um dia normal. É mais um dia normal na capital, um café e o jornal matinal que traz na capa o aviso:
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um dia normal. É mais um dia normal na capital, um café e o jornal matinal que traz na capa o aviso: bandido destemido continua foragido. Não muito longe da minha realidade eu sei que uma mãe chora na comunidade pela a morte do filho amado causado por aqueles de farda que andam armados, que dizem cuidar da segurança dos jovens e das crianças e das belas donzelas que nunca botaram os pés na favela. Mas quem protege o jovem da comunidade? que acorda bem cedo e vai dormir bem tarde, que trabalha todo dia sem lamento para conseguir o próprio sustento, aquele que lhe foi tirada a infância pois era seu dever ajudar em casa desde criança. Apenas uma corrente e uma cruz no pingente. Um tempo depois esse mesmo jovem voltando do trabalho já cansado, pelos policiais foi parado e nada lhe foi perguntado, é o famoso dia de caça e ele sabe que não volta mais para casa. É mais uma noite normal na capital e na chamada do jornal nacional o aviso de que o bandido destemido continua foragido.