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Frases de Ricardo Cabús

21 frases

Ricardo Cabús AMOR E DOR (Estações Partidas)
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Ricardo Cabús AMOR E DOR (Estações Partidas) E pensar que a solidão É tão maldita Por trazer a dor Mas o que dizer do amor Com sua mão bendita Que traz, além da dor, a desilusão

Ricardo Cabús Obstruções (Cacos Inconexos)
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Ricardo Cabús Obstruções (Cacos Inconexos) E nesta manhã de sol Declaro: Deixem-me o céu! Basta de elevações retilíneas com seus concretos armados eretos falicamente apontados ao zênite. Que querem? Penetrar a vagina de Vênus?

Ricardo Cabús Beijos Comprimidos (Cacos Inconexos)
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Ricardo Cabús Beijos Comprimidos (Cacos Inconexos) No vagar da tarde sonho com teus beijos compressores No vagar da tarde pede-me ficante faze-me pecante traça-me picante E deixa o Sol rastrear nosso odor e deixa a dor rastejar solo ardente e rilha, rilha, rilha cada dente siso cada cadeira básica cada porta tesa E eu te aguardo para beijos comprimidos beijos compressores no vagar da tarde

Ricardo Cabús Outono Vacilante (Cacos Inconexos)
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Ricardo Cabús Outono Vacilante (Cacos Inconexos) O Sol continua lutando contra um outono vacilante Dois dias de Sol Seguidos Dizem que amanhã também será (Será que amanhã também serei?) O Sol que ilumina as ruas faz curva ao passar por mim

Ricardo Cabús ESPERAR (Estações Partidas)
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Ricardo Cabús ESPERAR (Estações Partidas) Quando espero O que mais me angustia É a passividade do ato De fato Ser passivo me incomoda Poda O tempo é meu inimigo O silêncio é meu inimigo O pensar é meu inimigo Amigo é quem chega na hora Vou-me embora !

Ricardo Cabús SIMBIOSE (Estações Partidas)
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Ricardo Cabús SIMBIOSE (Estações Partidas) Não, deixa-me aqui Talvez pense em ti Mas agora me deixa Pois caso eu me queixe Do seixo, da gueixa Ou do caroço da ameixa Será porque foste com certeza Algum dia simbionte Não pouco, mas um monte Da minha vida, com tristeza

Ricardo Cabús Beijos Comprimidos (Cacos Inconexos)
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Ricardo Cabús Beijos Comprimidos (Cacos Inconexos) No vagar da tarde sonho com teus beijos compressores No vagar da tarde pede-me ficante faz-me pecante traça-me picante E deixa o Sol rastrear nosso odor e deixa a dor rastejar solo ardente e rilha, rilha, rilha cada dente siso cada cadeira básica cada porta tesa E eu te aguardo para beijos comprimidos beijos compressores no vagar da tarde

Ricardo Cabús O álcool nosso de cada dia Há uma expressão em inglês que é muito interessante e que nesse momento veio-me à mente: ‘take it for granted’. Uma tradução possível para o português seria ‘dar algo como certo por antecipação’. O porquê dessa lembrança eu conto a segui…
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Ricardo Cabús O álcool nosso de cada dia Há uma expressão em inglês que é muito interessante e que nesse momento veio-me à mente: ‘take it for granted’. Uma tradução possível para o português seria ‘dar algo como certo por antecipação’. O porquê dessa lembrança eu conto a seguir. Estou tentando escrever um artigo em meu computador e o mouse não quer me obedecer. Ratos em geral são desobedientes, é verdade. Mas o eletrônico costuma ser submisso. Quando acontece algo desabonador, como não levar o cursor ao devido lugar da tela, pode significar que há alguma sujeira na área. Nesse caso, para voltar ao pleno domínio da situação basta limpá-lo. Pois é, a obediência de um rato eletrônico, diferentemente do natural, pode estar diretamente relacionada ao seu asseio. E se quisermos analisar de forma, digamos, endobiônica, não à limpeza externa, mas à interna. Assim, decido verificar o seu teor de sujidade. Coloco-o de ponta-cabeça e abro o compartimento que contém uma esfera, responsável pelo funcionamento da geringonça. Tudo bem, dispositivo; a ira não gosta de substantivos neutros. Então retiro a bolinha e imediatamente percebo que a chafurda é verdadeira e suficiente para deixar o rato para lá de insubordinado. Ora, penso, nada que um cotonete com álcool não resolva. Em poucos segundos os conectores estarão limpos e o rato voltará cegamente a seguir minhas ordens. Simples! Simples? Simples, desde que houvesse álcool. E é aí que vem a questão. Um alagoano como eu – acostumado a viver arrodeado de cana-de-açúcar e ver álcool à venda em qualquer bodega da minha cidade – jamais poderia imaginar que não houvesse álcool à venda aqui na Inglaterra, berço da revolução industrial, classificada como ‘país de primeiro mundo’, e procure elogios, que você acha... Acha tudo, até macaxeira, menos álcool. E como tudo tem seu motivo, apesar de nem sempre concordarmos com ele, a ausência de álcool nas prateleiras dos supermercados, farmácias e congêneres deve-se simplesmente a um fato: os ingleses bebê-lo-iam. Soa estranho? A mesóclise ou o significado da frase? Mas o pretexto é esse. Concordar é outra história. O índice de alcoolismo por aqui é bastante alto. A maneira de combatê-lo é que é esquisita, além de não haver álcool comum para ser comprado por pessoas comuns, os bares geralmente só ficam abertos até as 11 da noite. No entanto você pode começar a beber a partir das 11 da manhã, se assim quiser. Eu hem? Sim, mas voltando ao meu computador, faço o que vi um nativo fazer outro dia: uso minhas unhas para tirar o possível da sujeira existente na barriga do rato, dou um belo sopro, com direito a uma baforada de poeira, recoloco a pelota, tampo o bicho e bola pra frente que é jogo de campeonato.

Não Sei o Quanto de Mim Sou Mulher (Cacos Inconexos) Não sei o quanto de mim sou mulher
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Não Sei o Quanto de Mim Sou Mulher (Cacos Inconexos) Não sei o quanto de mim sou mulher Se na lágrima que deita calada numa manhã cinzenta Se na inconstância do desejo que nuveia a tristeza Não sei o quanto de mim sou mulher Se no querer- me livre assim como os outros Se no querer-me onipresente assim como Ele Não sei... Sei que de tanto gostar carregá-la em mim faz-me feliz