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Frases de Raiça Bonfim

8 frases

REPETECO por temor de me ferir dispense a prudência, corazón
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REPETECO por temor de me ferir dispense a prudência, corazón não será o primeiro nem o último. recebo a diferença e o embate sem escudo ou veredicto, venha. o que peço não é muito: alguma inspiração, alívio, uma maravilha errante e a modesta eternidade dos orgasmos múltiplos.

Ensolarada Às vezes acho que meu coração me ocupa tanto que faz meu olho brilhar. Mas quando
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Ensolarada Às vezes acho que meu coração me ocupa tanto que faz meu olho brilhar. Mas quando minhas pequenices vêm me tomar, passo achar que é purpurina: brilho bonito, mas forjado; serve só pra disfarçar. Na dúvida, tô construindo um mega-foguete... Vou pedir ao Sol que me deixe ser seu rastro. Mas como minha engenharia é pouca e meu opaco é persistente, não sei onde isso vai dar. Por enquanto, vou me rasgando pra deixar meu coração se bronzear...

TROCANDO PIMENTAS POR CAQUIS (Ou pequenas metáforas de perda ou passagem) Não quero mais os líquidos ardentes que me fazem fogueira, mas depois se acabam e deixam somente a seca sede do pós-chama. Quero, sim, as águas do rio que lavam, nutrem e acalantam, e quando seguem, carreg…
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TROCANDO PIMENTAS POR CAQUIS (Ou pequenas metáforas de perda ou passagem) Não quero mais os líquidos ardentes que me fazem fogueira, mas depois se acabam e deixam somente a seca sede do pós-chama. Quero, sim, as águas do rio que lavam, nutrem e acalantam, e quando seguem, carregam a poeira e me ajudam a seguir. Não quero mais os adereços que perfuram minha pele e ao serem retirados, espalham vãos pelo meu corpo. Quero, sim, as flores que acolho em minha orelha e, ao murcharem, ainda deixam seu perfume em meus cabelos. Não quero mais os contratos de imóveis que, ao serem destruídos, me deixam perdida e sem teto. Quero, sim, as areias da praia que não me preocupo em chamar de minhas, mas que dedicam caminho e carinho para os meus pés... Eu não quero sentir falta. Quero, sim, sentir saudade.

REDE NOTURNA Chove. Viro a taça degustando uma
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REDE NOTURNA Chove. Viro a taça degustando uma saudade. Não pergunte que eu lhe conto até os silêncios que enterrei na infância. Deito na interrogação, devaneio, divãneio e só calo reticente pra você subentender. Teço colcha em seu ouvido ausente com a linha que puxei do carretel de meu desejo. Falarei de aprendizado, de sorriso, de esperança... Não interessa. Chove e é madrugada. As palavras são somente porque não há beijos.