Em meio à escuridão, profano eu canto, Palavras impuras, quebrando o encanto, Um poema escuro, sem rimas santas,
Continuar lendo
Em meio à escuridão, profano eu canto, Palavras impuras, quebrando o encanto, Um poema escuro, sem rimas santas, Desafiando os deuses e suas tantas. Aqui, não há espaço para a santidade, Nem para sermões, nem para moralidade, Liberto-me das amarras do divino, Para trilhar um caminho clandestino. Versos ousados, cheios de pecado, Na imundice da vida, meu ser é banhado, Ergo meu olhar para as sombras sinistras, Onde o prazer se esconde nas noites bruxas. Desafio as normas, os dogmas, tabus, Realço os desejos mais obscuros, nus, Com letras impregnadas de luxúria, Desperto a alma de práticas impuras. O céu e o inferno são apenas fachada, Na carne e na alma, a verdade é desvairada, Transpiro exploração, transgressão, Semeando o caos por toda a criação. Então, venham, perdidos e condenados, Acarinhem meus versos profanados, Aninhem-se no abismo dos meus versos, Onde o sagrado vira um mero inverso. Neste poema profano, liberta-se o ser, Desnudando a alma, sem medo de sofrer, Pois na imundice, no impuro, no profundo, Encontro a verdade que me faz fecundo. -R.C.O