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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠PROSA DE AMOR O amor é uma linda inspiração torrente Poético, doce quimera, sedução inteira
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⁠PROSA DE AMOR O amor é uma linda inspiração torrente Poético, doce quimera, sedução inteira Que um dia se encontra tão de repente No vínculo, no olhar, na afeição fagueira Para uns ele é de maneira surpreendente Brando, de agrado, uma paixão primeira Outros, porém, de sua vida lhe é ausente Cativo duma solidão. Nem eira nem beira E o tempo andeja, seja. E acaso, quando O toque, o cheiro, assim, tão enamorado Basta, então, sensações vai provocando Ah! o amor, emoção na vereda percorrida Aquele sentido, um sentimento ao lado... É sempre a suave poesia em nossa vida! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09 junho de 2022, 17’17” - Araguari, MG

⁠AQUI ONDE ME BATE... Aqui onde me bate essa alegria Própria da graça na comunhão
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⁠AQUI ONDE ME BATE... Aqui onde me bate essa alegria Própria da graça na comunhão Suspirando o amoroso coração Sem paga, folga, de ornada via Bate como a poética na poesia O ter a sinfonia, aquela paixão O amor, o desejo, a terna razão Aqui onde me bate essa alegria! E, bate o olhar num doce encanto De ser mais e mais, tanto e tanto Em um emaranhado de sensação Onde tudo é mais no pensamento Que me soa no alegre sentimento Aqui onde me bate a real emoção. © Luciano S - poeta do cerrado Junho de 2022, 14’20” – Araguari, MG

⁠DESMEDIDA Quem diz que da saudade é indiferente Mente, ou simplesmente é um fingidor
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⁠DESMEDIDA Quem diz que da saudade é indiferente Mente, ou simplesmente é um fingidor Pois, não se mede a quantidade de dor A quem duma privação, privação sente Quem suspira, aquele suspiro de amor Se de uma falta a sede não é suficiente É porque do vazio, é vazio inteiramente Sem valor. Ou, apenas, de pouco ardor Não há um sentimento pela metade Nem cinquenta por cento de saudade Se tem ou não tem... - é desmedida! E quando a nostalgia chora profundo Deixando o pensamento moribundo Em vão, tudo é sem sentido, sem vida! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 junho, 2022, 14’20” – Araguari, MG

⁠O SONETO O soneto, o monarca da poética Expõe toda a sensação ao artista
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⁠O SONETO O soneto, o monarca da poética Expõe toda a sensação ao artista De encanto, prazer, de conquista E, o sentido duma toada dialética Na rima, aquela aguerrida cinética Que sabe discursar, tão publicista Deixando um enternecer na vista Com parte duma emoção eclética Desliza na inspiração, com atitude Ele, o autor do canto com virtude Dadivoso: em quarteto e terceto Nos dá a elegância da doce poesia Colhe o formoso verso com magia Ó pura pequena canção, o soneto! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05 de maio, 2022, 15’17” – Araguari, MG

⁠ESPELHO Estive vendo a minha própria figura Desenhada no espelho, com certeza
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⁠ESPELHO Estive vendo a minha própria figura Desenhada no espelho, com certeza Envelheci, com inquieta tal destreza Que nem reparei, ah! afanosa leitura: De um olhar nublado e sem a inteireza A imagem franzida de exausta doçura Semblante encanecido, sem aventura E aquele sorriso sem a juvenil clareza Tudo numa velocidade, sem perceber O tempo, se foi, vai correndo, por ser O dono da fase, e o dono do destino Ah! Fado sem a piedade e a bondade Ó anseio de crescer, louca insanidade Do querer furibundo de um menino... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 31 de maio, 2022, 20’05” – Araguari, MG

⁠MÃOS-POSTAS Poéticas sem norte, leva-me pra sintonia Das emoções plenas, quiméricos cantos
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⁠MÃOS-POSTAS Poéticas sem norte, leva-me pra sintonia Das emoções plenas, quiméricos cantos Asas da imaginação, os encantos, magia Ou me perca, a devanear, sonhos tantos Poéticas sem norte, leva-me para a urgia Das ilusões, cuida dos meus juízos santos Ou não. Traga-me cânticos com melodia Quando, suas cadências, são quebrantos Sentimentos, sensações, em liberdade Que põe liberto o destinto pro criador Tendo narrativa e emotiva descoberta Ah! poética sem norte! Tende piedade! Inunda a alma do poeta com o que for Contanto que não seja poesia incerta! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31 outubro, 2022, 16’08” – Araguari, MG

⁠OS MEUS VERSOS Meus versos nostálgicos, de amor São lembranças de valiosa versão
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⁠OS MEUS VERSOS Meus versos nostálgicos, de amor São lembranças de valiosa versão São cânticos no compasso interior Poéticas da minha própria emoção São estâncias tão cheias de sabor Expressão que brota da inspiração Sentidos, afagos, mimos ao dispor A expressiva flor dada com paixão Versos que tem designação, olhar Tem sentimento, um vital acalanto Só não percebe quem não estimou É aquele voo d’alma sem abreviar É o encanto, o gostar tanto, tanto Aquela sensação que nunca passou! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28 outubro, 2022, 19’40” – Araguari, MG

⁠ENTURVAR NO CERRADO Esmorece as caliandras no enturvar É o dia que se despede em partida
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⁠ENTURVAR NO CERRADO Esmorece as caliandras no enturvar É o dia que se despede em partida Com seu pôr do sol em um versejar Cá no cerrado, escuridão incontida Galhos retorcidos, mal desenhados Sombreiam o chão na cor garrida Traçando uns detalhes encarnados O céu estrelado, graça, desmedida O horizonte com laivos cinzentos Melancólicos, pardando o sertão É a noite imbuída no seu manto Pia a coruja: canto com lamentos Ritmando o noturno com sensação Dando ao olhar, o encanto, tanto! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 outubro, 2022, 18’56” – Araguari, MG

⁠INQUIETA SAUDADE Afogo o meu amargor em um nada O peito em recordação é cortante lei
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⁠INQUIETA SAUDADE Afogo o meu amargor em um nada O peito em recordação é cortante lei É fato este sentimento que não sei Que invade a alma com uma espada Parte alguma é o vão do meu sentir Sussurros bradam da emoção rude Onde deixo o agudo chorar amiúde E choro sem que possa, assim, sorrir E, então, o poema quem, comigo Soluça no vazio da noite, lastimoso Danoso o ter numa vil quantidade Teimoso, delicada sensação persigo Maldigo e renego este limo viscoso Tão amargo, duma inquieta saudade! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 outubro, 2022, 21’19” – Araguari, MG

⁠... E VERSA-SE UM SONETO ... e versa-se um soneto arruelado Na vil saudade, num gesto amargo
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⁠... E VERSA-SE UM SONETO ... e versa-se um soneto arruelado Na vil saudade, num gesto amargo O coração com sentimento calado E versos dispersos deixado ao largo ... e versa-se um soneto tão letargo A alma ansiando tudo compassado E a solidão infundindo o descargo Mais do que deve, o pesar, atado ... e versa-se o soneto sucateiro Nos suspiros do querer esquecer Custe o que custar, teimosamente ... e versa-se um verso do madeiro Da crucificação do soneto a sofrer Chora o verso, queixa, inutilmente! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 outubro, 2022, 21’19” – Araguari, MG

⁠ESQUECER-SE NAS HORAS Na imaginação vasta de um verso Tem caso, tem compasso versejado
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⁠ESQUECER-SE NAS HORAS Na imaginação vasta de um verso Tem caso, tem compasso versejado Escorrendo pelos dedos, extasiado Num prazer maior, no ritmo imerso A poética dum sentimento disperso Seduz a inspiração, assim, acertado Na rima, traz-me o verbo inesperado Que faz cativar e tornar tão diverso E vai-se a poética com sua fantasia Encenado virtude e pecado. Tirado Das noites fundas e leves auroras... É a magia, o encanto duma poesia Fazendo do ledor tão enamorado E, ao poeta, esquecer-se nas horas! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 outubro, 2022, 21’07” – Araguari, MG

⁠O MANTO DA POESIA Depois de uma poesia, outra poesia Onde eu sei que criei porque é criado
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⁠O MANTO DA POESIA Depois de uma poesia, outra poesia Onde eu sei que criei porque é criado Tendo a inspiração e o incito ao lado Então, podendo ser real ou fantasia Selvagem, nasce de ousada travessia Infiltra-se-lhe um estímulo imaginado E, assim, no recamo que o é decorado Transcrevendo sentimento e a magia E, traduz-se-me em um desejo liberto Excarcerado pelas mãos. Ah! encantado Toma fôlego, um significado e a direção... Depois da poesia o entusiasmo certo E, essa vitória se gloriaria tanto, tanto Se no leitor despertar a devida emoção! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 outubro, 2022, 15’04” – Araguari, MG

⁠GESTAÇÃO DO POETA Quando a inspiração fecunda, formando O verso duma imaginação em rota exata
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⁠GESTAÇÃO DO POETA Quando a inspiração fecunda, formando O verso duma imaginação em rota exata Prenha é a alma do poeta, tão autocrata De um fervilhar da mente, devaneando No mando da emoção, a voz de comando O sentimento, o olhar, a singela musicata Concebe a composição em frenética cata De um nem eu sei de onde ou de quando Só sei que vem do coração, e vai rimando Estando cada uma das linhas, caminhando Em um ousar de um emaranhado fonema Assim, chora ou sorri, silencia ou murmura Aí, então, uma parição de poética estrutura Que de uma sensação à mão, pari o poema! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 outubro, 2022, 16’07” – Araguari, MG *dia nacional do poeta

⁠INDA Inda a minha alegria é a poesia Inda sonhos perdidos na lonjura
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⁠INDA Inda a minha alegria é a poesia Inda sonhos perdidos na lonjura Inda aquele verso que procura Inda a poética, o olhar à revelia Inda a sede e uma livre fantasia Inda na terna prosa a aventura Inda uns tais versos com doçura Inda aprendiz, o canto e magia Inda a inspiração d’alma escoa Inda a presença... bem vinda! Inda sensações que me povoa Inda aquele versar na berlinda Inda sentimentos, real, de boa Ilusão, a paixão, o amor... inda! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 outubro, 2022, 06’34” – Araguari, MG

⁠CEIA SERVIDA À TROVADOR A imaginação aquecendo, já posta a mesa As rimas temperadas, salada de inspiração
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⁠CEIA SERVIDA À TROVADOR A imaginação aquecendo, já posta a mesa As rimas temperadas, salada de inspiração Ebulindo cada verso em agridoce surpresa Uma diversidade de sensação no caldeirão O fado serve uma emotiva prosa framboesa De afeto, rebuscando com olhares e paixão São pedaços de sonetos e cantos à francesa Assim, servindo a todos, com poética porção Segue o poetar noite a fora, em gracilidade De sonhos, felicidades, daquele doce amor Tudo posto com sentimento em quantidade A ilusão ardendo ao lume, um sedutor primor Criando instantes, e também, aquela saudade Cantos e contos, nesta ceia servida à trovador... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/10/2022, 14”24” – Araguari, MG

⁠DISPONÍVEL Serei sempre um atalho de sensação Ladeado de emoções a todo o redor
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⁠DISPONÍVEL Serei sempre um atalho de sensação Ladeado de emoções a todo o redor Povoado na alma com etéreo maior E, um sentimento pleno no coração Em mim a satisfação é a disposição Do carinho, num sentir sem pudor Pois, serei sempre o que troca flor Com fascinação e cândida sedução E nesta condução em que me dou Vou, entre, poéticas e os martírios Inevitáveis, porém, o combustível Talvez o desígnio duvide do que sou Me ache um romântico com delírios Mas, serei sempre, amor, disponível © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/10/2022, 15”45” – Araguari, MG

⁠FATAL Ao assistir-te, pétala, da rosa desprendida Em devoluta queda, no ciclo em conclusão
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⁠FATAL Ao assistir-te, pétala, da rosa desprendida Em devoluta queda, no ciclo em conclusão Deixando-se ir arrematada, fatal condição Me vi, semelhante, no ser, em despedida Tempo idos, e a quimera do sonho parida Remindo todos os arroubos meus, sanção Vou em subida, com a versada imaginação Seca, ocorrida, suspirante, no chão caída Agora só, e a escrever a solidão a vagar Numa saudade que do peito dá pra ouvir Traçando conto, sem capricho no contar Olhando a rosa, sempre formosa, a sorrir Por que o despetalar? Sina, que faz chorar A dor do verso, de quem, mais, quer ficar... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12/10/2022, 14”45” – Araguari, MG Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98) Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

⁠Fisioterapeuta, é gota d’água na esperança Alento no horizonte da confiança Aquele que transmuta a dor em pétalas de rosa
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⁠Fisioterapeuta, é gota d’água na esperança Alento no horizonte da confiança Aquele que transmuta a dor em pétalas de rosa Traz ao movimento a fidelidade preciosa Põe a lua a repousa nas noites em claro Ousa nos limites, é amparo Mãos que escrevem evolução Profissional da saúde, Doutores da superação! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 outubro, cerrado goiano

⁠UM OUTRO ALTAR "Não me fales de glória: é outro o altar" E outra é a significação da minha poesia
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⁠UM OUTRO ALTAR "Não me fales de glória: é outro o altar" E outra é a significação da minha poesia Agora, tenho glória pra poetar, a alegria Pois, seguir em glória é podendo amar "A Glória! Pois que há nela que adorar?" Sensação, quimeras, como não ter valia Sonhos, companhia, uma doce sinfonia Que cá nos meus versos, estou a gloriar "Há outro mais perfeito, único, eterno," Direção alguma é ideal como sentir-me Nos braços, havendo aquele amor terno "Só esse hei-de buscar, e confundir-me" Embriagado na ilusão do mais fraterno Amor assim, se tem com essência firme... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10/10/2022, 14”57” – Araguari, MG parceria com Antero de Quental

⁠(Chiaroscuro) "Qualquer coisa de obscuro permanece" Na poesia torpe que escreve a tristura
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⁠(Chiaroscuro) "Qualquer coisa de obscuro permanece" Na poesia torpe que escreve a tristura Na sombra de uma lágrima rude e dura No opaco que uma desventura refece “Aranha absurda que uma teia tece” Que fia a desilusão de uma amargura Em uma trama duma ressentida figura Com a sensação em sua amorfa messe "Mas, vinda dos vestígios da distância" Essa saudade que o peito muito sente Suspira forte, vestígios de importância "Remiu-se o pecador impenitente" Dessa dor que na alma é constância Indigente, “chiaroscuro”, persistente... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09 outubro, 2022, 15’11” – Araguari, MG parceria com Fernando Pessoa

⁠APENAS SOMENTE Que, apenas somente, eu tenha pedaços De versos na saudade, hoje tão perverso
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⁠APENAS SOMENTE Que, apenas somente, eu tenha pedaços De versos na saudade, hoje tão perverso E rima perdida na quimera e no disperso Ainda assim, são prosas de dantes, laços Que eu tenha no ritmo, até agora, você Sentido que, no universo, eu perseguia A tal pureza, ter, que do sonho recendia Ainda assim, a minha emoção, disso crê Mas, nada é como se quer, sim, a sorte O alento do fado, o momento, o aporte Desenhando rumos, os ensejos, valeria Que poete, então, histórias e admiração Com o olhar, o gesto, amor na inspiração E, apenas somente, poéticas na poesia... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 outubro, 2022, 04’55” – Araguari, MG

⁠CANTANDO EM VERSO A SAUDADE Este vazio de uma poesia sem um feito Essa lembrança poetando com espinho
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⁠CANTANDO EM VERSO A SAUDADE Este vazio de uma poesia sem um feito Essa lembrança poetando com espinho É igual a uma aflição pinicando o peito O que era a dois, depois, virou sozinho E, os versos ardentes jazem no passado Escrevendo a tal dor de uma despedida A poética indigente... o poema cansado E em cada ênfase uma emoção partida É aperto em cada canto rimando a sina Em compasso aflitivo que não termina Sussurrante a uma ausência que brade É uma linguagem suspirada da solidão Da nostalgia, fria, do pesar do coração Carecido, cantando em verso a saudade... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 outubro, 2022, 17’57” – Araguari, MG

⁠DUELO Como é triste a poesia sem um amor Sem desprender as sensações do belo
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⁠DUELO Como é triste a poesia sem um amor Sem desprender as sensações do belo Sem sedução, sem o carinho ao dispor E no sussurrar um sereno tom singelo Essa condição acende no verso o ardor De emoções sentidas e agrado paralelo Deixando o poema com particular teor Então, assim, entre olhares, aquele elo Sinto aperto, amarga rima esfarrapada Com apoucada emoção na madrugada Murmurando as questões de um flagelo Digo, ao nada, do qual a poesia é fadada Pra se ter sentido numa prosa aperreada E não a ilusão e a solidão... em um duelo © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 outubro, 2022, 15’11” – Araguari, MG

⁠POESIA DECAÍDA Hoje, redijo uma poesia descaída Onde minha poética a ti confessa
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⁠POESIA DECAÍDA Hoje, redijo uma poesia descaída Onde minha poética a ti confessa Os sentimentos de uma dor doída E a agrura que tua falta expressa Ah! solidão negra, que burla a vida Corrói todo o pensamento, à beça No silêncio, numa ausência sofrida Do amor perdido e sem a remessa A noite é longa, a emoção na proa Brumas nos olhos, truncada pessoa A sensação demora na monotonia O que me pareceu o versar eterno Que no peito pulsa ameno e terno Hoje, na poesia, decaída, só agonia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05 outubro, 2022, 13’31” – Araguari, MG