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Frases de Rayme Soares

135 frases

Desatino As tuas pancadas, as tuas mancadas, os teus descaminhos Foram suficientemente importantes, pra revelar outros horizontes
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Desatino As tuas pancadas, as tuas mancadas, os teus descaminhos Foram suficientemente importantes, pra revelar outros horizontes A tez da noite se fez infinita e, ainda que bonita, calou o luar E, desse modo, perdeu o sentido. Desatino...

Primavera. A primavera traz tantos tons, tantos olores, tantas cores, muitas paixões, contados amores. A primavera está logo ali, está aqui, está em mim, em nós. Cromática, a primavera brinca com meus sentidos. São devaneios, anseios por mais dela.
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Primavera. A primavera traz tantos tons, tantos olores, tantas cores, muitas paixões, contados amores. A primavera está logo ali, está aqui, está em mim, em nós. Cromática, a primavera brinca com meus sentidos. São devaneios, anseios por mais dela. É como um imã: fui até a porta e... Bom, parece que estava esperando por ela: a primavera. E a cada primavera, pelo que recordo, uma face bela. A tez macia da moça que parecia me pedir um beijo. Hoje, tenho quase certeza: Era a rosada pele à minha espera, primavera!

Flor do meu jardim - Canção Pelo chão, roupas, versos, dias vãos. Minhas mãos trêmulas e sós.
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Flor do meu jardim - Canção Pelo chão, roupas, versos, dias vãos. Minhas mãos trêmulas e sós. No silêncio da sua voz Era o céu, pitangueiras no quintal Araçazeiros, nenhum mal Você flor do meu jardim As palavras soltas choram mais Que as verdades mortas de um rapaz Que cantava flores e jamais Pensou no risco que é viver Sobre a mesa nada que desperte um sorriso Um livro fechado, um nó Na lembrança, sua tez Tinha o céu, os arbustos de onde dizia Que da vida era o que eu sabia E eu queria você pra mim A casa vazia grita mais Que o coração cheio de uma paz Que por entre as linhas do seu texto Falou de amor A verdade me atrai.

QUARTO BRANCO (Rayme Soares) O frio, o fel, a falsa verdade
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QUARTO BRANCO (Rayme Soares) O frio, o fel, a falsa verdade Justo aqui neste branco quarto É quando a mim vem a realidade E eu que me julgava tão especial Era meu olhar, minha filha Creia, nunca me vi de perto Eu queria ser o gigante que pensava Mas não me sinto nem isso, nem nada Os anos que cria ser imenso se foram... (Queria o seu abraço carente de mim) (Cadente não, cadente não, só estrela) Traças no papel do meu livro. Vivi tanta ilusão, tanta, tanta! Não posso me abater, eu sei Meu Deus, quantas vezes mais Eu vou chorar neste quarto branco?

META Tenha em mente uma meta Pra onde lance a sua seta
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META Tenha em mente uma meta Pra onde lance a sua seta Na sinuosa estrada turva Tenha em mente a linha reta Pois a vida logo ensina O futuro é aqui e agora O seu sonho e sua sina Realizar, fazendo história Muito longe de utopia Creia no que você desperta Com postura assertiva Perseverando a gente acerta Do seu sonho, tome posse Com seu empenho, vá em frente Se algo quer calar seu norte Pro seu intento, acorde, atente.

A Peneira do Tempo Agudas lembranças: cheiros de ruas, praças, marés, brinquedos. Lembrança de ter sido herói, filho, menino-pai e pai-menino, é o que fica
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A Peneira do Tempo Agudas lembranças: cheiros de ruas, praças, marés, brinquedos. Lembrança de ter sido herói, filho, menino-pai e pai-menino, é o que fica Pra ter teu passo, pra andar junto e, sendo feliz, não pousar. Fortalecem-se as asas O tempo não deixa esmaecer o que houve de significância, cravando nos atos As nossas graças, a nossa infância e a nossa maturidade Porque na peneira do tempo nem turvo, nem maldade Revele-se infinitamente, resplandecentemente, felicidade Sobre Juliana.

MARIANA A gente brincou de céu A nossa viagem, minha filha
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MARIANA A gente brincou de céu A nossa viagem, minha filha Em uma nave de papel A gente na beira do mar Castelo de areia e certeza De que nada iria findar Agora meu canto no ar Mas eu nunca perco a esperança De te ver em algum lugar Eu quero lembrar seu sorriso Eu posso ouvir a sua voz Ecoando no meu paraíso De uma forma que ninguém ouviu Se você seguiu seu destino em paz Há de existir algo bem maior E esse é o chão, minha luz, meu sol Ah se eu soubesse como não parar Ou como parar o tempo, pra você ficar Eu faria

Livro Fechado - Canção Pelo chão roupas, versos, dias vãos Cada passo de um caminhar
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Livro Fechado - Canção Pelo chão roupas, versos, dias vãos Cada passo de um caminhar Que um dia eu não quis olhar Era o céu: as estrelas nas minhas mãos Nossa ida para o mar de amor Minha boca silenciou As palavras soltas dizem mais Que as verdades mortas de um rapaz Que cantava flores e jamais Pensou no risco que é viver Sobre a mesa nada que desperte um sorriso Um livro fechado, um nó Na lembrança, sua tez Eu tinha o céu: mas eu nunca soube voar Achava que da vida eu sabia E eu só queria amar você Na casa vazia muito mais Que o coração cheio de uma paz Que ficou no meio de um desejo de puro amor

NEM QUERERIA Sim, eu supero o medo, a necessidade de acordar cedo Sou notívago, venço a solidão. Sei andar na contramão
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NEM QUERERIA Sim, eu supero o medo, a necessidade de acordar cedo Sou notívago, venço a solidão. Sei andar na contramão O azedume, a amargura, o travor do desdém, eu supero O ardor da raiva, o fervor do ímpeto, até disso eu desvio Mas se você pensa, ou alguém disse Não está em mim, ter um feito, um calço, um jeito, pra sacanice E a isso se eu superasse, então findo por todo o lado Saberia de mim desatinado. E, assim, certamente, nem mais me visse.

SOBRE O PAI Um dia, sob o seu olhar A mim foi dado um caminho
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SOBRE O PAI Um dia, sob o seu olhar A mim foi dado um caminho Sem temores, sem penar Meu andar em desalinho E se eu fosse um passarinho Em teus braços, melhor dos ninhos E se eu fosse uma sementinha Em tuas mãos a terra minha E se um dia eu nada fosse Por tua presença, então seria Pois se tu és presença intensa De uma força sem barreira Uma força que não cessa Que por nada se esgueira Eu sou vida em pleno voo Sou pro sol a terra inteira Pois tu és o prumo mais certeiro Tu és um astro que não cai E no recanto dos meus versos De onde o puro não se esvai Eu encontro o que não meço: Prece, abraço, laço, pai.

FINITO - À Mariana. Da janela do meu quarto, entendo ser finito Além do céu cinzento, um inerte monolito
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FINITO - À Mariana. Da janela do meu quarto, entendo ser finito Além do céu cinzento, um inerte monolito E nada estanca a lágrima corrente no meu rosto Tempo parado, pela dor que sinto e trago tão aflito A vontade de esquecer, nunca esteve comigo E se tentei estar atento, foi só pra ter contigo Os bons intentos preservados nos momentos de um sonho Mas da janela do meu quarto, um retrato do meu grito Queria só te ver Pra talvez compreender O que não cabe mais em mim Queria só viver O tanto a mais pra ver O que não cabe mais em mim De amor

ALMA LEVE Suave, voa linda ave leve Quem sabe, a ela cabe e se revele
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ALMA LEVE Suave, voa linda ave leve Quem sabe, a ela cabe e se revele Leve, leve, leve, leve O solo onde um encanto lhe reserve Um voo novo, forte e sem fronteiras Leve, leve, leve, leve E o vento, as agruras e as barreiras Pra longe da esperança verdadeira Leve, leve, leve, leve No passado, a tristeza derradeira Uma maldade transformada em poeira Breve, breve, breve, breve Então, cante e voe a uma altura Que te mantenha alma pura. E te eleve ave leve.

ITACIMIRIM Talvez com o abraço teu Meu mundo finalmente
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ITACIMIRIM Talvez com o abraço teu Meu mundo finalmente Levite e encontre Aquele rasgo azul no céu Por sobre o mar Inundar de ti Esse sonho, enfim E a paz de Itacimirim Pois tu tens de mim Mesmo tom que ali Soou Deixarem os grãos da areia, os pés Sermos um mais, em cada um Nós dois, na tez do céu azul, do mar Rasgo na imensidão da voz Que agora se eleva a permitir Aquela imagem que fincou Itacimirim.