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Frases de Renato Seabra

10 frases

Tem chão que treme como trem que passa.
Como foi te encontrar Um momento de beleza de sorrir com os olhos
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Como foi te encontrar Um momento de beleza de sorrir com os olhos e de encontrar vontades flamejantes nos do outro um momento de sacramentar cada passo no percurso insuscetível do tempo e que gelo que este é cujas águas derretidas são as lembranças de nossas vidas que de suas profundezas refletem à superfície tantas riquezas escondidas que se confundem com o brilho do sol sobre a maré e me faz perceber que o que há mais entre o céu e a terra é viver com você essa mistura do que passa passando, passou e passará.

Sento ao teu lado, sensível demais para me perceber sou invisível e dizes não poder me ver
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Sento ao teu lado, sensível demais para me perceber sou invisível e dizes não poder me ver pois sou eu a suave brisa a tocar o teu rosto folha seca que cai ao teu encosto a grama macia em que estás deitada sou também nuvem para te proteger a primeira estrela a ser avistada a chuva a embeber tua pele salgada também sou sol para te secar, sou cada gota com teu suor a me envolver e dentro de ti vou para sempre viver.

Com teus carinhos, criaste em minha pele caminhos de saudade estrada feita com teu suor e pura ingenuidade sem marcas,
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Com teus carinhos, criaste em minha pele caminhos de saudade estrada feita com teu suor e pura ingenuidade sem marcas, sem mapas, E quando percorres por ela, é sempre novidade sem partida, sem chegada, Ilimitada, mas sempre à margem da extremidade O sangue em mim já não corre sem a tua energia subordinado de tuas mãos, te aceita como guia e em meu corpo segue descobrindo os desvãos que eu sozinho não descobriria De olhos fechados, sem medo de se perder Contínuo conhecer e desconhecer mais quente do que caminhar pelo deserto é sentir teu corpo um sol quando bem perto o mesmo que há muito foi ao anoitecer brilho teu que a horas me hipnotizara e que me fez só pensar em você.

Afaz com o silêncio capaz de acabar com guerras Mas se aperras as pás e serras
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Afaz com o silêncio capaz de acabar com guerras Mas se aperras as pás e serras soterras às contumácias segues crente, agraz e as massas pé na terra, pena é atolaz atolado de tarefas não suportas a própria fera que da tua mente não desterra dependente desapraz faminto por vícios, é edaz desenterra desculpas, é loquaz de repente, num piscar de olhos senta-se cansada de ser leva-e-traz pára com a luta, para ficar em paz.

Ao aproximar-me de ti sinto como estar surfando Buscando em tuas ondas pelos teus carinhos nos morros dos contornos do teu corpo
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Ao aproximar-me de ti sinto como estar surfando Buscando em tuas ondas pelos teus carinhos nos morros dos contornos do teu corpo morros de areia, morro se só olhar Do teu pescoço, acosso a cor do vinho distraindo-me com teu suspiro nascente pura, é de onde eu respiro, tiro força da tua doçura e bagunça d'água e ar transforma em delírio Invento brincadeiras e não brinco sozinho gracejo um desejo de em ti me afogar e como adivinha, não demoraste a me domar derrubaste-me da prancha, tiraste-me do caminho guardaste teu horizonte e abraçaste-me por inteiro largaste-me aos teus pés, meu destino à beira-mar graças a tua suaves tive minha vez neste aconchego teus outeiros, meu sossego, teus ribeiros, meu divagar.