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Frases de Rafael Sorano

17 frases

Esconjuntado Vontade de avessar o feito desestruturar o acaso
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Esconjuntado Vontade de avessar o feito desestruturar o acaso emendar o impedido Verdadeira dor de todos os erros inexato sentido do sentimento do amor derrotado no acuo Vazia via outrora plena de largas promessas não declamadas em transe experimentadas Saudade de uma lacônica presença da veemente vida vivida com ardor ora morta pela cólera Desvalimento do perdão inerente martírio do não realizado desperdiçado na implacável ausência Aceito indulgente a despedida conformado com o que me pertence a dor doída do desunido

Liturgia Diária Não me importa que conheça outras pessoas Quero que conheça todas as que queira
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Liturgia Diária Não me importa que conheça outras pessoas Quero que conheça todas as que queira Me importa que nessa liberdade Todo dia siga elegendo a mim No traslado à vida de casal Defendo a eleição diária Creio que habite nisso, na verdade O espírito da relação Não creio em frases como “para toda a vida” Creio no trabalho que implica ser casal Que é diário E que um nunca saiba se no outro dia será igual E nesse mistério Na confirmação diária Está para mim o segredo do amor Duradouro Sólido Embora pareça exatamente o contrário Não suporto obrigações Nem que ninguém as tenha comigo Quero é que adore estar comigo Não que seja um acordo

Houve quem pensasse que nunca chegaria ao fim de tão grande. Eles mesmos pensaram. De certos que estiveram, nunca mais se olharam de verdade. Aquele olhar que enxerga dentro, no fundo d´alma. O tempo passara e já não eram eles. Desfigurados, indeterminados, não sabiam quem eram.…
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Houve quem pensasse que nunca chegaria ao fim de tão grande. Eles mesmos pensaram. De certos que estiveram, nunca mais se olharam de verdade. Aquele olhar que enxerga dentro, no fundo d´alma. O tempo passara e já não eram eles. Desfigurados, indeterminados, não sabiam quem eram. Na história que viveram, cada um se tornara coisa sem importância de ser, de ver. Esqueceram até quem foram para ser do outro. Como que fundidos num, um não foi sem que o outro fosse. E foram, então, juntos, além. Os sonhos eram únicos, assim como mesmos eram em si. Não conseguiram saber onde um queria e o outro não. Indignaram-se, querendo, que uma porção pudesse não querer. Deixaram de querer para quererem. Quiseram tanto mais do que quereriam. Ou menos, outras vezes. Assim, sem se reconhecerem insatisfeitos, indivisíveis, viveram sós. Decompondo-se, viveram combinados, fatalmente compostos. O tempo passara e já não eram eles. Não eram eles. Contornara-se um outro no lugar. Renderam-se ao outro como se dispuseram à disposição um do outro. Chegara o tempo quando o outro, esse sim, se tornara a quantidade exata deles. Naquele tempo, ainda pensaram que não chegaria ao fim de tão grande. De tão grande, não se contiveram em nenhum. E insistiram mais. Estruturara-se na fragilidade deles um outro que não era ninguém, que anulara os dois. Não se viram e não se sentiram até que não se tiveram por completo. Não se tinham há muito. Nem sabiam mais o que era ter. Nem pensaram nisso. Só reconheceram e tiveram e eram um outro. O outro que se tornaram sem eles.

Amaldiçoada Incerteza Quem sabe um dia os corpos celestes se descuidam e nos experimentamos. Hoje, rios caudalosos, montanhas, dúvidas, quilômetros de estradas sinuosas nos arredam.
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Amaldiçoada Incerteza Quem sabe um dia os corpos celestes se descuidam e nos experimentamos. Hoje, rios caudalosos, montanhas, dúvidas, quilômetros de estradas sinuosas nos arredam. Como essa conexão censurada pode conformar-se? Confirmar-se? Exaurir-se? Não sei... sabe? Teme? O que ficaria para trás? E o que nos poderia vir? Serão esses os estímulos... ou as hesitações? As hipóteses? É aflitivo como a profusão de vida pode ser pior que a escassez. A incerteza como ventura é a certeza da propensão. A vida é uma só? Quantas podemos viver em uma? Qual valerá? Todas? Dúvidas! Duvidas?

reconhecimento ao favor do amor Obrigado por existir Por aceitar sua existência
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reconhecimento ao favor do amor Obrigado por existir Por aceitar sua existência Por me emprestar sua presença Por me amar Sou-lhe grato por tudo em mim Pelo que me permite sentir Pela delicadeza do que sente Por consentir te amar Agradeço-lhe a entrega Ter vencido as dores A coragem de suportá-las Por coabitarmos a superação Sou-lhe agradecido pela gentileza da fatalidade Sou-lhe grato pela promessa do que há de vir Obrigado por existirmos juntos Por irmos além

Construamos uma grande nação, façamos uma grande nação. Temos duas maneiras de atuar: ou tratamos de buscar os culpados para apenas dizer-lhes insultos nas ruas, ou aceitamos a quota de responsabilidade que cabe a cada um de nós como membros dessa sociedade e disputamos o poder c…
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Construamos uma grande nação, façamos uma grande nação. Temos duas maneiras de atuar: ou tratamos de buscar os culpados para apenas dizer-lhes insultos nas ruas, ou aceitamos a quota de responsabilidade que cabe a cada um de nós como membros dessa sociedade e disputamos o poder contra eles.

É chegado o momento do fim da transição. Há 30 anos esperamos por uma ruptura que nos eleve a outro patamar, ao próximo estágio. Há 30 anos essa ruptura é prorrogada pela pasteurização do debate político vendida com o nome de governabilidade. Uma mentira que criou e alimentou a d…
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É chegado o momento do fim da transição. Há 30 anos esperamos por uma ruptura que nos eleve a outro patamar, ao próximo estágio. Há 30 anos essa ruptura é prorrogada pela pasteurização do debate político vendida com o nome de governabilidade. Uma mentira que criou e alimentou a ditadura das maiorias parlamentares, sem as quais nenhum governo poderia de fato governar na frágil democracia púbere. Uma mentira que tornou a peemedebização da política numa verdade inarredável e disseminou a prática delituosa da cultura fisiológica trambiqueira em ofício comum no exercício do poder no país. No lugar da cidadania plena, a lógica hegemônica estabelecida pelo capital e seus interesses tornou-se a medida exata a ser obedecida pelos partidos do pós-ditadura e implementada pelos governantes da Nova República. É essa práxis política, que se fortalece governo após governo, a mãe das relações incestuosas entre o Estado e o setor privado. Que caia finalmente a Nova República e que se instale a Verum Res Publica.