POESIA NO VARAL Penduro os meus ais num varal de veias, e esses suspiros se perdem nessas teias,
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POESIA NO VARAL Penduro os meus ais num varal de veias, e esses suspiros se perdem nessas teias, preso no emaranhado intrincado surreal, heroico permaneço estoico, qual Parsifal. Melancolia me paralisa e a paralisia me avisa, o lamento é bem lento, é dor do movimento. O riso quara em minha cara se vejo o teu, enfrento a tristeza que a tua falta reflete, se corto a cabeça de Medusa, sou Perseu, nada petrifica ao querer que me acomete. Dentro de mim imparcial julgo o meu jugo Fujo da inércia que incita adrenalina me agita, a ação agora é o coração, sobrepujo a razão Dentro de mim imparcial julgo o meu jugo, o tribunal é meu palco, ato de meus fatos, e sob tinta da pena, me condeno, subjugo, a te amar por meus versos e meus relatos. Revelo meus versos a noite, atado ao luar de açoite e raios de prata me fustigam, mas teus olhos litigam. Aparento visíveis mudanças tal o camaleão, me camuflo calado, atento atrás da gelosia, paisagem passa fora da vidraça e no portão, pintando a tela da minha vida com estúrdia. Antagonizo e revezo humores, me sinto por instinto, choro amores e rio dissabores, um poeta quase extinto.