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Frases de Paul Géraldy

12 frases

Chegará um dia que as nossas recordações serão a nossa única riqueza.
Expansões Eu gosto de você! Compreende? Eu tenho por você uma doidice…
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Expansões Eu gosto de você! Compreende? Eu tenho por você uma doidice… Falo, falo nem sei o quê, mas gosto, gosto de você. Você ouviu bem isso que eu disse? Você ri? Eu pareço um louco? Mas que fazer para explicar isso direito, para que você sinta? O que eu digo é tão oco! Eu procuro, procuro um jeito… Não é exato que o beijo só pode bastar. Qualquer coisa que me afoga, entre soluços e ais, é preciso exprimir, traduzir, explicar… Ninguém sente senão o que soube falar. Vive-se de palavras, nada mais. Mas é preciso que eu consiga essas palavras, e que eu diga, e você saiba… Mas, o quê? Se eu soubesse falar como um poeta que sente, diga! — diria eu mais do que quando tomo entre as mãos essa cabeça linda e cem, mil vezes, loucamente, digo e repito e torno a repetir ainda: Você! Você! Você! Você!

A gente começa a amar Por simples curiosidade, Por ter lido num olhar
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A gente começa a amar Por simples curiosidade, Por ter lido num olhar Certa possibilidade. E como, no fundo, a gente Se quer muito bem. Ama quem ama somente Pelo gosto igual que tem. Pelo amor de amar começa A repartir dor por dor, E se habitua depressa A trocar frases de amor. E, sem pensar, vai falando De novo as que já falou, E então continua amando Só porque já começou.

⁠ Podíamos jamais nos conhecer talvez! Meu amor, imagine, pois,
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⁠ Podíamos jamais nos conhecer talvez! Meu amor, imagine, pois, tudo isso que a Sorte nos fez para estarmos aqui, para sermos nós dois! “Nós fomos feitos um para o outro” – diz você. Mas pense no que foi preciso se interpor de coincidências, para que pudesse haver apenas isto: o nosso amor! Que antes de unir nosso destino vagabundo, vivemos longe um do outro, e sós, e separados, e que é tão longo o tempo, e que é tão grande o mundo, e a gente era capaz de não ter-se encontrado. Você nunca pensou, meu romance bonito, e que este amor correu de risco e indecisões quando, ao encontro um do outro, em torno do infinito, gravitavam à toa os nossos corações? Você não sabe então que era incerta essa estrada que conduziu nossos ideais, e que um capricho, um quase nada podia não nos ter juntado nunca mais? Nunca lhe confessei esta coisa esquisita: quando avistei você pela primeira vez, a princípio nem vi que você era bonita... Não reparei quase em você. Sua amiga me atraiu bem mais, com seu sorriso. Foi só muito depois que cruzamos o olhar... Nós podíamos não ter lido nada disso: Você, não compreender, e eu, nem sequer ousar. Que seria de nós se, aquela noite, alguém viesse buscar você antes? Ou se, entre luzes, você não corasse também quando eu quis ajudar a pôr o seu “manteau”?... Pois foram essas razões, lembra-se ainda?... Um atraso, um impedimento, e nada existiria deste encantamento, desta metamorfose linda! Nunca aconteceria o amor que aconteceu. Você não estaria agora em minha vida... Meu coração, meu coração, minha querida! Penso naquela doença ainda de que você quase morreu...