*Alma Quimera** Um corpo apaixonado se revela, *Desnuda o tempo* — tudo nela é gelo
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*Alma Quimera** Um corpo apaixonado se revela, *Desnuda o tempo* — tudo nela é gelo e chama. Transe de espera singela: do encontro íntimo de dois desvelos. Um toque. Um sopro. Beijo que desvela na pele o instante que o desejo anseia: alma quimera, razão que se dobra *à dualidade da carne que arde e voa.* Sou orvalho noturno em teu verão, lágrima doce em pele salgada de mar. Chora teu corpo o hino da paixão, enquanto a alma dança no luar. *No espelho d’água, alegra-te, quimera:* confia nos beijos que o tempo acelera. Conduze-me no rio dos teus anseios, *onde o feito eterno-se em nossos veios.*