mais uma vez o ônibus parou detino final para alguns
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mais uma vez o ônibus parou detino final para alguns para mim é so o início nasci há algumas horas para pessear neste ônibus que Deus não teve tempo de terminar
16 frases
mais uma vez o ônibus parou detino final para alguns
mais uma vez o ônibus parou detino final para alguns para mim é so o início nasci há algumas horas para pessear neste ônibus que Deus não teve tempo de terminar
queriam que eu fosse como meu pai desde que nasci tenho o nariz dele o cabelo dele
queriam que eu fosse como meu pai desde que nasci tenho o nariz dele o cabelo dele os olhos parecem terem sido copiados puxou ao pai parece com o pai meu pai matou sua mulher eu matei sua única lembrança
o Rio de Janeiro me fez acreditar em limites achava que era uma terra sem leis tudo é de todos faço o que quiser
o Rio de Janeiro me fez acreditar em limites achava que era uma terra sem leis tudo é de todos faço o que quiser tentei até deixar Copacabana mas a água me lavou o mar me levou sim o Rio precisa de um fim
blasfêmia pura não ligas para o que lhe foi dito vãs palavras de algum sábio
blasfêmia pura não ligas para o que lhe foi dito vãs palavras de algum sábio voam pela respiração do dia como aquelas ditas no dia em que lhe disse eu te amo
as estradas de Minas Gerais são tão tortas que tornaram o meu caminhar torto
as estradas de Minas Gerais são tão tortas que tornaram o meu caminhar torto e os meu destino sem ter como endireitar Minas me fez assim temperado embriagado rico mas sempre com altos e baixos
Corri numa rua sem fim Cresci numa casa sem paredes Voei além dos limites triviais
Corri numa rua sem fim Cresci numa casa sem paredes Voei além dos limites triviais Experimentei o que não tem gosto Senti o que não tem cheiro Vivi o intocável Procurei noites ditosas Acordei dias abrumados Edifiquei-me além da negra aflição Fraquejei-me sob o enorme peso do amor
As folhas das árvores balançaram Com o desespero das flores murchas Caídas abaladas solitárias
As folhas das árvores balançaram Com o desespero das flores murchas Caídas abaladas solitárias As folhas choraram a tristeza de um dia frio Pela ausência do calor difundido Com bela aquarela do campo caindo e se enterrando No solo coberto pelo aveludado Amor que as flores deixaram Antes de dizer adeus
A única coisa que o Cínico nos deixou Foi a vil desconfiança Do animal
BARREIRA VIVA Há algo estranho quê
BARREIRA VIVA Há algo estranho quê Toda aquela água Onde Logo ali Não vejo Como não não há água Como Simples isso é sertão Então d’onde vem aquilo
Disseram-me estar na loucura Pobres coitados infelizes mortais Serei mais um na sua conta
Disseram-me estar na loucura Pobres coitados infelizes mortais Serei mais um na sua conta E do que adianta Ser igual a todos aqueles que Acho ter insana profissão
Agora o cantar daquele olhar que passa pela fresta da janela Sacode paredes e derruba ventos
Agora o cantar daquele olhar que passa pela fresta da janela Sacode paredes e derruba ventos que Batem Batem E outra vez batem Os olhos se fecham Para a tempestade que lá fora Sonha em ver o interior D’Alma que foi levada e espalhada Pelo ar da última respiração Noturna
Numa pequena casa de papel Paredes separam o que não se vê Portas fecham o que não se pode tocar
Numa pequena casa de papel Paredes separam o que não se vê Portas fecham o que não se pode tocar Janelas se abrem para o exterior daquilo que não existe Pinta-se de branco o telhado da casa Confunde-se o teto com o chão Vê-se o horizonte da cozinha Caminha-se pelos corredores De um quarto ainda não construído Cortinas se sustentam ao ar Lembranças se constroem com o tempo E permanecem num espaço em branco De um pequeno papel tingindo Como a nossa vida
Um isolado anseio Na travessia de uma rua inerte Num espaço cavo
Um isolado anseio Na travessia de uma rua inerte Num espaço cavo Numa hesitação do momento Ao seguinte passo Um turbulento instante Que faz o tempo parar No movimento ilusório da luz Ao redor muitos passos Nenhum sorriso Tudo parado E mais uma escolha foi feita Diante da cegueira Das suas próprias ambições
O abraço das ondas do mar Acalentou aquele homem que deixou De ser homem ao ver o frio do seu coração arder
O abraço das ondas do mar Acalentou aquele homem que deixou De ser homem ao ver o frio do seu coração arder Num momento de consternação Pela impossibilidade de viver desamparado
É muito difícil pensar na distância Que há entre a minha terra e o seu mundo É da mesma forma complicado
É muito difícil pensar na distância Que há entre a minha terra e o seu mundo É da mesma forma complicado tentar entender os meus desejos Diante da cegueira que você deixou Quando esteve em meus braços Há uma imensidão que só será Preenchida quando estivermos um com outro Respirando um ao outro Vivendo um com o outro Amando nossos próprios sonhos
De olhos abertos, fechados! Abri os meus olhos Tentei ver o invisível
De olhos abertos, fechados! Abri os meus olhos Tentei ver o invisível Imaginar o abstrato Tocar os sentimentos Gritar no vácuo Ouvir o calado momento Dormi dias e noites Tentei encontrar a esperança Cometi os meus erros As noites se acabaram Os meus olhos se fecharam Perdi na memória Aquele único momento acordado