro que eu passava....
E ao chegar em outro vilarejo...
O meu Amor encontrei...
Terminei aquele poema...
E aquele papel amarelado pelo tempo...
E em suas mãos entreguei...
E ela...
Ao ler aquele poema...
Com uma única frase disse:
"Boiadeiro Poeta"....
Dessa forma você me encantou...
Não resisto...
Mas em sua garoupa quero eu cavalgar....
E como nem sabia que era Poeta...
Encantado fiquei....
Peguei ela pelos braços....
E na minha garoupa...
Á coloquei....
E Ali...
Ficou minha escrita...
De um Boiadeiro que tanto errou...
Mas dessa vez...
Ele acertou....
E aquela donzela...
Comigo ainda está...
E por aqueles campos e vilarejos...
Nunca mais eu voltei....
Deixei a vida de Boiadeiro...
E decidi ser um Poeta..
E agora...
Escrevo pela em meus poemas...
Hoje...
E para toda eternidade...
É ela que Amarei....
Perfume do amor
Parei pra ler o que eu ia escrevendo...
Comecei a prestar atenção eu tudo...
Embora errando com a ortografia...
Fui espalhando sementes em cada verso escrito...
Apenas queria eu...
Que cada verso escrito....
Teria ao menos uma flor...
Pra que um dia na vida...
Eu pudesse colhe-los e declamar tudo que eu ia escrevendo....
Os textos....
Eram encorajadas palavras...
E algumas tímidas...
Mas jamais poderia...
Deixar nenhuma frase para trás....
Talvez facil para muitos...
Mas minhas asas energizadas foi quem me ajudou...
Levei algum tempo para semear...
Idispensável era essa tarefa....
Mas sabia...
Que ao terminar....
Odores iriam se espalhando pelo ar....
Ao nascer de um flor...
Pedi a ela uma demonstração...
Borboletas de todas as cores queríam ve-las...
Nessa arte literária....
Consegui eu , o projeto dos meus sonhos...
E nessa arquitetura ilustrada...
Conheci eu...
Todos os perfumes do Amor...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Questões da vida
Tudo é questão do Amor...
Tudo é questão de tempo...
Tudo é questão de ver e refletir...
Tudo é questão de saber o que tem...
E o que não tem...
O orgulho...
A malícia...
A duvida...
O medo...
A coragem...
O querer mudar....
Pois ainda não conheço...
Se alguém tiver a fomula....
E compro e pago o melhor preço...
Uns se acham...
Outros querem se vangloriar...
Oh olhares....
Tudo aqui é perecível...
Tudo aqui se acaba...
Tudo aqui se murcha...
Tudo aqui apodrece...
Se for metal...
Escurece e enferruja....
Assim é o nosso olhar da alma...
Pois em constante polimento...
Não tem como ter...
E contemplar a força dessa natureza..
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Grafando.
Eu sou o que eu não escrevo...
E por ser assim...
Vou garimpando sonhos...
Quando chego no azul do Mar....
Durmo...
E debaixo do raio Solar...
Mergulho nas profundezas...
Bem abaixo da superfície...
Tenho minhas loucuras....
Ao abraçar as águas marinhas...
Sinto que vou Voar....
Asas pra quem tem...
E minhas Inspirações rasgam o céu azul....
E pelo espaço infinito....
O luar Cor de Rosa....
Reflete em meu imaginar....
Pelas galáxias....
Vou até o infinito....
E ao acordar....
Vejo o pôr-do-sol...
Campos em flores...
Um jardim que me faz parar e pensar...
E falo comigo mesmo....
Sou eu...
Apenas eu....
Que me alimento...
Que bebo...
Que choro...
Que sinto...
E tudo isso...
Me alucina...
Da saudade que sinto...
Da lágrima salgada derramada...
Das dores que ja passei....
Aí...
Derepente um vazio...
E uma inspiração vem no meu imaginar...
Sou parte daquilo que ainda não sou...
Dentro do meu pensamento....
E pelos continentes da vida....
Eu sou caso do acaso.
O que possa vir...
Ou ir....
Sou a espera Infinita....
O futuro...
É o depois...
E dele ainda não sei nada...
A alma viaja...
Desaparece que nem sinto....
O meu presente é agora...
Vejo tudo ao meu redor...
Um reluzir mais brilhante...
Assim....
Eu retorno no meu estado normal....
O que foi escrito ontem...
Ou nesse instante...
E percebo....
Que eu...
Não sei de nada....
Então....
O depois ainda não existe...
E de tudo existir aqui...
Amanhã pode tudo acabar.....
E me sinto....
Que existo.....
E faço mais...
Poesias com as tintas do Criador.
E dito...
Que sou o agora....
E vivo nessa hora...
Pra deixar grafado na linha do tempo....
Porque Amanhã...
Eu posso não estar aqui...
E ter ido embora....
Autor:José Ricardo
Vida com amor....
Simplesmente Sublime
Menino inocente...
O Tempo...
Levado ou trazido pelos ventos...
Simplesmente...
Mais que Sublime...
Destino coerente...
Faz a gente pirar....
E viajar novamente...
Um terno e eterno calor....
A poesia viaja em buscas de olhares...
Amar sem cessar...
Entregar.....
Sem medir...
Abraçar...
Pra sentir...
Eu...
Sou apenas um Poeta que Voa...
Me envolvo no meu repertório....
Sinto a alegria que radia....
Em minha face...
Está minha identidade...
Se sou louco ou não...
Então dirijo....
Até na contra mão...
Mas com meu carrão....
Acidentes não acontecem...
Da flor...
Quero só o mel....
O cheiro...
Vou distribuindo...
Mato meu desejo...
Mato minha sede...
De dia sou o Gavião...
Uso asas e as mãos...
Escrevo poema e canção...
A noite...
Não sou a coruja que é de rapina...
Mas durmo com minhas grafias...
Delas eu me alimento...
E adormeço com minhas fantasias...
Acordo digo...
Vem Felicidade...
Vem que estou a te aceitar...
Ando pela casa...
Abro as janelas...
Olho pro céu...
E clamo...
Oh Deus universal....
Apareça....
Estou aqui...
Pra te louvar e agradecer...
Nas madrugada eu acordo
E ajoelho pra orar....
Loucura deliciosa...
Chamo quem eu quiser...
Aproveito e puxo uma prosa....
Prosear pra pra língua não coagular...
Desejo saciado...
Poeta desvairado...
Poema feito....
Aqui...
Com flanela e dou mais um brilho...
Não uso Bombril....
Porque riscar....
Não é meu perfil.....
Autor:José Ricardo
Universo do Poeta
Nesse universo....
Faço meus versos...
Aspiro letras...
Respiro palavras...
Me decolo de asas abertas...
Como brancas garças...
Que momento bom...
Soprado pelo vento....
Isso tudo....
Conduz o meu trilhar....
Cavalgo e rimo...
Com detalhes....
Vou em busca de atalhos....
Entro e algumas vicinais...
Tentando dar vida as poesias....
O que eu posso fazer...
Se não tenho culpa do meu decolar...
Decolo sem querer....
E tenho eu...
O gosto gostoso em Amar....
Não uso meu coração...
Apenas minha visão....
E isso...
Me causa emoção....
Tudo que minha visão vê....
Ela aceita e faz...
Quando não faz....
É porquê ela está com fome....
Após nutrida e bem alimentada....
Alinho palavras...
Juntos pontos e acentos...
E pelo vento....
A poesia se Faz....
Sentimento único....
Nesse Mar....
De ilusão...
Onde a combustão....
Explode meu coração....
Pavil e pólvoras....
Eclode dentro de mim e implora....
Pra ver o sublime aparecer...
E por final....
Exprimo meu vôo...
E faço mais um Poema acontecer....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Me calei...
Calado ficarei....
Falar...?
Pra quê...?
Não...
Não adianta falar...
Não falarei mais nada...
Não citarei mais nada...
Não...Não....
Parei...
Esse meu calar...
Tem um motivo...
Somente Deus sabe...
Esse será o meu mundo agora...
Lábios costurados...
Silêncio absoluto...
Mente fachada pra balanço...
Mente vagando...
Mente meditando...
Minha alma...
Agora está...
Tentando encontrar com minha própria alma....
Por dentro sou um...
Por fora não sou nada...
Apenas uma carcaça emprestada....
Somente eu...
Tudo eu...
Apenas eu sei o que sinto...
Ah...
E isso é...
Fechei tudo pra um profundo balancete...
E na matemática da vida...
Irei eu calcular...
Apenas quero somar...
E multiplicar....
Caso eu errei...
Irei eu subtraír....
Diminuir...
Ou definitivamente extinguir....
Mas se eu encontrar algo de bom...
Vou também dividir....
E quando você aí....
Me ver num silêncio absoluto....
Não fale nada...
Pois não ouvirei...
Até os ouvidos fechei....
Meu mundo agora...
Será diferente....
E com olhar da alma...
Ficarei eu...
Apenas á observar...
E....?
Evoluirei....
Autor:José Ricardo
Cúmplices.
Eu e a poesia.
Na relação entre eu e a poesia...
Existem verdades e mentiras...
Não sei como eu e ela nos encontramos...
De fato não me lembro nem o dia e nem o ano...
Apenas sei que somos cúmplices um do outro...
Enquanto meus olhos da ilusão estiverem atentos...
Em algum lugar desse mundo...
Eu e ela temos uma finalidade a se fazer...
Já tentei...
Ate hoje eu tento me afastar da poesia...
Quanto mais eu tento esquece-la...
Mas comigo ela caminha...
No quadro pintado da parede...
Ou em uma simples fotografia...
Até numa gotícula d'água caída...
São motivos para eu e ela nos juntarmos...
Enquanto meus olhos fitam cenários...
Ela faz questão de pegar em minhas mãos e me dar um bom dia...
Não importa o horário...
Nem mesmo data...
Ela se chega a mim....
E logo se enquadra....
Ela tem uma personalidade...
Eu tenho outra...
Mas no final da discussão...
Combinamos em tudo...
Sei lá...
É tudo estranho....
Na miragem uma luz que dói até os olhos..
Que é capaz de cobrir até minha visão...
E ao mesmo tempo....
Um túnel que me leva ao nascer do Sol....
Enquanto eu dou vida a uma frase...
Ela insiste colocar alguma mentira....
Mas no bate boca brutal...
No final de nossas brigas..
Tudo é paz e feliciade...
No real das mentiras...
Ela encanta com suas farsas...
No real das verdades...
Vou eu dando fôlego nas escritas...
É uma relação baseada em...
Pura ilusão...
E puro desabafo...
É aquele momento que a voz se cala...
E um grito que emerge com centelhas..
Estimulado por um astro...
Brincamos até de joguinho de tabuleiro...
É uma pedra de lá....
É outra pedra de cá.....
Assim....
Vamos dando brilho e ofuscando qualquer tema....
No palco da minha imaginação...
É um teatro que não quer se fechar...
Viro as costas....
La vem ela com as cortinas a me fisgar....
Amarrado por ela...
Sem ter o direito de sentir os pés no chão...
Acabo me rendendo....
Nessa louca discussão...
Desarmado....
Acabo terminando mais um poema...
Com autenticidade...
Escravizado....
Pela minha inspiração...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Fronteiras da inspiração.
Com alguns itens em mãos...
Cruzei as fronteiras da literatura...
Anulei o poema oprimido...
Minha alegria...
Era chegar nos livros vizinhos....
Conhecer outros povos...
Outras origens...
Outros costumes...
Ah coração cantador...
Tu cantas de verdade , adentro de meu peito...
Então...
Uní eu e minhas tralhas...
Subi montanhas e vales...
Lá...
Encontrei com escritores...
Conheci outros doutores....
Fraudei as correntes da imaginação...
E na magia de uma escrita...
Dei arranjos para as melodias...
Fiz cabanas nos penhascos...
Deitei e me agasalhei...
E com minha alma de poeta...
Atravessei rios...
A nado braços...
Quis chegar do outro lado dos meus versos..
Oh poesia inspiradora...
Suas fendas não são de chagas...
Tem verbos e sacadas...
Atrevo-me em continuar...
Nas fronteiras da minha inspiração...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Entrevista.
Decidi eu...
Interrogar uma jornalista...
E de alma sossegada e curiosa...
As perguntas eram instantâneas...
Enquanto ela ia respondendo...
Uma nova pergunta ja estava na ponta da língua para a ela fazer...
Então...
Chegou um momento que ela se irritou...
E perguntou...
Oh poeta entrevistador...
Sou uma jornalista...
E não é bem assim não...
Eu é quem faço as perguntas...
E você responde com um refrão...
Como sou um poeta educado...
Modesta parte falando...
Respondi assim...
___Pergunte -me então...
Darei a você o prazer de ler os meus olhos da ilusão...
Mas cuidado...
Minhas respostas terão farsas e verdades...
Vá então com calma..
Posso eu...
Até machucar o seu coração...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta qua Voa
Oh mulher.
Usando minha incalculável imaginação...
Escrevo pra ti , oh mulher...
Nesse tema...
És a poesia em toda escrita minha...
Detrás do teu olhar...
Percebo algo que meus olhos são capazes de decifrar...
Quase sempre...
Eles me levam a pensar...
Tu , oh mulher...
Entenda de vez...
Difícil é revelar...
O que tem por trás dos teus segredos...
Porém...
Como Poeta de manso coração...
Me associo com a infinidade do meu imaginar...
E com intimidade do seu encanto...
Aos poucos vou revelando-te em mim...
Dentro de mim...
Existe um acalanto á te entregar...
Mas para isso acontecer...
Dispenso as ideias alheias...
Dispenso os conselhos de fora...
Assim...
Espalho em ti e em tua alma...
Todo esse meu escrevinhar...
Apenas respire fundo...
E sinta toda essa inspiração...
Em ti..
Que foi feita...
Somente para ti....
Oh mulher do meu coração...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Remover para promover
Universo humilde esse que vivemos...
Cada estrela....
Tem uma constituição diferente....
No verso ardente...
Cria-se uma voz que não quer se calar...
O verso que arde ao se pronunciar....
Dá de cara com uma sociedade menina e assassina....
Porém...
O verso não generaliza o que fala...
Mas pulveriza o que se tem....
Vitimando um ponto qualquer....
Assim como são usados nos momentos certos...
Nas palavras certas....
Adultos e adolescentes se batem...
Um diz...
Velho caquético....
Vovô...
Seu tempo ja passou....
Do outro lado....
Adultos criticam...
Infratores que não sabem nem se quer no batente pegar...
Resultado esses....
De uma década passada....
Alguém descuidou...
Alguém mimou....
Alguém protegeu demais....
Por exemplo...
Aquela criança de outrora...
Ela ouviu o quê...?
Quais foram as palavras que ela captou...?
Como ela digeriu dentro dela...?
Que tipo de cenário foi posto aos olhos dela quando era criança....?
Amor...?
Violências...?
Palavras de carinho....?
Ou turbulências....?
Chicotadas...?
Então...
Agora não é mais hora de reclamar...
Caso queiram chorar...
Chorem...
Mas apenas o tempo é o feto que ainda está se formando...
Caso ele se junte ao arrependimento....
Aí...
O vento trará novas sementes para se plantar...
Mas lembrando quê...
Cada semente...
Tem um segredo diferente...
Antes de jogar ao solo...
Dê uma olhada com calma...
Verás uma fome propria dessa semente
ao solo logo chegar....
Tudo que promovemos hoje...
Terá um impacto adiante....
Escolhas são feitas...
No meio dos ingredientes...
Temos duas opções...
Remover para promover....
Então....!?
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.