Meu tempo esgotou-se, minha missão foi cumprida. Algo me prendeu, me aprisionou a alma. Aqueles que deveriam ser comigo, só compreenderam as próprias dores! Isso não me importa mais! Tanto faz morar na rua, estar empregado, vestido ou nú. Agora entendo o que fez do homem um and…
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Meu tempo esgotou-se, minha missão foi cumprida. Algo me prendeu, me aprisionou a alma. Aqueles que deveriam ser comigo, só compreenderam as próprias dores! Isso não me importa mais! Tanto faz morar na rua, estar empregado, vestido ou nú. Agora entendo o que fez do homem um andarilho. Não creio no verbo crer! Quisera a ingenuidade, sonhadora e fútil dos meus semelhantes, mas tudo que contemplei foram cérebros rumos ao pó. Oh! humanidade movida por interesses pessoais o que será de ti? Alegram-se e preocupam-se, não com a coletividade, mas com a dor daqueles que discordam dos seus prazeres mais íntimos. Vocês são apenas bajuladores de si próprio! Será amor e felicidade? ou será apenas comodidade e momentos de concordância entre egos? Devo Eu fingir demencia a tudo isso, para fazer parte desse clube? Dar um fim a própria vida num ato covarde, ou ver os meus dias se passarem, a envelhecer sem contestar? A verdade que liberta nunca foi doce. Ah vida! jas o tempo do sorriso sem preço e tudo que me alimenta agora, é a solidão da alma. Poema em versos pessimistas. (Autor: Paulo César Camuri - 2017).