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Frases de Poeta Balsa Melo

620 frases

Não é preciso agitar o mundo para tentar demonstrar a importância que a falta de gestos do seu dia não conseguiu registrar.
Não devemos lamuriar as escolhas que não nos inclui. As escolhas focadas naquilo alheio ao que oferecemos não pode merecer o nosso pranto. Neste mundo efêmero e passageiro em que a maioria das pessoas se prendem aos subterfúgios da posse, muitas vezes, a essência não consegue e…
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Não devemos lamuriar as escolhas que não nos inclui. As escolhas focadas naquilo alheio ao que oferecemos não pode merecer o nosso pranto. Neste mundo efêmero e passageiro em que a maioria das pessoas se prendem aos subterfúgios da posse, muitas vezes, a essência não consegue exalar. Devemos ser inteiros sempre e se não puderam nos sentir como substância elementar, talvez, não nos mereciam. É preciso ser o necessário e, jamais, ter o necessário para tentar atrair as sutilezas desta vida. Por isso, sejamos, pois ter sem a essência sublime do ser é sofrimento puro.

DESABAFO DE UM CORAÇÃO! Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida. Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
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DESABAFO DE UM CORAÇÃO! Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida. Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração. Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar. Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos. Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada. Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão. Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem. Brasília, 04 de abril de 2012