Descobri que te amava no dia em que meu cuidado começou a te procurar antes mesmo de eu perceber minhas próprias dores . Quando seu cansaço passou a morar em mim como algo que pede colo, e não explicação. Te amei no detalhe invisível, no jeito como percebi suas fragilidades sem…
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Descobri que te amava no dia em que meu cuidado começou a te procurar antes mesmo de eu perceber minhas próprias dores . Quando seu cansaço passou a morar em mim como algo que pede colo, e não explicação. Te amei no detalhe invisível, no jeito como percebi suas fragilidades sem vontade de toca-las com força. Sem curiosidade, sem invasão, Amar você foi aprender a caminhar devagar para não assustar o que em você era delicado. Eu te li nos silêncios. Nos dias em que você você sorria pouco, nos instantes em que seu olhar pedia abrigo sem saber pedir. E ali, nesse espaço frágil e humano, meu amor não recuou, ele cresceu. Eu vi suas dores e não senti medo. Senti respeito, porquê ali havia nelas uma humanidade quieta que pedia mais silêncio do que solução, e eu fiquei ali, não para salvar, mais para ser chão. Se amar é se perder, eu me perdi em você conscientemente. não porquê deixei de ser quem eu era, mas porque eu encontrei alguém por quem valia a pena ser mais gentil, mais paciente, mais lar. E se um dia você esquecer quem é, lembre-se disso: Houve alguém que te amou não apesar das suas fragilidades, mas exatamente nelas, alguém que viu suas rachaduras e deciciu morar ali.