Sombras Descobri que sou sombra, sombra dos meus medos,
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Sombras Descobri que sou sombra, sombra dos meus medos, da minha insegurança. O que faço, outros levam, o mérito, o brilho, o nome. Fico com o resto, com o eco. Sou sombra da minha própria mediocridade, mas está tudo bem. Meus olhos, há muito, se acostumaram ao breu. Aprendi a ser invisível: a estar sem ser, a falar e ser silenciada por gestos sutis, por olhares que não me veem. Já não me importo. Já não espero. Já não pergunto se aquele sorriso era pra mim. Aprendi. Aprendi a ser sombra.