Uma rosa Canção
Uma rosa canção farei pra ti
Um novo amor beijo sem fim
E você minha rosa amada
De saída da vida perdida
Furtiva solidão de um coração
Que em pedaços não mais estará
Completo desejo esse meu
Com todas as vírgulas e pontos
De um encontro suplementar
Então caminho em paços largos
Em busca de uma vida sem guariba
Entre cantos e recantos da paixão
Mais singular.
(Edson Patrick Vasconcelos Pereira)
À deriva
Meu barco está à deriva
Nesse mar de solidão
Na escuridão da alma
Viajo sem rumo certo
De um sono profundo
Acordei sem mim
Sem passos, em silêncio
Fustigado pelo tempo
Fugindo da vida
Cavalguei pra longe
Para não me ver partindo
Então morri mil vezes
Mas vivi sorrindo.
Odôiá, minha mãe, Odôiá
Hoje vesti braço
Hoje vou ao mar
De alma leve
Vou te saldar, Odôiá
Te levo flores
Te levo amor
Um filho humilde
Um pecador
Me guia, me rege
Com teu canto, Inaê
Seu povo, sua cultura
São pedaços de você
Te bendizer
É tudo que quero
Rainha do mar
Ô Iemanjá
Odôiá, minha mãe, Odôiá
(Edson Patrick Vasconcelos Pereira)
Como Posso?
Como posso deixar
Esse sentimento
Tomar conta de mim
Sem brigar contra ele
Como pode ser tão forte
Um sentimento entre estranhos
Se nem te conheço ainda
E se que te toquei
Como vou viver com ele
Se não acredito nele
Nem quero que ele cresça
Dentro do meu peito
Como a vida nos traz algo assim?
Porque tem que ser assim?
Não, não quero esse sentimento Confuso
Mesmo sendo alegre, lindo e forte
Como posso?
Clemência
Meus olhos te buscam na multidão
Ficam vidrados em sua beleza
Meu ser fica fascinado
Com tanta luz que saem de você
Um ser divino, sublime
Uma rainha da beleza negra
A mais bela das rainhas
Como um súdito te peço, imploro
Tenha clemência do meu coração
Ele não tem culpa de bater
Tão forte quando te vejo
Nem meu corpo de desejar o seu
Só um pedido a mais minha rainha
Clemência para esse ser que te adora
E que agora se curva aos seus pés.
(Edson Patrick Vasconcelos Pereira) ( 14/03/2011)