Vejo o micélio como a Internet natural da Terra, uma consciência com a qual podemos nos comunicar. Por meio da interface entre espécies, podemos um dia trocar informações com essas redes celulares sencientes. Como essas redes neurológicas externalizadas sentem qualquer impressão sobre elas, desde passos até galhos de árvores caindo, elas podem transmitir enormes quantidades de dados sobre os movimentos de todos os organismos pela paisagem.
Acredito que o micélio é a rede neurológica da natureza. Mosaicos entrelaçados de micélio infundem habitats com membranas de compartilhamento de informações. Essas membranas estão conscientes, reagem às mudanças e, coletivamente, têm em mente a saúde a longo prazo do ambiente hospedeiro. O micélio permanece em constante comunicação molecular com seu ambiente, desenvolvendo diversas respostas enzimáticas e químicas a desafios complexos.