Esperança na terra seca... Refazem o batido caminho pela velha e conhecida terra seca, o mesmo sol que lhes dá vida também lhes judia marcando-os, nos rostos, os poucos, mas já aparentes muitos mais anos de vida... Intenso, escaldante, é secura demais...
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Esperança na terra seca... Refazem o batido caminho pela velha e conhecida terra seca, o mesmo sol que lhes dá vida também lhes judia marcando-os, nos rostos, os poucos, mas já aparentes muitos mais anos de vida... Intenso, escaldante, é secura demais... Se a chuva vier o chão não lhes negará a vida adormecida... Já faz muito, mas ainda se lembram do último ano onde o inverno foi bom, nessa memória tem cheiro da terra sendo encharcada... Exaustos chegam ao açude ainda com um pouco de lama, olham para o céu com poucas nuvens... Cai de joelhos e puxa os filhos, com os olhos rabisca no barro todos seus desejos e sonhos como se fossem sementes e suplica: Meu divino São José, Aqui estou a vossos pés. Dá-nos a chuva com abundância, Meu divino São José. “O sertão é uma espera enorme”, Dá-nos chuva com abundância, Meu divino São José. Talvez nenhum de seus desejos se realize e nenhuma das sementes veja brotar... Sabe que não há certezas na vida, mas precisa acreditar que haverá ainda uma próxima vez, pelo menos para os meninos...