Vem chegando a noite E com ela o clarão do invisível Do breu inavistável
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Vem chegando a noite E com ela o clarão do invisível Do breu inavistável Mais uma noite Cheia de medo Cheia de vultos Vácuos noturnos E eu no horizonte da escuridão Sem rumo À procurar a luz do fim do túnel A vista cansada Já não ver a estrada Tropeço na calçada E percebo que já estou dentro de casa Onde fui? Pra onde estou indo? Ouço lá fora cachorros latindo Será se é alguém vindo? Não vejo mais nada A vizinhança dormindo E eu aqui Mais uma noite Esperando o sol Para rever mais um dia surgindo.