Miranorte Psiu! Escuta! O velho rio está contando o que ouviu
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Miranorte Psiu! Escuta! O velho rio está contando o que ouviu Choro calado Rastros de lágrimas Restos da luta Do irmão Xerente que com o seu povo partiu Enquanto as flores tão belas de sucupira Forravam as terras “de alguns”, ou então “gerais” Valiosos troncos viraram cercas, viraram móveis, Viraram casas, canoas, lenha e muito mais. Tão sertaneja era a vida que fluía Às margens de quem corre com tamanha persistência Capaz de transportar saberes, Os segredos e os martírios Cedendo aos filhos desta terra a divina providência. Enquanto o sol erguia homens de outras terras E o progresso o Providência atravessou Ergueram ponte, abriram asfalto e o velho rio Correndo livre um novo povo levantou Gente alegre, sonhadora e muito forte Viu escorrer por entre os dedos a pureza Do velho rio, hoje cansado e maltratado Mas que por compaixão de Deus é a riqueza Da ex-fazenda intitulada “Sucupira” Mas que por outros rumos e por outra sorte Abriga os filhos desta terra tão querida Que nós saudamos com o nome Miranorte.