No crepúsculo em que a noite desperta, Onde as sombras sussurram segredos do além, Vejo-te, bela dama, em tua essência incerta,
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No crepúsculo em que a noite desperta, Onde as sombras sussurram segredos do além, Vejo-te, bela dama, em tua essência incerta, Com olhos de abismo e alma de éden. Tua pele, de mármore pálido e frio, Reflete a lua com um brilho sutil, E em teu semblante, um mistério sombrio, Desvenda a beleza do eterno, do irreal. Caminhas entre rosas de espinhos ocultos, Com vestes escuras, um véu de mistério, E teus passos ecoam em mundos sepultos, Onde florescem desejos, onde mora o etéreo. Entrego-te, então, um buquê de flores, Orquídeas negras, lírios sombrios, Cada pétala guarda segredos e dores, Dos amantes que viveram em silêncios vazios. Aceita estas flores, musa do crepúsculo, Como símbolo de um amor eterno e profundo, Pois mesmo na escuridão, teu brilho é único, És a estrela que ilumina meu mundo. Em teus olhos, vejo o universo, Tuas lágrimas, chuva de prata, E ao te dar essas flores, confesso, És meu sonho, minha dama inata. Assim, que entre espinhos e rosas, Nos encontremos em um abraço mortal, Pois até na mais sombria das horas, Nosso amor floresce, eterno e imortal.