Sonhos de papel
Andava descalço, tinha o aparato somente de seus sonhos e sempre notava que as pegadas deixadas naquele pequeno acampamento onde a poeira levantava a cada passo dado, o vento desfazia, não deixando que as mesmas se moldassem na areia. Já notava aquela pequena silhueta passando pomposa, mas sem nenhuma pretensão. Andou por mundos obscuros e brincou de viver machucando e sendo machucado. Viveu amores, mas, como amores são coisa da vida esta procurou de alguma forma fazer deles um aparte. Talvez tenha tentado agregar cada momento em um capitulo único de sua existência mas não conseguiu, ficando a vagar entre passado e presente até reencontrar em sonhos de papel aquela pequena silhueta que passou a ser uma esperança, talvez tenhamos brincado de viver pois não procuramos a segurança de um laço seguro, os nós se desfizeram e hoje vejo que não se tratou de algo mais do que sonhos de papel.
(pauloclopes)
Singrar mares, em voo singular
Na imensidão azul
De um mar insólito, virtual
Procurar porto seguro
Talvez obscuro
Olhar vazio, se perdendo ao ocaso
Ondas a se misturar
A essas lagrimas que teimam em rolar
Tento um gole com limão
Mãos trêmulas a segurar um copo
como a dizer não
vou aportar
sem cabotagem
pois sabotagem
tiram inspiração.
Esse olhar me mata, declarando amor
Me ilumina
Desejo de dividir cama
Depois enrola
Me joga em chacina
A gente tinha tanto para falar
Tanto para viver
Ficou no adeus
Tentar buscar no tempo seria leviandade
Se tempo mudasse iguais seriamos
Seria eternidade sem aquela vontade
Sem saudade
Há tempo. quem dera voltasse
Extraindo o avanço da idade
Pois idade somos nós
Que éramos uma só voz
Em aventuras
A procura
Talvez
Da vaidade.
(pauloclopes)
Não vi o tempo passar e acho que você também não viu, tentei construir raizes e não foram fortes pois tudo ruiu, não fui entendido. O destino nos reservou a distancia. Guardo o coração na certeza de que ainda posso me reconstruir em alicerces suficientes para me manter aspirando um futuro.
Ode ao patriarca
Hoje o encanto mais se encantou
não houve desencanto
não houve necessidade de acalanto
foi o dia que o sorriso mais se alegrou
Hoje os passaros cantaram mais forte
como a entoar a mais nobre das canções
ja sabiam que ascendeu aos céus
um dos mais doces corações
Hoje que a tristeza não seja um aparte
que sentimentos negativos se descarte
pois soaram trombetas a avisar
que o fãico(pai) aos portões do céu, acabou de entrar.
Pauloclopes.
Cronica da familia.
Seu nome Francisco mas, fugiu da tradição cearez e ao inves de "chico" era Fâico. Não teve oportunidade de estudar mas era um exímiu matemático, extremamente dedicado a familia deixou como legado a segurança, a indole e honestidade em cada um dos filhos.Sempre guerreiro, tinha em sua fé tanta certeza no Criador que não se abalava com as dificuldades advindas ao longo da vida.Acho que convivemos na fase áurea de sua existência e nossas pescarias como sempre dizia eram coisas de cinema. O guerreiro partiu mas, sem se entregar um segundo sequer, concluiu o roteiro de seu filme. Vá com Deus meu papai e tenha certeza que deixou uma fenda em nossos corações mas também muitas coisitas de cinema a relembrar cada vez que teu sorriso brotar em nossas lembranças.
Porque na poesia a rima?
As vezes as palavras se colocam por si
E se nós formos arrimo
Sem familia...., base da existencia
Formos extinção de um complexo
seria reta, não um convexo
de uma existencia afim
tentamos nos expor
nas inconveniencias
passar que cada pensamento
de nossa existencia
seja captado sem analise
Ainda somos gente........
Desce uma lagrima
teima
queima
arrasta a alma
olho um céu limpido
a clamar presença
talvez ausência
de mim mesmo
procuro minha presença
mas recuso me encontrar
uma recusa ferrenha
a machucar
volto a fitar estrelas
tudo anima
vou estimular
esta noite terminar
Olhei o tempo
Memorizei o inicio
Um compromisso
Me veio você
Olho a lua desnuda
Que sem pudor
Me mostra algo
E me vem você
Lembro do pequenino
Que adulto se fez
E me vem você
Você, Você, Você.........
Os olhos nos entregam
Sem querer marejam
e nos faz fraquejar
Buscam uma fuga
Uma procura
Loucura
De se entregar
Você foi o que não tive
Mas sempre presente
Apareceu de surpresa
E com certeza
Voltar
Voltar um passado
Ainda presente
Talvez dormente
Mas salutar
Eu sou o posto e o entreposto
Sou o que vivi
Sou aquele que ninguém viu
Vivente por viver
Sempre buscando viver
Vou tentando
Sobreviver
Você apareceu
De alguma forma cativante
Machuca
Seguir em frente e seguir
De alguma forma te amar
Eu ouvi
De alguma voz
Um clamor
Algoz
Busquei encurtar
O que ficou
Não encontrei
Te achar
Me ajuda
De alguma forma
Nem que seja disforme
Te encontrar
A vida ensina
Nos chacina
Imaginar o que ficou
No ar
Procuro nas estrelas
Confessar segredos
De um passado
Que me trouxe você
As vezes o silêncio
Nos busca gritar
Buscar um tempo
Que ficou no ar
Tempo perdido
Ao lado de alguém
Salutar
Que ficou no ar
Algum dia
Imaginando frases
Surtando palavras
Vai entender
O que o que não pude ser
Tanta coisa a falar
Chorar
Tentar consertar
E lamentar
Ficou no tempo
Jogando lágrimas
Imaginando coisas
Só intento
Hoje buscar
Sem lamentar
O que poderia ser
Tanto te amar
Se houver amanhã
Mesmo com passado
Quero está ocupado
Com alguém ao lado
Se houver amanhã
Mesmo com um passo atrás
Sem atraso
Vou te olhar
Se houver amanhã
Meus olhos vão fitar
Sem lamentar
O que não tinha
Se houver amanhã
Algo vai me dizer
Que tudo que queria
Era você
(Pauloclopes)
Razão de escrever
buscar sem medo e,
encontrar motivos para chorar
buscar algo
E são tantos os motivos
a nos fazer
buscar algum sentido
e não retroceder
À noite nos traz reflexões
ilações
do que poderia ser
aquilo que não foi
Dormir com a certeza
que posso te dar
a minha tristeza
já que jamais pude te alegrar
A gente tenta..tenta
Inventa
Busca lutar
Se imaginar
À gente volta no tempo
Pula corda
Imagina ao dormir carochinha
Sem lamentar acordar
A gente perde gente
Mas, não Insurgente
Segue adiante
Sem a vida afrontar
Que a gente sinta
Calor humano
Amigos insanos
À nos fazer cada manhã
Um sorriso elevar.
Ainda vejo um sonho
Ainda vejo meus lábios sorridentes
Minha mente discorre pensamentos
Meus dedos trêmulos transmitem pensamentos
Ainda vejo estrada
Que quero percorrer
Ainda vejo medo no nada
Sem perceber
Perceber que numa vírgula
Uma reticência
Me faz dormência
A procura de um ponto final
Sou pouco
Talvez um tudo
Contudo
Talvez um nada costumaz
Comum para mim mesmo
Plural para quem tenta me decifrar
Tentando redescobrir
Qualquer forma de amar .
Eu fui poesia
Me desfazia por te querer
Fui muito amor
Mas também desamor
Fui um acaso
descaso
Fui momento
Fui ocaso
Fui o que queria ser
Fui desprazer
As vezes prazer
Fui um querer
Fui inicio de relação
Fui decepção
Fui realidade
Fui Emoção
Eu não tinha nada então amei
Busquei o que não foi entendido
De alguma coisa sem sentido
Mas amei
Fui muito além do compreensível
Chorei, gritei
Sem ser entendido
Sobrevivi
Amei tanto
Sem desengano
Com encanto
E você não entendeu
Não entendeu
Não percebeu
Que a lágrimas que desciam
Nos pereciam
Teus olhos desnudos
Quando brilham azuis como o céu
Transmitindo o que não vemos
Em momentos conexos
As vezes sem sentido
Deixa a rolar lágrimas
Em uma frase solta
Ditas no afoito
Tentamos entender
Esses momentos sem lucidez
Um talvez
Talvez, Talvez, Talvez.