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Frases de Prof. Tonny Feittosa (Anjinho)

5 frases

Meu Passarinho Já era o chegar do crepúsculo quando o passarinho que viaja decidiu explorar mais o lugar onde estava a cantar. Tudo era muito lindo e cheio de cores. Ele, com todo o seu entusiasmo, foi pulando em árvores grandes e cada vez mais altas. Pobre passarinho, nunca sou…
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Meu Passarinho Já era o chegar do crepúsculo quando o passarinho que viaja decidiu explorar mais o lugar onde estava a cantar. Tudo era muito lindo e cheio de cores. Ele, com todo o seu entusiasmo, foi pulando em árvores grandes e cada vez mais altas. Pobre passarinho, nunca soubera o que era voar e pular longe da sua gaiola. Perguntava-se ele se era merecedor de viver tudo aquilo; seus olhos brilhavam sem saber como o mundo era grande e cheio de tantas coisas jamais vistas. O passarinho, cheio de vida, estava feliz longe de sua gaiola, que um dia o prendera e o impedira de voar. Mas ele era sonhador, acreditava que um dia voaria tão alto que suas asas queimariam, assim como Ícaro ao voar tão perto do sol. Ele pensava: “Nenhuma grade gelada pode esfriar as batidas do meu coração.” Realmente, nada parava o passarinho. Bem alimentado, foi bem cuidado e bem admirado, mas jamais cantara para quem o prendeu. Hoje, o passarinho, no meio da grande árvore, observa como a vida era bela e como era bom cantar. O passarinho conheceu outro passarinho; rodopiavam no ar transformando seus movimentos de tal forma que até o som do vento ajudava a sinfonia completar, e foi assim por horas. Ali, já não recordava mais da gélida jaula que um dia o impedira de voar. Então, o outro passarinho voou e foi para longe. Assustado, sem saber o que fazer, o passarinho chorou. Sentira a mesma angústia de sua jaula. Pobre passarinho, não sabia que as piores jaulas são os amores de um beija-flor, que vem, pousa e vai embora. O passarinho, triste e com aquele vazio gélido que lembrava sua jaula, decidiu fazer o que sempre sonhou: voou e voou o mais alto que podia. Sentia que queimaria e veria a chama incendiar o seu corpo. Pobre passarinho... Lá no alto, ele não esquentou, não incendiou. O pobre passarinho congelou e, em queda livre, despencou. @prof.tonnyfeittosa

Ele observava o mundo E todos falavam que o mundo era muito grande, Que tal ação seria vergonhosa
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Ele observava o mundo E todos falavam que o mundo era muito grande, Que tal ação seria vergonhosa Para alguém tão pequeno. Ele, tímido, recolhia suas asas Que jamais abriria Por vergonha. Um dia ele fez uma pequena tentativa E novamente falaram que o mundo era muito grande para ele. Ele, tímido, recolhia suas asas Que jamais abriria Por vergonha. Pobre criatura, caminhou e caminhou. Procurava algo que não tinha ali, Não aqui, mas talvez Teria ao voar. Ele, tímido, recolhia suas asas Que jamais abriria Por vergonha De tentar. Um dia ele viu uma montanha. Saiu correndo em direção ao penhasco, Pulou, e todos gritaram Que o mundo era grande demais para ele. Ele recolheu suas asas E caiu em queda livre, Girando, Girando, Girando. De repente, Ele abriu suas asas, Magníficas e gigantescas. Mas ali Já era tarde demais. Elas já não o serviam E ele Não mais as serviria.

Assim foi soprando o vento, levando aos poucos à areia do tempo, enrugando o que era novo, tornando flácido o que um dia fora impecável. A ferrugem se instalou, silenciosa, em cada junta, em cada dobra da esperança. E assim foi a espera — a espera daquilo que nunca chegou. Até q…
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Assim foi soprando o vento, levando aos poucos à areia do tempo, enrugando o que era novo, tornando flácido o que um dia fora impecável. A ferrugem se instalou, silenciosa, em cada junta, em cada dobra da esperança. E assim foi a espera — a espera daquilo que nunca chegou. Até que o tempo cobrou. Cobrou sem pena, cobrou na dor. E tudo o que era radiante como a aurora, como um amanhecer promissor, foi-se dissolvendo na poeira do esquecimento. A beleza, antes inteira, partiu-se pouco a pouco, agarrada aos gentis vermes que decidiram, enfim, abraçá-lo após tanta solidão. E foi então que, pela primeira vez, no limite gelado do abandono, sentiu algo doce e caloroso: o abraço — segundo ele — da única coisa que realmente precisava de seu corpo.

O Tito (por Tonny Feittosa) Eu podia vê-lo se aproximar,
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O Tito (por Tonny Feittosa) Eu podia vê-lo se aproximar, com sua única blusa sem manga. O corpo brilhava, refletindo o suor — o que esperar de uma manhã de trabalho? Ninguém te enxerga, Tito. Ninguém quer te observar. Vens sorridente, com uma janela entre os dentes. Mas só eu posso brincar. Gritei: — Tá com sede!? E tua voz ecoou: — Com dois real pode matar! Ninguém te enxerga, Tito. Ninguém quer te observar. De pés descalços, segues a caminhar. Que lindo te ver atravessar a rua! Mas só eu, por te amar, posso te enxergar. Ninguém te enxerga, Tito. Ninguém quer te observar. O carro brilhante veio te encontrar — não viu o Tito. Só eu vi, que ali, o meu lindo sorriso parou de brilhar. Eu te enxerguei, Tito. Eu te observei, Tito. Mas, infelizmente, neste mundo, a gente não vai mais se encontrar.

No olho do furacão Educação vem de berço... Qual o berço? O meu, o seu, ou aquele que nunca o teve? Medimos por nossa régua algo que não pode ser medido, que é o outro. 'Mas ele não tem educação!'. Nunca senti educação ao julgar também. Sabe, reconstruir não significa destruir t…
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No olho do furacão Educação vem de berço... Qual o berço? O meu, o seu, ou aquele que nunca o teve? Medimos por nossa régua algo que não pode ser medido, que é o outro. 'Mas ele não tem educação!'. Nunca senti educação ao julgar também. Sabe, reconstruir não significa destruir tudo. Afinal, somos um dente-de-leão no olho do furacão chamado vida. Alguns foram bem plantados, outros não... Alguns até nasceram em terras promissoras, mas isso também não significa que serão fortes. Eu não quero ser o furacão que destrói o dente-de-leão; eu quero ser um pouco da proteína que nutre a terra, que o faz ficar mais forte a cada dia.