A educação é um gesto nobre, é a respiração mansa e natural, é o compreender de todos os sentimentos próprios e alheios, é o andar, o comer, o conhecer dos valores de seu próprio interior; e isso NINGUÉM poderá ou conseguirá mostrar ou ensinar. O bem que uma alma possui, é a primeira característica que o corpo adota como parte de si e ao nascer, podemos usufruir desse bem, desse único e precioso bem. Somente enquanto estamos vivos. Não antes, nem depois. Só enquanto estamos vivos.
É complicado, atordoante, te vira completamente do avesso, mas encontrar a pessoa que te completa é a melhor sensação que alguém pode ter. É como se fosse um encontro consigo próprio, e como tal, é claro, amedronta, faz você repensar toda sua vida, e você descobre que não era nada antes de conhecer o verdadeiro amor, e que, depois dele, você já era, está aniquilado se não tiver mais, mesmo que por um dia, sua alma especial ao seu lado.
O caráter faz ver além, as consequências dos atos de hoje, e não pode ser adquirido ou estudado ou mesmo aprendido.
A educação e a cultura se diferem nesses valores, assim como o caráter e as boas maneiras ou o estilo de vida que se leva. Ambos a cultura e o estilo de vida são transformados, adquiridos e estudados e podem ser esquecidos ou aprimorados. Mas o caráter faz desses todos seus caminhos. Escolher qual deles seguir e quais consequências irão advir só o caráter pode identificar, no momento que as decisões - de trabalho, amor, relações sociais, escolares, de amizade etc - são tomadas.
Ilustrando a passagem do elefante, que em um circo é atado a uma pequena corda enquanto ainda filhote e quando se vê imenso e adulto guarda a memória de que era inútil tentar se libertar e romper aquela prisão tão rudimentar a que estava subjugado; permanecendo assim estático, quieto e sem qualquer perspectiva de passos à frente sem que lhe venham livrar, levar ou conduzir; uma sociedade permanece sim como o retrato dessa curiosa exemplificação quando quer que subjugada ao que a elite governamental e seus representantes estabelecem como lastro a massa populacional que, inicialmente pequena e exponencialmente crescente, se viu atada àquela pequena e estreita corda que cerceava seus passos e lhe impedia de caminhar com suas próprias forças e convicção de que seu tamanho crescente e sua importância são tais que, com a correta orientação, espaço e entendimento, seus atos tomariam outra forma, criteriosos, éticos e voltados às necessidades inerentes e não impingidas pelos detentores do poder.
De forma mais fácil, rápida, para um encontro com os personagens que irão te levar a um segredo arrepiante e apaixonante.
De Patricky Field:
A Mansão Millard
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