Desconhecidos desamparados Que brilho estranho é esse que há em teus olhos? Brilho esse que me permite um convite tão tentador,
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Desconhecidos desamparados Que brilho estranho é esse que há em teus olhos? Brilho esse que me permite um convite tão tentador, Para visitar seu mundo? Para desfrutar de novos ares, Novas formas de vida, Novas ligações? Que brilho em teus olhos que me causa calafrios Cada vez que os encaro! Mas ao mesmo tempo me faz querer vê-los mais de perto, De tocá-los De saber todos os mais profundos segredos que eles escondem! Medo já não é mais uma circunstância E minhas mãos sabem disso Que, a cada segundo, aproximam-se mais e mais do seu rosto Como se quisessem tê-lo, Tocá-lo, Necessitá-lo. Mas tu insistes em esconder-te atrás de todas as máscaras possíveis Recuando a cada olhar meu A cada movimento Como se cada movida brusca fosse fazer-te desmoronar, Perder a vida Perder as coisas Perder até as coisas de mísera importância. A frase “confie em mim” não faz mais sentido para você? Não é tão convincente a ideia de ajudar-te? Mesmo sendo esse completo desconhecido, Creio que não importa. Posso ter conhecido alguém há cinco minutos, Ou há cinco anos, Você nunca saberá todos os segredos, medos, dúvidas de alguém Nunca saberá se ela está sendo sincera contigo, Se pretende continuar ao seu lado por muito tempo. Então... Porque não ajuda-la?