O Mau Finjo ser poeta Que mal tem?
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O Mau Finjo ser poeta Que mal tem? Não é mal nem bem! Todos fingem ser Alguma coisa que não são Doutor Engenheiro Advogado Professor Todos fingem tanto! Mau mesmo é fingir ser humano.
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O Mau Finjo ser poeta Que mal tem?
O Mau Finjo ser poeta Que mal tem? Não é mal nem bem! Todos fingem ser Alguma coisa que não são Doutor Engenheiro Advogado Professor Todos fingem tanto! Mau mesmo é fingir ser humano.
Sou um pássaro engaiolado Canto minha dor, mas ninguém ouve Minha tristeza é palco, beleza enjaulada.
Sou um pássaro engaiolado Canto minha dor, mas ninguém ouve Minha tristeza é palco, beleza enjaulada. Tornar-me-ei inexistência ao longe, enfim nas nuvens. Não serei palco, não serei plateia. O pássaro solto, livre é invisível E o mais raros dentre outros. Preso é o mais adorado Que serei eu então? Serei apenas imaginação.
Sexta - feira Sexta -feira cinzenta Semelhante à minha vida
Sexta - feira Sexta -feira cinzenta Semelhante à minha vida Cansada e repetida Fim perto do começo Sexta-feira sem apreço Vida sem começo Apenas meio e fim.
Ser És alma cansada É um grão na areia
Ser És alma cansada É um grão na areia É a peça na máquina És tudo sozinho É o reino nada Ninguém na multidão Vazio é o teu coração Sonhas com tudo Mas não consegue ser Nem a metade de todo querer Chamam-te Vaidade, Talvez Egoísmo, Por vez Solidão. Todos tolos não sabem Que é apenas bicho O bicho chamado homem.
A Cotia A cotia no jardim Custeava e fugia de mim
A Cotia A cotia no jardim Custeava e fugia de mim A cotia era ligeira Sua visita passageira. Era a cotia, custeada no portão Cotia curtia com o meu coração Marrom era o seu pelo No seu gesto desapego A cotia não morava no meu jardim Essa cotia, ah, fugia de mim. Corria, corria! Ai, que dó de mim!
Não Há Não há no mundo amor Maior que o meu.
Não Há Não há no mundo amor Maior que o meu. Porquê? Ele está no campo da imaginação Vai além do que existe no coração Meu amor amor voa alto e longe É em minha mente que ele se esconde Esconde-se na sinceridade simples Do meu delírio intenso Vai e vem quando quero Meu amor verdadeiro É tudo aquilo que sempre imaginei.
Março pela manhã Sossegada, refrescada Uma mordida de maçã
Março pela manhã Sossegada, refrescada Uma mordida de maçã Ah o Sol de Março. Solidário oferecendo um abraço. Redimido e distraído Perdão por o furor, por todo o desenfreio Do Verão Águas de Março levando a estação Março marcando meu coração.
Não! Não deixarei que vejas minha dor. Não deixarei que conjectures. Darei permissão somente aos que gloriosamente sentem comigo. E serão assim, capazes de me consolar.