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Frases de Paulette Virgínio

18 frases

A Vida É Como Um Rio Isto não irá adiantar Estou aqui sozinha
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A Vida É Como Um Rio Isto não irá adiantar Estou aqui sozinha Dormindo no vazio Debaixo da morada das estrelas Por quê? Por quê? Por quê? Lembro-me de Hitler Sinto a insegurança do desconhecido Por que você me deixa só? Cuide de mim, por favor! Sei a que vida é como um rio Com suas necessidades neuróticas Quero nascer outra vez... Não mais ser essa medrosa introspectiva Acabar com essa comédia ridícula Me disseram que o tempo cura tudo Mas sei que só o seu amor Será capaz de me prender E você cortou tudo entre nós... Por que o céu é azul? Quem é a quarta dimensão do tempo? Cada um tem o seu próprio caminho Quero sair dessa prisão! Tenho essa ideia fixa Minha mente está oscilando Devo ter mais paciência Não ter tanta pressa De ficar procurando por outras coisas Afinal, estou aqui de visita. Quanto tempo faz que não conversamos? Você quer me destruir? Talvez o melhor seja ficar em silêncio, E se você me procurar no seu silêncio, Com certeza, estarei lá. Você sabe quem eu sou Não gosto de sangue Não quero um muro ao meu redor Quero a vida e a vida é o presente. Mas eu permaneço insatisfeita É uma consequência natural E preciso estar alerta Tenho que encontrar um caminho E este será definitivo.

Alvoroço Ufanista A festa é traiçoeira Este lamaçal
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Alvoroço Ufanista A festa é traiçoeira Este lamaçal É uma manifestação cultural Em cujo céu coberto De nuvens gordas Contém os fabulosos Animais do zodíaco E eles valem muito. A solidão é inevitável A vida, uma miséria andante Sobre a lama e sobre pedra Alguns homens ganham o inferno Falando sobre a história do mundo A exploração humana. Dizem que o destino está marcado Estou musicando imagens Com a ilusão dos mitos. Foi uma boa experiência Os mitos transformados em música Sinto um frio imenso Vejo a boca do dragão No último grau de decadência Sinto um vazio no estômago Vejo cintilações palpitantes E os argumentos são ridículos Hesitantes e invisíveis Tcham-tcham-tcham-tcham... A luta é brava Os monstros apocalípticos... Socorro!!!

Balanceando Contrariando minha própria vontade Percebo que minhas verdades
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Balanceando Contrariando minha própria vontade Percebo que minhas verdades Hoje não serve Para o que disse ontem. Se no passado acreditava em mitos Seres fantásticos Hoje a realidade me faz conviver Com carnes e ossos. O colorido das roupas e dos espaços Já não brilham tanto nas minhas pupilas E me esqueci disso. Passei a cobrar de mim mesma Resto de alguém que não mais existia Houve um tempo em que borboleteava pela vida E tinha medo de pisar no chão Fechava os olhos à miséria E o cor-de-rosa predominava. Não dá mais pra policiar O que já não sou Há muito tempo a gaiola se abriu E não sei ao certo se escolhi Ratos ou sapos No fundo do poço há cobras e lagartos Esperando os demônios de cada um Minhas incertezas de hoje São verdades do futuro Misteriosamente vou me aprofundando Cada vez mais dentro de mim E me espanto ao me ver diferente Espelhos múltiplos, mil faces. A noite chegou e continuo A insistir que é dia O barco pousou no porto E dispensei a viagem Hoje quero viajar e Me falta port, me falta barco Queria percorrer estranhos mundos E em cada um recolher um pouco de mim Juntar todos os pedaços E o que sobrar de sólido, serei eu Novamente pronta pra desintegrar Em mil pedaços, mil cacos, mil sacos...

Aquilino Águia Voadora Admiro sua resistência nas tempestades
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Aquilino Águia Voadora Admiro sua resistência nas tempestades Suas garras espantam os abutres E sua luta pela sobrevivência é espantosa Sua meta será atingida Sua vitória é imprescindível Penso que os raios não surtirão efeito no seu corpo Sabe o que mais me surpreende? Sua imunidade aos vírus emocionais E seu habitat estava repleto deles Recalques, chantagens, frustrações O rondavam por todos os lados Arremessados em sua cabeça em linha de tiro E aí eu o via altivo, bater asas e voar. Quando o conheci, voos rasantes eram comuns A perfeição do voo estava quase atingida E imagino as derrapagens, o medo Que você dizia ter sentido no início Mas que não acreditei. Sua escalada ascendente me fascina Poço misterioso fervilha em sua alma As alturas serão sua morada O alado, seu companheiro Debaixo de suas asas Percorri dimensões altíssimas Rompi a barreira do tempo, da velocidade Vislumbrei espaços de luz e de fogo Você me guiou por veredas infinitas. Devolvi à terra Nunca mais o chão me atraiu Ficou em mim restos de ar Imperceptíveis Não tenho asas E daqui contemplo seus voos Suas brigas O espaço infinito é seu A vida lhe foi dada Para galgar alturas Valeu a pena tê-lo conhecido Ó Filho da Liberdade!

Certos Carinhos Por onde anda seus sabores, sons e cheiros? Me induza a novos delírios como um vampiro
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Certos Carinhos Por onde anda seus sabores, sons e cheiros? Me induza a novos delírios como um vampiro Ponha um profundo olhar nas minhas carências Pois estou ávida por certos carinhos E você sabe quais são. Sinto saudades do seu mágico amor Onde havia progressivas explorações E possibilidades de mil fantasias Meu cálice transbordava e a emoção Molhada vinha fluindo dos poros Jamais poderei me esquecer disso Venha pouco a pouco, sem pressa E me entregarei sem nenhuma Barreira ou resistência Sequiosa, vulcânica, fluida Sob as cinzas jaz a chama E nesta vida há coisas Com as quais não se pode romper Por mais que se queira.

Anjos Distantes Você pode se queimar Com esse olhar triunfante
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Anjos Distantes Você pode se queimar Com esse olhar triunfante A fuga se faz estratégica Plaf, plof, plaf, plof... Eu sabia de muitas coisas Do espanto e da desolação. Quem é você? Uma guerreira terrível! Tei! Tei! Pum! Plaf!!! O sonho é meu Veja como as estrelas estão Perdidas no cosmos. Numa grande agitação O vento levou Os pingos de chuva Dos olhos da vida Ainda que seja uma mentira Eu tô só de passagem...

Confluente Eu me abro em espaços de interrogação e meditação Não quero ser da vida apenas um álibi
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Confluente Eu me abro em espaços de interrogação e meditação Não quero ser da vida apenas um álibi Por onde nada meu lado de fera, felina, confluente? Vivo, ora cheia de introspecção e simbolismo Ora revolucionária e existencial Não quero viver dentro do esteriotipadamente previsível Preciso de mais escolhas, estímulos e possibilidades Porque em mim há uma inabalável vontade de viver Dentro dos limites-espaço-temporais do tempo Com um vasto poder de fogo. Onde o milagre da ressurreição? O tempo certo para voltar? Os caminhos do absoluto? São coisas que importam sempre e me intrigam. Sei que vimos por entre a multidão E aí deu-se o início de novos sonhos Você estava sempre à procura de critérios Mais objetivos e eu queria saber O segredo fantástico de suas ilhas Descobri tesouros insondáveis.

Alma Em Voo É o cúmulo da insensatez A demência das escrituras
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Alma Em Voo É o cúmulo da insensatez A demência das escrituras Tal qual uma ninhada de cães Numa noite de vigília O mundo anda cambaleante Com suas torrentes esgotadas. Eu sou um raio de luz O real e o irreal Massa voraz Repleta de sofismas mágicos Sou uma engenhosa metáfora Nas gavetas do meu cérebro Os dias são trêmulos Como novas paixões Ou como um teatro ácido Ou as ruínas das Civilizações. Os elétrons fogem Com o vento furioso Estou plena de seiva Povoada por claras estrelas Que agem tal audazes estupefacientes A magia da linguagem Se faz tão antiga Como as trevas milenares Desejo a música Antes de qualquer coisa Desafio às estrelas Com seus jatos violentos Em ondas cósmicas Os negros fantasmas Reproduzem as moléculas A tarefa sagrada E o vento crispado Me faz pensar Que a ação não é a vida A revolução dos meios A suprema simplicidade Virá com a marcha dos tempos.

Água-Viva O pé na estrada não sente Que o rumo já se perdeu
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Água-Viva O pé na estrada não sente Que o rumo já se perdeu Na Consciência do viajante Sua lucidez voou para um espaço livre Tudo indica que há palmeiras No final do caminho Há indícios de água-viva no meio do mar Não mais morto. E a atmosfera se faz verde, brilhante Posso divisar a luz, o sol e a vida Sentida em cada poro que se abre E deixa passar o suor de minha angústia De minha espera. Passou o cavalo louco, talvez espantado Pelo fantasma do meu medo Que me persegue constantemente E não há nada que o possa exorcizar Talvez seja essa lua cheia que o desperta. Repetem-se as cenas em câmara lenta A realidade se fragmenta E cada um desses cacos se transforma Num lindo sonho voando devagar Poro infinito, mas enxotado pela Rainha Do mundo da Realidade. "Fora, não há lugar para você" E ele se vai, tão docemente... Eu me fixei ao chão E daqui não posso sair Cogumelos são meus vizinhos E me embriagam Viajo com eles até a galáxia mais próxima Sem passaporte ou suporte Com a inconsciência do inconsciente fotografado Vou mais além e me perco pra longe Bem longe de mim O quebra-cabeças se embaralha Se emaranha na mesa da sorte O seu outro "eu" anda por aí, sem saber Dos perigos que corro a cada dia Ele pouco sabe das minhas mil mortes Do solo perigoso que possuo e que pode Desmoronar a casa instante. Do efeito cicatrizante que tem o seu olhar Sobre minhas feridas Da luta maior gerada com a suspeita De que sesse amor me faz percorrer A "Terra Prometida". E é tudo quanto tenho no momento Procuro arrancá-lo com todas as forças Que já não possuo.

Metamorfoses E vi você traçando seu futuro Como se fosse um mago
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Metamorfoses E vi você traçando seu futuro Como se fosse um mago ou o dono da vida Seus pés chutaram todas As pedras do caminho E elas atropelaram os de muita gente. Houve lutas, houve fugas O cavalo alado pousou E você cavalgou no arco-íris Ficou verde, azul, branco Brincou de esconde-esconde com as nuvens Fez serenata para o trovão Depois, se fez peregrino na terra Apaziguou guerras e se fez valente Foi sábio, conselheiro de muitos Se fez poeira, vento e furacão Depois cismou de procurar outros mundos Fez sua casa vizinha à das algas Se fez translúcido e líquido Movia-se livre das amarras Que você mesmo tinha feito Conversava com os peixes E até bailou com um polvo Desistindo de procurar novos mundos Pôs um girassol na lapela E hoje anda embriagado de ilusões.

Saindo de um pesadelo Ando em outra Encontro-me em plena
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Saindo de um pesadelo Ando em outra Encontro-me em plena Operação-resgate Abominei seu olhar Complacente e desta Vez é definitivo Afinal, não havia Enredo entre nós Apenas situações Eclipsantes. Eu precisava de Uma sinfonia E você me ofertava Meras partituras. Quer saber? Estou saindo de Um pesadelo. Dos bons.

Xeque-mate Pode ir tranquilamente para o inferno Pois estou farta de suas retardatárias
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Xeque-mate Pode ir tranquilamente para o inferno Pois estou farta de suas retardatárias Condolências. Estou cansada de correr Atrás de seus ventos instáveis Já conheço todos os seus truques Dei xeque-mate nos seus jogos ilusórios seu espantalho, sua raposa chorona! Seus monstros já não me assustam Você foi um osso duro de roer Da próxima vez, não sou eu quem irá Submergir e você sabe bem porquê Estou recuperando minha alma e você Cada vez mais fraco e trêmulo Foi você quem me fez perder a Ingenuidade. Agora não me acuse de ser Maliciosa. Detesto seu coaxar fútil e Ridículo. Tal qual um pássaro Encurralado, engolindo todos os sapos Necessários, você está no fundo do poço Ilhado. E desta vez, não há saída. Pule, ratinho, a gaiola está eletrificada...

Simplificação Queria inventar a bomba da simplificação E contaminar o mundo
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Simplificação Queria inventar a bomba da simplificação E contaminar o mundo Fazer um retrocesso E me banhar em águas nativas Esquecer a lucidez, minha companheira De tempos em tempos. Sair por aí mordendo flores Devorando frutas Ser selvagemente liberta Possuir a vida Gerar nascentes de felicidade Não mais entender de fórmulas que complicam Minha forma vegetativa de ser Cavalgar nas asas de uma borboleta azul Fazer sulcos na neve Visitar meteoros escondidos Decretar a inexistência do tempo Cronometrar o absurdo Cultivar um estado mental No qual a alegria fosse uma constante Tocar músicas das esferas celestiais Eu seria uma gaivota suave Delineando horizontes sem fim O fim seria o início E você não temeria mais a morte Brincaria de rodas com o vento Se tudo fosse simplificado. O que estou dizendo? Utopia.

Noturno Sou um caminhante noturno Escuto sussurros sem ritmo
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Noturno Sou um caminhante noturno Escuto sussurros sem ritmo Saindo por entre os escombros vejo a satisfação dos perigos O navegar dos desejos A angústia solta Como um pêndulo oscilante. Tenho uma inabalável vontade de viver Um sentimento qualquer coisa Alguns desejos bandidos Outros fantasmas emboscados Planos, quem sabe? Fantasias, algumas A passos rápidos sigo Rumo ao centro do Buraco- negro você me entende?