Súplicas Tu que tens os olhos tão distantes Que olhas o vazio como se nada além existisse
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Súplicas Tu que tens os olhos tão distantes Que olhas o vazio como se nada além existisse Que olhas o mar como se tivesses chegado antes Quero que, só uma vez, um olhar permitisse perder-se em minha direção. Caso isso acontecesse, prometer-te-ia: nenhuma palavra dir-te-ia em vão, nenhum gesto macular-te-ia. Mas se mesmo assim não me confias um olhar Gostaria que tu não te afastasses Mesmo que tua pele, eu não pudesse tocar; Bastar-me-ia tua doce presença no ar, pois apesar de distante, as estrelas eu nunca as deixei de admirar!