Escrevo a lápis, porque talvez um dia possa escolher a procedência dessas palavras. Podem ser como pequenos arranhões, que em pouco tempo são remediados, ou como cortes profundos, provocando a dor que não se cura e a cicatriz que não se apaga. Não há o que temer, as marcas estão…
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Escrevo a lápis, porque talvez um dia possa escolher a procedência dessas palavras. Podem ser como pequenos arranhões, que em pouco tempo são remediados, ou como cortes profundos, provocando a dor que não se cura e a cicatriz que não se apaga. Não há o que temer, as marcas estão impressas, escondidas atrás de cada palavra, implorando liberdade. Não há o que temer, porque pior que ouvir o desespero é calar a esperança. Não há o que temer. E o que me sufocava, de fato, não era a falta de palavras, era a falta de ouvidos.