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Frases de Ricardo Maria Louro

1.100 frases

⁠A principal tarefa de uma existência é tentar compreender e aceitar a sua própria Alma. É a reconecção ao seu Espirito e, por conseguinte, ao Espirito de Deus.
Sobre Covid -19 - A vida ficou suspensa por duas linhas que se tocam
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Sobre Covid -19 - A vida ficou suspensa por duas linhas que se tocam muito frágeis, muito ténues: a doença e a morte! A vontade ficou parada nas curvas sem visão no silêncio do caminho e cada um à sua sorte! O sonho perdeu encanto de gestos e ternuras perdeu-se do amor e afastou-se do coração! O orgulho e a vaidade perderam-se dos Homens, afinal, tudo é passageiro, neste mundo, tudo é vão! Na dificil travessia destes tempos pouco luminosos.

Talvez um dia - Um dia a luz há-de voltar a brilhar no fundo dos meus olhos ...
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Talvez um dia - Um dia a luz há-de voltar a brilhar no fundo dos meus olhos ... E os rios hão-de correr em qualquer parte! Um dia a alma há-de voltar a dar vida ao meu corpo ... E as estrelas hão-de brilhar novamente! Um dia a esperança há-de voltar a penetrar meu coração ... E a minha noite deixará de ser noite! Um dia a vida há-de correr-me novamente pelas veias ... E a parte de mim que não sou morrerá! Um dia a minha boca há-de falar muito do amor ... E o amor virá à minha vida! Um dia - talvez um dia! - possa abraçar o silêncio de ser eu - na poesia ... E tudo será novo para mim! Um dia ... talvez um dia ...

⁠O que a Morte não pode tocar - Grato estou por ter amado o que a morte pode tocar! Grato à Vida, grato ao tempo e ao Destino
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⁠O que a Morte não pode tocar - Grato estou por ter amado o que a morte pode tocar! Grato à Vida, grato ao tempo e ao Destino por me ter posto ao lado gente que por amar tornou mais belo, mais inteiro o meu caminho. Amo os mortos e os mortos dos meus mortos ... Para sempre! Guardo-os na memória! Estão em mim ... Eles foram tanto! Não apenas corpos agora abandonados subjugados a um fim. Eu amo a vida que ainda habita os mortos a que está além da forma incapaz de ver que aqueles que eu amei habitam noutros Portos. Navegam noutros barcos no cimo de outro mar ... Todos estão em mim e na certeza de me saber grato por sentir que isto a morte não pode tocar.

⁠O que a Morte pode tocar - Que terrivel é amar aquilo que a morte pode tocar ... Porque a morte chega cedo e cedo é sempre,
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⁠O que a Morte pode tocar - Que terrivel é amar aquilo que a morte pode tocar ... Porque a morte chega cedo e cedo é sempre, a vida, longa ou breve é curta, finda o ar, quem sofre, sofre sem parar a dor que sente. P'ra quem fica resta a pedra de uma lousa p'ra quem parte é arremedo de um principio e um silencio vago; infinito pousa sobre o corpo de quem fica amargurado e frio. Nao chorem nunca sobre os figados da morte porque somos parte das suas entranhas na bussola da vida com destino a Norte. Mas havemos de chegar a algum lugar porque tarde ou não ninguém foge às suas manhas ... Que terrivel é amar aquilo que a morte pode tocar!

⁠A Treva Obscura e Densa - A minha Alma ignota e agreste, sempre triste, incapaz de procurar felicidade e alegria
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⁠A Treva Obscura e Densa - A minha Alma ignota e agreste, sempre triste, incapaz de procurar felicidade e alegria nas demandas que vive, em que persiste, deleita-se nos versos e na poesia ... Traz consigo a treva obscura e densa a profundeza da dor que se perpetua eterna, prolongada, palpitante, extensa e a vida que à sua volta continua ... Eu sou angustia, desalento e mágoa sou um espelho sem reflexo em parede fria sou o rio por onde já não passa a água ... Já não tenho uma familia de pertença! E porque sou ignorado dia-a-dia sou silêncio ... sou a treva obscura e densa.

⁠Ecos Silenciosos - (Sonho) Ontem, na madrugada dos meus dias,
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⁠Ecos Silenciosos - (Sonho) Ontem, na madrugada dos meus dias, cheia de choro e neblina, sombras passearam-se por entre os meus sentidos ... Não me lembro o que queriam, apenas as senti, rodearam-me na cama, tocaram-me no corpo ... Quem eram? De onde vinham? Que angústia, que lamento, que dor as trespassava?! ... E havia um véu, uma espécie de cortina entre nós! Como se de duas realidades se tratasse! Tive medo! Não sabia o que pensar ... ... seti-lhes as penas. Ofegante, despertei, tinha o olhar vidrado nas vozes daqueles Ecos Silenciosos ...

⁠ Uma Vida sem mim - Já te habituaste a uma vida sem mim ... Tem ao menos a coragem de assumir
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⁠ Uma Vida sem mim - Já te habituaste a uma vida sem mim ... Tem ao menos a coragem de assumir que não tivemos principio nem fim na história deste livro por abrir! Na verdade não pensaste em nós dois naquilo que podiamos viver; tudo oque fomos ficou para depois e até nós dois ficámos sem saber ... Nada resta do dia em que te vi mais brilhante que o Sol do amanhecer quando o meu coração bateu por ti. Quando a minha Alma pensou saber que eras toda a minha vida e senti que era a ti que me haveria de prender ...

⁠Lotes Vazios - Uma mão cheia de nada é o que trago entre os dedos ...
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⁠Lotes Vazios - Uma mão cheia de nada é o que trago entre os dedos ... Silêncio, vazio e solidão, o que de mais inteiro e profundo habita cada homem! É um quase sonho de chegar a qualquer parte, uma quase-vontade, um quase ser capaz de pronunciar o teu nome! Talvez seja egoista este querer estar sozinho, este renegar querendo-te, este pensar sentindo-te este amar distante ... Que estranha forma de sentir tão cheia de poeira e loucura. A minha Alma está cheia de Lotes Vazios! Uma mão cheia de nada ...

Dai-me um pouco de Sol - Dai-me um pouco de Sol dai-me um pouco de vida
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Dai-me um pouco de Sol - Dai-me um pouco de Sol dai-me um pouco de vida porque ai das Vidas sem Sol ai das vidas sem Vida! Porque ai dos olhos sem luz ai dos rostos sem sorriso ai do Calvário sem Jesus que até da morte é preciso! Ai dos homens que não sonham ai daqueles que não choram ai de todos os que ponham os seus sonhos no que adoram! Tudo é vago e passageiro nada Está eternamente o Destino é derradeiro ninguém vive para sempre!

Há em mim - Há em mim paladinos abismos calados
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Há em mim - Há em mim paladinos abismos calados de que temo falar ... Há em mim a vontade de ser que nunca fui mas que pulsa no destino ... Há em mim uma sequência de infinito sem lei nem preconceito ... Há em mim brisas de rosas fechadas tingidas p'lo Luar ... Há em mim um não sei quê d'ilusão que me veste de silêncio ...

Corações Inquietos - Há corações indefinidos a palpitar em muitos peitos
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Corações Inquietos - Há corações indefinidos a palpitar em muitos peitos sonhos sem esperança, perdidos, agonizando em tantos leitos! Vontades separadas de si mesmas, à deriva sem amor, incapazes aqui ou ali de ver o mundo além-da-dor! Estou suspenso! Estou incrédulo! Incapaz de entender o mundo ou a tristeza deste século que nos abraça moribundo ... E passam dias caiados pelo medo! Casas sem tectos cheias de sonhos arrasados por tantos corações inquietos.

⁠Sem dinheiro nem Deus - o mundo de hoje - O Mundo vive, neste momento, uma longa noite interior. As certezas foram abaladas. Os corações permanecem em silêncio na esperança que o dia renasça. A antiga ruptura com Deus tornou os Homens vazios, austeros, distantes, tantas vezes i…
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⁠Sem dinheiro nem Deus - o mundo de hoje - O Mundo vive, neste momento, uma longa noite interior. As certezas foram abaladas. Os corações permanecem em silêncio na esperança que o dia renasça. A antiga ruptura com Deus tornou os Homens vazios, austeros, distantes, tantas vezes incapazes de perceber a importância de nos "virarmos para dentro" em momentos de intranquilidade e tristeza como estes que vivemos. E o que temos? Com o que ficámos? A Pandemia tirou-nos as nossas seguranças exteriores! E agora o que fazemos sem vida social? Para onde nos podemos virar? Sem dinheiro nem Deus quem somos? O que faremos? Dizem os Orientais que para que tudo mude é preciso que algo não mude e isso que não muda é a própria vida na sua essência. Continuamos vivos e somos vida por isso há esperança. A vida como centro emanador de energia permanece em nós e fora de nós. Tudo o resto é vão. Estamos vivos! Somos vida! Só precisamos tomar consciência desta enigmática mas profunda realidade. Realidade que nos antecede, que antecede a existência, que antecede a própria vida. O mundo desmorona aos nossos olhos e nós não lhe podemos acudir. Somos impotentes. As sociedades caem como um imenso castelo feito de cartas. A politica como a conhecemos já não serve, é oca. É preciso servir a politica e não servir-se da politica. É preciso mudar padrões, valores, registos ... É preciso rever prioridades, reaprender a revermo-nos nos olhos dos outros. A morte espreita impiedosa, astuta, a cada canto da vida. E como reaprender o que não soubemos intuir?! A sociedade não nos preparou para tudo aquilo que estamos a passar. É urgente despertar para uma vida interior. Muito tenho ouvido falar em sacrifício e nos sacrificados da pandemia. A Culpa, o julgamento e o medo são os três "nós psiquicos" que impedem o Coração de abrir à dimensão da Alma. Infelizmente a humanidade evolui através do sofrimento. O sofrimento que aceita e integra. Quem ultrapassa as dificuldades que vive nunca mais é o mesmo. Esquecemo-nos de que tudo o que acontece de ruim na vida de cada um é para a melhorar, transformar, reerguer, reconstruir. É isso que nos está a ser exigido neste momento pela Natureza. Todas as renuncias deveriam implicar uma dimensão "lavada" de sacrificio, pois Sacrificio, vem de SACRO OFICIO, ou seja, Oficio Sagrado. E todo o Oficio Sagrado deveria ser um serviço que une os Seres Humanos, cada Ser a outro Ser, todos os Seres. Um Oficio Amoroso que dimensiona e integra o Coração! Um sacrifio deveria ser um Acto-de-Amor. Assim demonstrou Cristo ao dar a sua Vida para Ensinar que só o Amor Salva. O que ocorre é que muita gente que acredita apenas se identifica com o peso do seu sofrimento tantas vezes marterizando-se, esquecendo a ressureição como meta final. Em analise profunda, os homens de hoje culpam-se, julgam-se e teem medo. Bloqueiam o acesso às suas Almas, ao Sentir mais vasto e profundo que os habita. A Natureza da qual fazemos parte está a obrigar-nos a meditar neste dilema e a dar-nos a oportunidade de uma profunda transformação interior. Porque o dinheiro hoje perde-se amanhã ganha-se mas o amor não, a vida não. Quem vive do medo nunca poderá identificar-se com uma renovada noção de sacrificio onde o peso dos actos que pratica ficariam "lavados" pela dimensão Amorosa que lhes deveria injectar. Não sabemos fazê-lo. Ninguém nos ensinou. Qualquer acto, apesar de doloroso, ao ser identificado com o Amor fica Baptizado, renovado. Muitas vezes encontramos seres que procuram ajudar os outros sem antes se terem ajudado a si mesmos. O que é uma fantasia! São seres que fogem de si próprios em busca no exterior de algo que só dentro poderão encontrar, a Paz. Por lá passei nessa curva do caminho. Passei e não fiquei, senti e libertei, morri e Ressuscitei! Quando se sente que a Vida é um "fardo" é tempo de reflexão sobre quem somos e o que estamos a fazer de nós mesmos. Este é o momento. É a hora. É tempo de verificar se transportamos coisas que não são nossas e libertarmo-nos delas. A Vida ensina a Liberdade de Espirito, de Alma, de Consciência. Alguém de quem gosto muito afirmou um dia que Amor é Consciência e Consciência é Amor. Ninguém nos pode dizer quem somos ou o que fazemos aqui, somos nós que temos que o descobrir. No fundo, estar frente-a-frente com a Ordem do Universo que é Deus, sem intermediários. Ninguém atrai peso superior às suas forças! O destino é apenas a consequência do mundo interior que cada um transporta consigo mesmo, por isso, há que modifica-lo para modificarmos as nossas vidas. "Conhece a Lei e sê Livre" dizem os orientais na sua imensa sabedoria. Quando alguém se assume como "sacrificado" não cumpre um Oficio Sagrado, um Acto-de-Amor. Cumpre uma pesada pena que se deu a si mesmo para se "auto-flagelar" pelo peso das suas culpas. Culpa-se, julga-se e fecha-se no medo ... Atenção! Que se rompam velhos padrões e se conscencialize um Novo Tempo pois é tempo de Amar sem bloqueios ou falsas virtudes. Um novo mundo construído agora nos espera mais adiante. Não adiemos esse futuro tão promissor pois é no presente que se constrói o futuro. "Coragem! Porque coragem não significa ausência de medo!"

Procissão dos Passos - Do Espírito Santo sai a procissão o povo triste vai calado
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Procissão dos Passos - Do Espírito Santo sai a procissão o povo triste vai calado Calado e triste em cortejo ordenado triste calado o Senhor ensanguentado! Entardecer ... sombras vacilantes caminham p'la cidade sem vacilar negro vestir, magoados caminhantes avançam pela luz crepuscular. A banda toca com empenho desce o pálio roxo sobre o Bispo nas ruas só há espanto pois é visto que o Prelado leva o Santo Lenho. Adiante os Martirios do Senhor as Aias de Braçadeira roxa nas alas os fiéis cheios de dor choram, pedem, rezam com fervor. E aonde irá Jesus nestes Passos do caminho? É imensa a sua Cruz seu manto roxo de arminho! Na Praça do Encontro sua Mãe espera de rastos encontra o Filho em tal estado fica seu peito trespassado. Segue a procissão! Passos tristes e inteiros ordenados por Évora amargurada marcha o povo contristado em oração como a noite que antecede a madrugada. (Dedicado à solene procissão do Senhor Jesus dos passos de Évora)

⁠Eu Amo - Eu amo a esperança que há no mundo quando nós andamos de mãos dadas
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⁠Eu Amo - Eu amo a esperança que há no mundo quando nós andamos de mãos dadas e amo a vasta calma que há no fundo das horas que a vida traz marcadas! Amo os abismos que se alinham em cada minuto que vivemos e até das coisas que se adivinham eu amo a esperança que perdemos! Só não amo o que amo por amar! Não sei amar o que não sinto nem sinto amor se não me tocar ... A vida é muito mais que simple instinto: um abraço, um beijo, um olhar, o gesto de ternura de um faminto!

⁠Dou Graças ao Mundo - Dou graças ao mundo pelos sonhos que não cumpri,
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⁠Dou Graças ao Mundo - Dou graças ao mundo pelos sonhos que não cumpri, pela vida que não vivi, pelas dores a que me dei ... Dou graças ao mundo! Dou graças ao mundo pelas noites que não dormi, p'los caminhos em que me perdi p'las horas que me reneguei ... Dou graças ao mundo! Dou graças ao mundo p'los instantes em vão felizes p'los amores de matizes que ao meu coração não dei ... Dou graças ao mundo!

⁠- Hebe Camargo - (Se eu pudesse ...) Se eu pudesse te abraçar novamente
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⁠- Hebe Camargo - (Se eu pudesse ...) Se eu pudesse te abraçar novamente e sentir teu cheiro seria mais feliz por um momento. Se eu pudesse ... mas não posso ser feliz! Porque na morte tudo é natural. Se eu pudesse tu serias realidade junto a nós! Mas na vida nem sempre há Sol... Quem dera que o houvesse! Por isso aceito a dor como verdade e a verdade como destino. Tudo em mim é cansaço! É silêncio e nostalgia solidão e desespero. Se eu pudesse arrancaria a cor ao Sol Poente só p'ra te abraçar por um momento. Fiz dos meus dias a vontade e a saudade entre o sonho e a realidade de encontrar o teu olhar de ouvir a tua voz. Oh Hebe ... se eu pudesse ... ... quem dera eu pudesse! (Em memória de Hebe Camargo)

⁠A Casa do Fontão - A Casa do Fontão é uma Casa especial
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⁠A Casa do Fontão - A Casa do Fontão é uma Casa especial junto à Serra do Marão ao Norte de Portugal. De seu coração bondoso Dona Luisa vem à porta de sorriso carinhoso nada mais ali importa. E os dias vão passando cada canto é especial Dona Luisa vai mostrando uma amizade natural. É arte bem receber ... E junto à Serra do Marão fiquem todos a saber que é na Casa do Fontão. (Dedicado à Dona Luisa e à sua belissima Casa do Fontão que, ao Norte de Portugal, junto à Serra do Marão em Amarante, inspira paixões, amizades e poetas ...)