Era quarta-feira, dia chuvoso e eu estava no trabalho. Meu trabalho está cada dia mais desgastante e eu me vejo alternando entre idas ao fumódromo e a minha sala. Enfim o horário de descanso, e mais uma vez sem apetite eu torno ao meu lugarzinho dos cigarros.
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Era quarta-feira, dia chuvoso e eu estava no trabalho. Meu trabalho está cada dia mais desgastante e eu me vejo alternando entre idas ao fumódromo e a minha sala. Enfim o horário de descanso, e mais uma vez sem apetite eu torno ao meu lugarzinho dos cigarros. Acendo o primeiro, sento e começo a pensar. Pra um homem confuso como eu, achar refúgio em pensamentos é extremamente difícil então tento aproveitar cada segundo pensante e mergulho no mais íntimo de mim, como se revivesse momentos passados e vivenciasse minha imaginação. E, como já era de costume a alguns meses, você veio a minha mente, e a saudade apertou. Lembrei de tudo o que passamos e dos nossos planos desengonçados e cheios de segundas intenções. Acendo o segundo cigarro, e desta vez levanto, como se logo fosse sair dali. Novamente volto aos pensamentos, e começa o desespero da ansiedade. Minha mente embaralha em pensamentos pessimistas e de como daria errado quando te visse novamente. Tento imaginar como estaria, se mudou o penteado, as roupas que usaria. Se seria como antes... Tento escrever algo mas meu bloqueio mental causado pelo seu rosto pequeno e de pela suave não permite. Olho o celular, penso em ligar, desisto. E então volto a acender mais um, o último. Em sua homenagem. Como se o câncer premeditado, ou os problemas causados pela nicotina anunciassem o fim da minha vida através de ti.