Tinha medo de ser feliz. De tanto medo, não foi.
Frases de Priscilla Dias Cavalcante
180 frases
Alguém gritou: EFÊMERO E um tal “amor” respondeu: PRESENTE.
E tem gente que gosta tanto, que dá até desgosto quando resolve desgostar.
Que a felicidade me atropele, e que eu leve as marcas pra vida toda
A tristeza se alimenta de lágrimas e lembranças. Portanto, não chore,não pense, Antes que a tristeza aumente, e sufoque teu sorriso.
Que bom que passei pelo fogo e em cinzas me tornei. A vida nos leva mais longe quando estamos mais leves.
Eu coleciono cheiros lá na memória.
O rancor enferrujou-lhe as engrenagens do sorriso.
Que o abraçar mil vezes a mesma pessoa, não me tire o desejo de abraçar outras mil
Admiro o céu, que consegue conciliar simplicidade e beleza todos os dias.
Sou mesmo uma criança madura, que apesar da idade, tem afinidade, com seu velho balanço
Vivia assim Solitário Tão solitário quanto a lua num céu sem estrelas
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Vivia assim Solitário Tão solitário quanto a lua num céu sem estrelas Mudo Calado Porém feliz. Tinha um travesseiro Coberto de lembranças E um cobertor Feito de retalhos Retalhos de sua própria alma. O orvalho que caia do céu Regava-lhe as esperanças E as estrelas Iluminavam – lhe o caminho Quando todas as outras luzes se apagavam. O suor que lhe caia do rosto Fazia brotar a semente E os olhos Quase fechados Ainda viam quase o invisível. Tinha os pés cansados Empoeirados Rachados de pisar o chão Mas nada no mundo dava-lhe mais prazer Que caminhar por cima da terra Melhor que ser coberto por ela Dizia ele. Na cabeça Um chapéu Já gasto pelo tempo Mas que ainda dava pro gasto. Tinha em si o perfume do mato E nas mãos Calos Pra mostrar que a gente se acostuma com tudo Até mesmo com a dor E ela passa E vai embora E de repente Nem se sente. O coração? Bom Esse ainda batia forte Mais forte ainda Quando se lembrava de sua amada. Não tinha saudades da vida longe do campo Só tinha saudades dela E mesmo depois de tantos anos Ainda a amava Cuidava Regava. Em meio a imensidão árida Podia-se ver um jardim Pequeno Bem cuidado Repleto de rosas brancas. Havia também uma placa Que por distante estar Não pude ler. Perguntei-lhe sobre o jardim E ele Respondeu apenas: Ali Plantei minha rosa mais bela E como prometi-lhe um dia Regarei nosso amor para sempre Quando me aproximei Pude ler O que com uma trêmula letra Se havia escrito “Te amarei para sempre, Maria.”
Sobraram poucos retalhos teus, e poucos retalhos meus. Sorte nossa que eu sei costurar.
Costure os bolsos, para que não percas outros amores como perdestes o meu.
Admiro os espinhos, por serem donos de rosas tão lindas.
E quanto mais tu me repeles, mais tu me atrais. Quanto mais me negas teu olhar, mais meus olhos procuram os teus. Quanto mais me privas do teu sorriso, mais presa me sinto a ele.
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E quanto mais tu me repeles, mais tu me atrais. Quanto mais me negas teu olhar, mais meus olhos procuram os teus. Quanto mais me privas do teu sorriso, mais presa me sinto a ele. Quanto mais te escondes, mais eu te procuro. E quanto mais te acho, mais eu te quero. E a culpa não é minha, juro. Na verdade nem tua também. Só sei que, quanto mais tu me repeles, mais tu me atrais. Vai que um dia, de tão cansado de correr, tu resolvas te render a mim? Só espero que não esteja eu, cansada demais pra me unir a ti.
Tinhas os olhos mais lindos que já havia visto, eram lindamente coloridos com o azul do céu, mas carregavam consigo os mistérios do mar. Eu até me permiti navegar por um segundo, mas, não era suficientemente seguro. Tive medo. Mares assim, desconhecidos, necessitam de embarcações…
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Tinhas os olhos mais lindos que já havia visto, eram lindamente coloridos com o azul do céu, mas carregavam consigo os mistérios do mar. Eu até me permiti navegar por um segundo, mas, não era suficientemente seguro. Tive medo. Mares assim, desconhecidos, necessitam de embarcações mais fortes, e de cooperação. Sim, se o mar não coopera contigo e não te permite navegar, corres perigo de se deixar naufragar e ser vomitado na praia, onde tudo o que terás da imensidão azul, são as tristes lembranças. Por isso, preferi fechar meus olhos a fim de não ver os teus, porque sempre que os teus olhos vinham de encontro aos meus, queimavam-me o coração, e eu não tenho ainda, coração à prova de fogo. Ah, aqueles olhos. Claros como o dia, profundos como o mar, azuis
Os olhares se cruzaram. De tão desgovernados, colidiram. E, foram arremessados em direções opostas
A verdade é que gosto muito de gente como eu, “estranhos” aos olhos de alguns. E acaso não é verdade, que “os estranhos se atraem”? Portanto se tu gostas de mim, e eu gosto de ti, sois estranho como eu!
A Lua A lua viu-nos pela primeira vez. Viu quando desviamos o tímido olhar, que insistiam em se cruzar.
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A Lua A lua viu-nos pela primeira vez. Viu quando desviamos o tímido olhar, que insistiam em se cruzar. Viu quando as gélidas mãos se encontraram e um leve sorriso se escapuliu por entre os lábios. A lua viu-nos frente ao espelho enquanto nos aperfeiçoávamos na arte de tornar-nos suficientemente belos, um para o outro. Viu-nos vagar solitários entre tanta gente, a sorrir sem preocupação e falar de tantas histórias quase sem importância apenas por disfarce. A lua viu-nos quando tentávamos fingir que o coração estava calmo, viu-nos tentar libertar um “zilhão” de borboletas, viu-nos quase perder o fôlego, mas recuperá-lo outra vez. A lua viu o nosso abraço sincero e todas as promessas mais sinceras ainda. Mas, um dia a lua viu-nos em cacos, viu-nos partidos, viu-nos partir. E eu ainda estou a pensar que foi culpa da lua, que de tanto mirar-nos invejou o nosso amor. Só não sei por quem a Lua se apaixonou... Só sei que ela ou quer roubar-me de ti, ou quer roubar-te de mim. Está sempre a vigiar-me e sei que vigia a ti também.
E enquanto os espinhos me ferem, ando a espalhar o perfume das flores, e num constante desabrochar de alma
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E enquanto os espinhos me ferem, ando a espalhar o perfume das flores, e num constante desabrochar de alma continuo a derramar pelo caminho que trilho, tristes versos de tudo o que sobrou de mim.
Eu, assim como você, também já ouvi dizer que a gente nunca conhece a outra pessoa mesmo vivendo muitos anos ao lado dela. Mas, eu só quero me apaixonar todos os dias pelo mesmo desconhecido, e, se por acaso algum dia você acordar pensando que não me conhece, quero ser a única de…
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Eu, assim como você, também já ouvi dizer que a gente nunca conhece a outra pessoa mesmo vivendo muitos anos ao lado dela. Mas, eu só quero me apaixonar todos os dias pelo mesmo desconhecido, e, se por acaso algum dia você acordar pensando que não me conhece, quero ser a única desconhecida disposta a conquistar-te mais uma vez.
E que as coisas ruins virem poeira. Se grudarem em mim eu bato a mão, jogo água e sabão, deixo a poeira baixar e prossigo, como se nunca houvessem existido.
O amor morreu. O coração de tristeza decretou estar de luto, e as bandeiras agora viviam sempre a meio mastro. O luto não demorou muito, descobriu-se que aquele que morrera, era apenas um impostor.
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O amor morreu. O coração de tristeza decretou estar de luto, e as bandeiras agora viviam sempre a meio mastro. O luto não demorou muito, descobriu-se que aquele que morrera, era apenas um impostor. O amor fora encontrado não muito distante dali, já quase sem esperanças. De tanta dor e muito bem amordaçado nunca pôde gritar, mas, resistiu. Como sempre ele é suficientemente forte pra sobreviver em áreas bem remotas. Ao final contou-nos um segredo: “Eu não posso morrer, por isso meu nome é AMOR”. As bandeiras foram novamente erguidas, e o povo já até comenta: Encontrou-se o verdadeiro amor.