moinho de versos movido a vento em noites de boemia
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moinho de versos movido a vento em noites de boemia vai vir o dia quando tudo que eu diga seja poesia
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moinho de versos movido a vento em noites de boemia
moinho de versos movido a vento em noites de boemia vai vir o dia quando tudo que eu diga seja poesia
podem ficar com a realidade esse baixo-astral em que tudo entra pelo cano
podem ficar com a realidade esse baixo-astral em que tudo entra pelo cano eu quero viver de verdade eu fico com o cinema americano
“Quem nasce com coração? Coração tem que ser feito. Já tenho uma porção Me infernando o peito”. (trecho do livro em PDF: Toda Poesia)
Escrevia no espaço. Hoje, grafo no tempo, na pele, na palma, na pétala,
Escrevia no espaço. Hoje, grafo no tempo, na pele, na palma, na pétala, luz do momento. Soo na dúvida que separa o silêncio de quem grita do escândalo que cala, no tempo, distância, praça, que a pausa, asa, leva para ir do percalço ao espasmo. Eis a vez, eis o deus, eis a fala, eis que a luz se acendeu na casa e não cabe mais na sala.
O tempo entre o sopro e o apagar da vela
Isso? Aqui? Já?
Isso? Aqui? Já? Assim?
Hesitei horas antes de matar o bicho. Afinal, era um bicho como eu,
Hesitei horas antes de matar o bicho. Afinal, era um bicho como eu, Com direitos, com deveres E, sobretudo, incapaz de matar um bicho, como eu.
O olho da rua vê o que não vê o seu. Você, vendo os outros,
O olho da rua vê o que não vê o seu. Você, vendo os outros, pensa que sou eu? Ou tudo que teu olho vê você pensa que é você?
Amando, aumenta até duas mil vezes
Amando, aumenta até duas mil vezes o tamanho.
ver é dor ouvir
ver é dor ouvir é dor ter é dor perder é dor só doer não é dor delícia de experimentador
Dois loucos no bairro Um passa os dias chutando postes para ver se acendem
Dois loucos no bairro Um passa os dias chutando postes para ver se acendem O outro as noites apagando palavras contra um papel branco Todo bairro tem um louco que o bairro trata bem só falta mais um pouco pra eu ser tratado também
Falta fé nas trajetórias, febo nas camélias, fogo na canjica, mão de macaco na velha cumbuca!
Para limpar lágrimas, uma lápide.
Eis que nasce completo e,ao morrer, morre germe, O desejo, analfabeto,
Eis que nasce completo e,ao morrer, morre germe, O desejo, analfabeto, de saber como reger-me, Ah, saber como me ajeito para que eu seja quem fui, Eis o que nasce perfeito e, ao crescer, diminui.!💋💄💋👌🏽👀🙀😱😲😍😍
O poliglota analfabeto, de tanto virar o mundo, ver as coisas e falar os papos, parou para pensar ao pé de uma montanha. Assaltaram-no dois pensamentos. Um na língua materna, outro em língua estrangeira. O primeiro fez a pergunta, o outro respondeu. Resultado: sou pai de minhas p…
O poliglota analfabeto, de tanto virar o mundo, ver as coisas e falar os papos, parou para pensar ao pé de uma montanha. Assaltaram-no dois pensamentos. Um na língua materna, outro em língua estrangeira. O primeiro fez a pergunta, o outro respondeu. Resultado: sou pai de minhas perguntas e filho de minhas respostas.
De som a sim ensino o silêncio a ser sibilino de sino em sino o silêncio ao o som ensino👏🏽✍🏽👄💋💌📚📖📓
Depois de hoje a vida não vai mais ser a mesma a menos que eu insista em me enganar
Depois de hoje a vida não vai mais ser a mesma a menos que eu insista em me enganar aliás depois de ontem também foi assim anteontem antes amanhã
“Pra que cara feia?/ na vida,/ ninguém paga meia.”
Valeu Dois namorados olhando o céu Chegam a mesma conclusão
Valeu Dois namorados olhando o céu Chegam a mesma conclusão Mesmo que a terra não passe da próxima guerra Terra, mesmo assim valeu Valeu encharcar esse planeta de suor Valeu esquecer das coisas que eu sei de cor Valeu encarar essa vida que podia ser melhor Valeu, valeu Valeu, valeu Valeu, valeu Valeu, valeu Dois namorados olhando o céu Chegam a mesma conclusão Mesmo que a terra não passe da próxima guerra Terra, mesmo assim valeu Valeu encharcar esse planeta de suor Valeu esquecer das coisas que eu sei de cor Valeu encarar essa vida que podia ser melhor Valeu, valeu...
me enterrem com os trotskistas na cova comum dos idealistas onde jazem aqueles
me enterrem com os trotskistas na cova comum dos idealistas onde jazem aqueles que o poder não corrompeu me enterrem com meu coração na beira do rio onde o joelho ferido tocou a pedra da paixão
Buscando o sentido O sentido, acho, é a entidade mais misteriosa do universo. Relação, não coisa, entre a consciência, a vivência e as coisas e os eventos.
Buscando o sentido O sentido, acho, é a entidade mais misteriosa do universo. Relação, não coisa, entre a consciência, a vivência e as coisas e os eventos. O sentido dos gestos. O sentido dos produtos. O sentido do ato de existir. Me recuso (sic) a viver num mundo sem sentido. Estes anseios/ensaios são incursões em busca do sentido. Por isso o próprio da natureza do sentido: ele não existe nas coisas, tem que ser buscado, numa busca que é sua própria fundação. Só buscar o sentido faz, realmente, sentido. Tirando isso, não tem sentido.
suprassumos da quintessência O papel é curto. Viver é comprido.
suprassumos da quintessência O papel é curto. Viver é comprido. Oculto ou ambíguo, tudo o que digo tem ultrassentido. Se rio de mim, me levem a sério. Ironia estéril? Vai nesse ínterim, meu inframistério.
não sou o silêncio que quer dizer palavras ou bater palmas
não sou o silêncio que quer dizer palavras ou bater palmas pras performances do acaso sou um rio de palavras peço um minuto de silêncios pausas valsas calmas penadas e um pouco de esquecimento apenas um e eu posso deixar o espaço e estrelar este teatro que se chama tempo
mesmo na idade de virar
mesmo na idade de virar eu mesmo ainda confundo felicidade com este nervosismo