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Frases de Pedro Abreu Simões

22 frases

Quem a todos se revela, tem segredos na lapela!...
TENTARAM CONTER OS POETAS... Tentaram conter os poetas, quando quiseram
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TENTARAM CONTER OS POETAS... Tentaram conter os poetas, quando quiseram engaiolar os pássaros e domesticar as feras, que nasceram para ser livres... Tentaram conter os poetas, quando tencionaram avassalar os ímpetos das marés e os ventos da montanha, que não podem ser agrilhoados... Tentaram conter os poetas... Tanto fizeram... Mas tudo foi em vão!... A Poesia não se prende às amarras da razão! 22/11/2014 © Pedro Abreu Simões in MAR REVERSO (Ecos da Terra, do Mar e da Vida), Lisboa: CALÇADA DAS LETRAS, 2015. ISBN 978-989835262-0

(IN)VOCAÇÃO Chamai-me, chamai-me, vertentes da serra!... Cantai-me, cantai-me, num cais de luar!...
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(IN)VOCAÇÃO Chamai-me, chamai-me, vertentes da serra!... Cantai-me, cantai-me, num cais de luar!... Levai-me, horas boas, na luz que não erra!... Levai-me, levai-me!... Não posso parar!... Chamai-me, chamai-me, meninos da terra!... Cantai-me, cantai-me, sereias do mar!... Levai-me, andorinhas, p’ra longe da guerra!... Levai-me, levai-me!... Não quero matar!... Chamai-me, chamai-me, vertentes da serra!... Cantai-me, cantai-me, sereias do mar!... Levai-me, horas boas, na luz que não erra!... Levai-me, levai-me!... Não quero matar!... Chamai-me, chamai-me, meninos da terra!... Cantai-me, cantai-me, num cais de luar!... Levai-me, andorinhas, p’ra longe da guerra!... Levai-me, levai-me!... Não posso parar!... 29/08/2016 © Pedro Abreu Simões​ ✍ in "TERRA UBÍQUA" (y) facebook.com/pedro.abreu.simoes

SAUDADE ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Saudade é pedaço de berço e de espada…
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SAUDADE ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Saudade é pedaço de berço e de espada… Saudade é regaço que nunca partiu… Saudade é cansaço na berma da estrada… Saudade é abraço de alguém que sentiu… Saudade é desejo da terra apartada… Saudade é um beijo que o tempo cingiu… Saudade é solfejo da pauta chorada… Saudade é bafejo que não se extinguiu… Saudade é carinho sem céu nem consorte… Saudade é um ninho de pássaro ausente… Saudade é caminho sem porto nem porte… Saudade é verdade que às vezes nos mente… Saudade é vontade de vida e de morte… Saudade é saudade… Só sabe quem sente!... *************** 30/01/2018 (Dia da Saudade) *************** 📜© Pedro Abreu Simões - Poetautor ✍ (y) facebook.com/pedro.abreu.simoes

EU SEI… ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Eu sei que não sou nada, sendo tudo…
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EU SEI… ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Eu sei que não sou nada, sendo tudo… Nasci com asas livres, sem saudade, num tempo de memórias, a que acudo, sabendo que o meu tempo é mais verdade!... Eu sei que não sou nada e não me iludo… Nasci num chão de vento e tempestade, num tempo que era cego, surdo e mudo, mas sei que agora é outra, a realidade!... Eu sei que não sou nada, mas nasci, sabendo que hei de ter a voz da gente, na terra dos castelos sem ameias!... Eu sei que não sou nada e já morri, mas sou como o meu sangue, irreverente, pois sei o mar que tenho nestas veias! ************* 25/10/2015 ************* 📜© Pedro Abreu Simões ✍ facebook.com/pedro.abreu.simoes **********************************************

ÁGUA MORTA EM TERRA BOA ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Água morta, em terra boa,
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ÁGUA MORTA EM TERRA BOA ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Água morta, em terra boa, não é lago, nem lagoa, mas é vida na barragem... Quando o vento sopra à toa, tudo passa e tudo voa, mas a terra é mais que aragem! Água morta, nevoeiro... Berço eterno e derradeiro, nas entranhas do meu chão... Vai-se o tempo, tão ligeiro, como as águas dum ribeiro, mas a minha terra não! ************* 16/09/2014 ************* in "MAR REVERSO (Ecos da Terra, do Mar e da Vida)", 2015 📜© Pedro Abreu Simões - Poetautor ✍ facebook.com/pedro.abreu.simoes **********************************************

ANDA, AMIGO! Anda, amigo! Não te deixes afundar em mar vazio!...
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ANDA, AMIGO! Anda, amigo! Não te deixes afundar em mar vazio!... Anda, amigo! Não te queixes das marés de vento frio!... Anda, amigo! Anda, amigo! Não te deixes afundar!... Anda, amigo! Anda, amigo! Já te espera um novo mar! Anda, amigo! Não desistas do teu barco sonhador!... Anda, amigo! Não persistas nesse cais de pedra e dor!... Anda, amigo! Anda, amigo! Não te deixes afundar!... Anda, amigo! Anda, amigo! Já te espera um novo mar! Anda, amigo! Segue em frente nessa vaga que te espera!... Anda, amigo! Só é gente quem renova a primavera! Anda, amigo! Anda, amigo! Não te deixes afundar!... Anda, amigo! Anda, amigo! Já te espera um novo mar! 28/09/2016 📜© Pedro Abreu Simões ✍ facebook.com/pedro.abreu.simoes

(PLUR)IDENTIDADE Sou o rosto do outro e o outro sem rosto...
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(PLUR)IDENTIDADE Sou o rosto do outro e o outro sem rosto... Sou a cara e a coroa duma moeda não cunhada... Sou o lado de cá e a margem de lá... Sou a escada que sobe e a rua que desce a pique... Sou o nada de tudo e o tudo de nada... Sou a sede que ferve e a cheia gelada... Sou o outro sem rosto e o rosto do outro... Sou um... Sou dois... Sou tantos... Sou (PLUR)IDENTIDADE!... 📜 © Pedro Abreu Simões ✍ facebook.com/pedro.abreu.simoes

RIOS E FONTES Os rios correm depressa ou devagar
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RIOS E FONTES Os rios correm depressa ou devagar em direção ao mar... As águas que desfilam são sonhos e cansaços prestes a desaguar!... Três mil rios passarão, condenados a ser mar... Três mil fontes nascerão, sem sair do seu lugar! Os rios morrem depressa ou devagar quando os vemos passar... Mas as fontes, que não saem do lugar, inundam a sequidão e não param de jorrar!... Três mil rios passarão, condenados a ser mar... Três mil fontes nascerão, sem sair do seu lugar! ************* 03/07/2015 ************* 📜© Pedro Abreu Simões ✍ facebook.com/pedro.abreu.simoes

PENAS (RE)POUSADAS Ontem – já a noite ia longa –
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PENAS (RE)POUSADAS Ontem – já a noite ia longa – antes de adormecer pousei as penas das minhas asas no melhor cabide… O sono (p)rendeu-se à cama mas entre as almofadas de plumas e sonhos ainda coube o meu ser despass(ar)ado… Hoje – já o dia se (a)firmara – quando a(_)cor(_)dei vi as asas das minhas penas (re)pousadas no melhor cabide… Levantei-me e (re)vesti-as… Deixei o sol entrar e saí janela afora a voar… A voar!... 📜© Pedro Abreu Simões ✍ facebook.com/pedro.abreu.simoes

MULTIFORMIDADE Sou pequeno, pequenino,
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MULTIFORMIDADE Sou pequeno, pequenino, grão de areia, pó de sal… Sou enorme sem as normas normativas do normal… Sou menino, sendo enorme, sem destino, desconforme… Natural!... Sou disforme… Multiforme… Não faz mal!... ************* 17/05/2018 ************* 📜© Pedro Abreu Simões ✍ facebook.com/pedro.abreu.simoes

SE ALGUÉM ME DIZ… Se alguém me diz que o mundo é são, sem ver sequer a espada em riste,
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SE ALGUÉM ME DIZ… Se alguém me diz que o mundo é são, sem ver sequer a espada em riste, além da terra, aquém do chão, eu digo não, mas fico triste… Se alguém me diz que o mundo é vão, por não saber que tanto existe, aquém da terra, além do chão, eu digo não, mas fico triste… Se alguém me diz que o mundo é pão, sabendo eu que a fome existe, além da terra, aquém do chão, eu digo não, mas fico triste… Se alguém me diz que o mundo é não, por não saber que o sim persiste, aquém da terra, além do chão, eu digo não, mas fico triste… Se alguém me diz que o mundo é sim, além da terra, aquém do chão, eu volto a ser senhor de mim e alegremente digo não!.... 📜© Pedro Abreu Simões ✍

SENTIDOS Todas as palavras que, de tão sentidas,
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SENTIDOS Todas as palavras que, de tão sentidas, já estão velhas e desgastadas, podem ser frutos novos na árvore sempre fecunda da Poesia!... Nas entrelinhas dos versos dum poema que ganha raízes, revelam-se os verdadeiros sentidos!... 📜© Pedro Abreu Simões ✍

CADÊNCIA ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ TIC… TAC… TIC… TAC…
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CADÊNCIA ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ TIC… TAC… TIC… TAC… O tempo desmarca-se da cadência do relógio… TAC… TIC… TAC… TIC… O dia raia nos ponteiros despontados dos nossos braços… TIC… TAC… TIC… TAC… Somos sol e vento de pura essência… TAC… TIC… TAC… TIC… Somos centro e cerne doutra cadência!... ****** 2016 ******* 📜© Pedro Abreu Simões ✍ (y) facebook.com/pedro.abreu.simoes

NO DIA EM QUE EU ME FOR No dia em que eu me for, abrirei asas… Serei mais um pardal sem firmamento…
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NO DIA EM QUE EU ME FOR No dia em que eu me for, abrirei asas… Serei mais um pardal sem firmamento… Sem lama ou lodaçal, nem cais cinzento, terei um ninho certo em tantas casas… No dia em que eu me for com nuvens rasas, planando, farei vénias ao meu vento, sem penas a pairar no pavimento do mar em c(h)ama ardente de outras brasas… No dia em que eu me for, verei no céu luzentes sóis redondos mais inteiros… Serei apenas eu em todo o chão!... No dia em que eu me for, serei só eu com prantos e sorrisos verdadeiros… Serei apenas eu… Mais um milhão!... 📜© Pedro Abreu Simões ✍

MAR REVERSO ******************* Eu tenho um mar inteiro à minha espera,
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MAR REVERSO ******************* Eu tenho um mar inteiro à minha espera, na praia que me acolhe ao fim do dia, com águas ressurgidas da quimera, que afogam, no seu leito, a nostalgia!... Marulha, neste inverno, a primavera, trazendo um sol sereno à noite fria!... Mergulho, sem pensar em quem eu era, nas vagas doutra luz que me inebria!... Eu mato o meu marasmo nas marés, fazendo do meu barco sem destino, a nau que há de alcançar outro universo!... Nos versos destas ondas sem revés, sou puro como os sonhos dum menino e vejo-me a fluir num mar reverso! © Pedro Abreu Simões ✍ in “MAR REVERSO (Ecos da Terra, do Mar e da Vida)”, 2015