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Frases de Pedro Contessoto

4 frases

Memórias de Jo De forma hospitaleira e pura Guardo como guia o que restou
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Memórias de Jo De forma hospitaleira e pura Guardo como guia o que restou Um exemplo claro, para comparação Se não chegar perto, não me conquistou A conjuntura se esvai Frugal é o gesto que me atrai Pela delicadeza do seu enredo Infindável é o símbolo conquistado Luas vividas, memórias de ovos com pão Clamar por grãos de areia, de televisão Doce é a chuva em minha própria canção Regozijam os que entendem a verdade Inerente é o crepúsculo da saudade Na natureza a ampulheta tem a sua fiel lealdade.

Labirinto da Serenidade Oque está em minha cabeça Não é um abismo gigante, e sem lógica,
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Labirinto da Serenidade Oque está em minha cabeça Não é um abismo gigante, e sem lógica, Mas sim, um labirinto intrínseco e nostálgico, Um espelho da alma, reflexo constante. Ele faz parte de mim, temente reconhecido, Pelas nossas necessidades humanas de compressão, Meu ser vagueia, às vezes anseia, por própria redenção, Num universo interno, labirinto, onde ecoa minha canção. Mas ele é o que é, "nada", um grande vazio, Uma tela branca pronta para ser pintada com desvario, Onde as cores da alma se misturam com o desconhecido. Aproveite da sua companhia, do sutil manto que envolve, Despindo-se dos medos, que na mente corroem e dissolvem, Aceitando o nada, a serenidade no vazio se resolve. Tanto eu e você, vejo uma criança confusa, querendo Compreender os misteriosos porquês, a vida aprendendo, No reflexo dos olhos, perguntas sem respostas, apenas sendo. Cada pensamento, embora possa parecer um labirinto, Trás em si a essência, e na sua exploração, o distintivo, De que, mesmo na obscuridade, podemos encontrar um caminho instintivo. Onde os demônios se transformam em aliados, Os pensamentos abissais tornam-se ancorados em mares não-navegados, E a cada questionamento, um novo universo é por nós criado' No final, somos todos crianças, entre o tudo e o nada, Buscando respostas, numa jornada, Descobrindo, que na incerteza, também se encontra a estrada.

⁠Uma peça de teatro A corrente do tempo não para Ela corre, anda e se rasteja, mas não volta
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⁠Uma peça de teatro A corrente do tempo não para Ela corre, anda e se rasteja, mas não volta O cenário vai trocando, o ator vai mudando E o público vai rindo e chorando O ator que um dia existiu não existe mais Mas se tratando de meros mortais As novas possibilidades aparecem Novo sabor, nova amizade e novo amor Me pergunto sempre, Deus, o que eu sei Já que a todo instante tudo muda Tentando capturar as suas linhas tortas Mas isso só gera uma dor aguda Em meio a isso, apenas navegarei No palco do mundo, não somos reis Em sua vastidão, o torto se transforma em padrão Aprendendo e vivendo na imperfeição No eco do silêncio, o tempo nos ensina a ouvir A voz do coração, o sussurro da alma a fluir Aprendemos que cada adeus é um novo começo E se for assim, eu te agradeço

⁠Minha eterna companhia É loucura, eu não sei onde a minha princesa nasce e onde ela morre. Esse sentimento não me pertence, ele foi deixado para me ferir.
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⁠Minha eterna companhia É loucura, eu não sei onde a minha princesa nasce e onde ela morre. Esse sentimento não me pertence, ele foi deixado para me ferir. Mas quem o deixou... talvez tenhamos sido nós dois. Minha alma clama, mas não é por ela. Bom, talvez seja. Essa é a bagunça, a discordância do não saber. A razão, a todo momento, brigando com o meu coração, e ela sabe bater. Se está tudo claro, por que continua doendo tanto? Bom, não é sobre saber, e sim sobre lidar com a realidade. Talvez eu ande um tempo com uma velha amiga. Ela não é a que me fere, mas é ela quem me mostra o que deu errado. Uma amiga necessária, eu diria, e todos podem estar com ela. Mas para estar com ela, você não pode estar com mais ninguém. Será que são caprichos meus, e eu estou pedindo demais? É claro que não. Não posso viver de migalhas, isso não faz parte de mim. Migalhas se dão às pombas, e que eu saiba, eu não tenho asas. Ao digitar, me vejo a sorrir. Que contraditório a esse poema a fluir.