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Frases de Poeta Dolandmay

159 frases

SOLÍCITO Ter gentileza, educação, respeito e agradecimento às pessoas e aos amigos,
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SOLÍCITO Ter gentileza, educação, respeito e agradecimento às pessoas e aos amigos, não custa nada; nos valoriza, nos fortifica o coração e nos engrandece a alma.

MOÇA BONITA Ao meu amor ela foi sincera, ela Dos olhares puros, travessos,
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MOÇA BONITA Ao meu amor ela foi sincera, ela Dos olhares puros, travessos, Que de brasar furor; aos avessos O meu coração de tremor é dela! Foi desejo em simples começo, Que de insanos, foi singela Ao meu amor versar: Donzela, Que antes, e tanto, estremeço... Em cobiças a sinto, se exceder Sem inverdades, ao seu olhar, Que eu a amo em compreender... Por teus anseios, em querer amar, Moça bonita, de paixão prender Que tão almejo teu amor provar...

À FLOR DE SILÊNCIO Te amo como nunca amei antes Outro alguém cá onde vivo...
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À FLOR DE SILÊNCIO Te amo como nunca amei antes Outro alguém cá onde vivo... Nos céus, as estrelas distantes São quais ouvem o amor que digo! Te amo qual a lua dos amantes... Por paixões, nas noites que abrigo! Nos sonhos que a faz brilhante, Eis recordar nosso amor antigo... Te amo à voz de tua boca santa, Por tu’alma que me acalanta À espera de nosso amor distinto... Te amo sem que a mim escutas; Aos cantos de as flores mudas, Por te amar que amar não minto!

NUMA SÓ REALIDADE Agora que se revelou a verdade Do que tínhamos vontade
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NUMA SÓ REALIDADE Agora que se revelou a verdade Do que tínhamos vontade Do que queríamos pra nós, amor Vamos amar endoidados Pra não perdermos os lados Que o nosso amor encontrou... E o coração Vamos pulsar de verdade Agora numa só realidade Sem termos que implorar a paixão Que então, Não tínhamos pra dar... Agora vamos nos completar E aos desejos doar Os beijos que nunca demos Que agora, Nos surgiram as estrelas E pra não deixarmos de vê-las Vamos amar e sorrir Assim como nós nos amamos Nessa paixão de verdade Que nos veio enfim, amor Agora vamos amar de verdade Numa só realidade Sem termos que implorar a paixão Que então, Nos veio enfim, amor.

MAIS QUE TUDO É AMOR O que és de mim tão cedo pranto Por vez em grande amor me ergue
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MAIS QUE TUDO É AMOR O que és de mim tão cedo pranto Por vez em grande amor me ergue A fazer da solidão um acalanto Na estranha razão que me persegue... Razão alheia que me é um tanto No amado coração que me prossegue Mais que tudo um estranho canto Que o da paixão que o faz entregue. Solidão oculta, oh, amor estranho, Que por vez não sabe o seu tamanho, Que não sabe o quanto vos me fere. Um instante ausente e amargurado Que nas noites mortas é meu pecado, Na imensurável razão que o profere.

IMPROFÍCUO Ando sobre a luz, sobre minha terra, Buscando entender os meus sentidos...
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IMPROFÍCUO Ando sobre a luz, sobre minha terra, Buscando entender os meus sentidos... Amar! Quantos amores, comovidos Que a mim se estende e não encerra! Navego pelos mares... Quanta guerra Traçam os miseráveis e destemidos Pela busca d’um poder! Louco-caídos Não sabem entender o que vos dera! Dei-os a minha alma cheia de amor, A minha verdade e o meu coração... Dei-os a fragrância pura d’uma flor! Beijei-os a face sob lágrimas e dores, Absorvendo-os o sal branco e vão... Mas destes-me o voto vil dos amores!

A ELA Talvez tudo me pudesse ser Menos que fosse a mim amor;
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A ELA Talvez tudo me pudesse ser Menos que fosse a mim amor; Pois aos céus fosse esquecer Nesse presente a minha dor... Talvez eu amar jamais você Poderia a esse meu fulgor; Como mendigo em merecer Cem mil estrelas ao esplendor... Pois tanto que meus versos São aos ares todos dispersos Nem são ditos por ninguém... E sem que amar me poderia Mesmo que fosse à fantasia; Que assim eu fosse de alguém.

DENTRE AS CHUVAS DA NOITE (O retorno d’ Ela) Tão bela, meu Deus, ela veio me encontrar...
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DENTRE AS CHUVAS DA NOITE (O retorno d’ Ela) Tão bela, meu Deus, ela veio me encontrar... Com sorrisos à face, uma pintura, Qual uma prenda a me amar Ela veio ao meu sentir de amargura! Que aos céus fez-se os anjos tua candura, E ao mar, a água azul, edenizar... Tão bela ela veio... — Formosa e pura, Que dos teus olhos fez-se o amor edificar! E eleva-se, das noites, meu esplendor... Os dias me são clarões ao teu amor. Uma estrela de beleza aos olhos meus... Ela veio em formosura, sem quer pecados, Que de afoite ao teu clarão edenizado Rompeu-me os versos de saudade, meu Deus!

ORIGEM-SANTA Sol altivo e quente. Bondade invulgar, Imensidão de promessas, vida-além:
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ORIGEM-SANTA Sol altivo e quente. Bondade invulgar, Imensidão de promessas, vida-além: O anjo da luz, no primeiro luminar, Em que habita ao mundo... — O harém! Esperança e conforto. O amor e o luar: Idólatras que dispersam o mal, o vivem Aos jardins de sorriso, o despertar Dos sepulcros dos sonhos... Amém! ...Que desejos fossem de astro-claridade, Do mar azul a pureza e a verdade, Ao sol o dispersar da ilusão e do medo! Sangue e paixão: amplitude e afeto, Que ensinaste ao coração o homem-reto; O fulgor da eternidade... — O segredo!

O AMOR QUE SE FOI Onde estão aqueles dias teus Que também foram os meus
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O AMOR QUE SE FOI Onde estão aqueles dias teus Que também foram os meus Tão imensos, com tanta alegria, Que nos foram de amor De tanto calor, dias de cor, E de tanta luz, como os da lua, Que nos puseram no coração a magia Carregada de encantos, Que nos puseram os cantos Do infinito azul, pra cantar Sobre o imenso mar, a navegar Contando as estrelas do céu... Ah, os dias de paixão, onde estão Aqueles que eram sem ilusão pra viver, Onde está a esperança, Oh, meu amor, onde está você?

A UMA CONSORTE És como aroma de rosas! Adolescente, Como uma pomba divina de amor...
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A UMA CONSORTE És como aroma de rosas! Adolescente, Como uma pomba divina de amor... És como do céu o sol! Simplesmente, Como o clarão da lua em esplendor... Tens sorrisos à face, e, suavemente O corpo desfila em andares de primor... Tens anseios que se embalam, docemente À pele rubra em brados belos e sem dor! Por existir em chama viva, em queimar Qual astro poente a procurar Na noite longa o brilho intenso percorrer, És como as estrelas de azuis celestes, Que inteiramente me enriqueces No infinito do teu amor nunca a morrer...

A SAUDADE D’ Ela Eis o tempo que não há tempo... Os dias que esperavas, amor!
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A SAUDADE D’ Ela Eis o tempo que não há tempo... Os dias que esperavas, amor! Terás agora o conhecimento Das horas perdidas em seu langor. De almas passadas fez-se o vento... Trazem em versos a minha dor... Que hoje de mim é o alento No agora que vive meu esplendor... Mas tanto de brilho não vivo ainda Por antes beijar-te a face linda, Por antes amá-la aos meus delírios... Foi-se de mim a própria saudade... Por hoje nos contos de vaidade Eis que a ressurge dentre os lírios.

TRESLOUCADO Eu sou a-quém vive o amor cantando, Um pássaro a voejar por céu-além...
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TRESLOUCADO Eu sou a-quém vive o amor cantando, Um pássaro a voejar por céu-além... Um desdenhado ao tempo sonhando Por se encontrar no que não me têm... Os segredos dum vultoso sol-harém... Sou um vagante, aos poucos buscando Os de afeição, e sem ser ninguém, D’outra existência vou desvairando... Que lua, que fulgor intenso d’estrelas Acalentará meus céus, por eu de vê-las No independente mundo em que sou?! Solidão oculta! Paixão tanta! Perdido, — Eu sou dos céus um condor ferido Por um amor que nunca se encontrou...

O FIRMADO Que vejam as sombras dos mistérios... O meu corpo firme ao truncado,
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O FIRMADO Que vejam as sombras dos mistérios... O meu corpo firme ao truncado, À árvore do destino... Magistérios! — Folhagem que poupara meu pecado... Que vejam ondas espumadas... — O ateu, Que se banha de fortuna, que falece, Quê aos mares, resoluto, de apogeu, Repousa o firmado indulto duma prece! Crepúsculos d’ouro, à terra de fulgor... Que vejam entre as montanhas o porvir Dum incrédulo nefário de acalanto... Que vejam novas graças de esplendor, Duma face celeste e dum sorrir... — A mesma cruz em que deliro e canto!

EXPRESSÃO Digo aos versos a voz conspirada, Qual dispersa amargura e amor...
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EXPRESSÃO Digo aos versos a voz conspirada, Qual dispersa amargura e amor... Que vem quente, outr’ora gelada, Que vêm trevas e vem esplendor... Digo de alma, de ternura apagada, De espírito-luz, de intenso fulgor... Que digo da esperança fechada, Que digo da fé a Deus-alto: Senhor! Voz, que ao mudo, a alma chora... De palavras frias, coração apavora, Que apaga estrelas ao céu imenso... Que ao reverso, perfume se’spalha... Em primor aceso, do Divo que talha, Como brisa mansa ao ar propenso...

POÉTICA INSPIRAÇÃO - PRIMAVERA (O Alento) Das noites frias e de ventos fortes,
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POÉTICA INSPIRAÇÃO - PRIMAVERA (O Alento) Das noites frias e de ventos fortes, Vem surgindo a vida, deixa as mortes, O bálsamo do tempo cheirando flor. Folhagens secas caídas ao chão... A dor do ser por um tempo é ilusão Os Poetas espremem, no peito, a dor. Cantam a vida que vem surgindo... Ao clarear do sol – o amor vem vindo Quase em brasa, lenitivo de sorte. São chamas, são deuses erguidos Que das tuas noites são, zumbis caídos E das primaveras, são norte.

À DAMA D’ELITE Dantes eu pregado aos teus desejos, Exaltado ao teu odor, eu murmurava
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À DAMA D’ELITE Dantes eu pregado aos teus desejos, Exaltado ao teu odor, eu murmurava Por cobiça ao vigor d’os teus pejos, E o meu amor de paixão se’dificava... Que, hoje me abrigo aos teus ensejos, De fim aos anseios, que desventurava, Dos tormentos que ainda eu protejo, Dos teus aromas que me enfeitiçava... E por minha tortura de infinito amor Inda rogo aos céus: que a ti proteja, Para toda a infindável paz-imaculada; Que nos enfeitam ao mesmo esplendor Por séculos e, por séculos alegre seja A tua infinita fragrância-deslumbrada!

ÊXTASE OCULTO Quando gemes, ao meu desejo insano, Pulsando às veias do teu corpo quente,
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ÊXTASE OCULTO Quando gemes, ao meu desejo insano, Pulsando às veias do teu corpo quente, Tão louca, desnuda, e, independente, Cumpre-se em paixão o meu engano... O estro desdenhado em minha mente, Que outrora, me fosse vil e soberano; Que distante me fosse ao grito humano, E eleva-me, o amor que clareia e sente... E quando em verdade sussurra tua voz Aos meus ouvidos moucos, delírios, Ouve-me em elegância o teu esplendor... Esquece-me aos tímpanos o meu algoz, Deliras puramente aos seus martírios; Que em demência tu és o meu vasto amor.

DEUS Nasci como me quiseste, elevado E puro, no mundo que julgaste santo;
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DEUS Nasci como me quiseste, elevado E puro, no mundo que julgaste santo; E as palavras me são santas, e canto De insanas vozes o meu vão curvado. Saí pela porta, de ilusão e de pecado, Sem que me deste um vil encanto, Sem que eu fosse um sorrir de pranto Suave, e disposto, de inútil cuidado... E de rugas caso a face, ao vento morto Do meu indigesto tempo... E mudo São os cânticos à luz do meu porvir... Que vem tormento ao meu sol conforto, E vêm canções ao meu pavor agudo; Que o fim me fosse, ao teu amor sorrir...

INSANIDADE Por que de vida estranha pôde o amor? Que sentimento corrompe e engana
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INSANIDADE Por que de vida estranha pôde o amor? Que sentimento corrompe e engana Em gume desejado, sem que o fosse dor Numa vida ardente e de alma insana? Por que de vida alheia a paixão profana? Quais eloquentes vozes de condor Ao brado de anseios duma alma humana Pôde o coração sem que a fosse ardor? Antes inspirados em desejos poucos Os meus lábios ávidos e inconsequentes, Que fosse a sofrer eu em sonhos loucos... Móvel no qual me ponho a dormir Sentindo os castigos das cobiças quentes, E que nada de insano fosse a eu devir!