Quando Matam Um Sem Terra Quem contar tráz à memória, sabendo que dor existe,
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Quando Matam Um Sem Terra Quem contar tráz à memória, sabendo que dor existe, quando a morte ainda insiste em calar quem faz a História. Pois quem morre não tem glória, nem tampouco desespera. È um valente na guerra, tomba em nome da vida. Da intenção ninguém duvida, quando matam um Sem Terra. Foi assim nesta jornada, quando mataram mais um, o companheiro Elton Brum, não teve tempo prá nada. Numa arma disparada, o Estado é quem enterra e uma vida se encerra em nome da covardia. Toda a nossa rebeldia, quando matam um Sem Terra. È o desatino fardado, armado até os dentes, até esquecem que são gente, quando estão do outro lado. E vestidos de soldado, todo o sonho dilacera, violência prolifera, tiro certeiro, fatal. Beiram o irracional, quando matam um Sem Terra. Quem és tu torturador, que tanta dor desatas, desanimas e maltratas o humilde plantador? Negas a classe, traidor, do povo tudo se gera, te esqueces deveras, debaixo de um capacete. Dá a ordem o Gabinete, quando matam um Sem Terra. Em algum lugar da pampa, Elton deve de estar, tranquilo no caminhar, jeito humilde na estampa. E algum céu se descampa, coragem se retempera, outras batalhas se espera, dois projetos em disputa. Não se desiste da luta, quando matam um Sem Terra. (Para Elton Brum MST/RS, assassinado covardemente pelas costas, em 24.08.09)