Toda vez que ele me chama de pequena, eu derreto. Mas ele está tão longe e eu o sinto se afastando cada vez mais. Antes achava possível puxá-lo para mim, mas agora isso se tornou algo tão difícil de realizar. Sem beijos no "boa noite", sem palavras fofas, só palavras, palavras e…
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Toda vez que ele me chama de pequena, eu derreto. Mas ele está tão longe e eu o sinto se afastando cada vez mais. Antes achava possível puxá-lo para mim, mas agora isso se tornou algo tão difícil de realizar. Sem beijos no "boa noite", sem palavras fofas, só palavras, palavras e mais palavras como se eu tivesse entrado na vida dele apenas para ouvi-lo falar. Sem perguntas, nada além de um "tudo bem?" ou "dormiu bem?". Apenas ele, é tudo sobre ele, não o interessa meus gostos, minhas manias e opiniões, só as dele. E eu achando que seria ele que me faria reacreditar no amor e que seria ele minha inspiração para poemas e textos apaixonados, mas não, pois nem esse texto eu consegui terminar com a mesma paixão que comecei. Mais um pra lista. Me apeguei ao nada, a algo nem um pouco concreto, um sentimento vago: sinto-me bem ao conversar com ele. Pelo menos sentia-me, pois hoje apenas dói, dói por saber que, mesmo se um dia ficarmos juntos, ele me deixará, pois é o que mais deseja na vida: liberdade. Não negarei isso a ele, até porque também a desejo, mas de uma forma totalmente diferente, de uma forma um pouco menos solitária. E outro texto de amor se torna triste; e mais um sorriso nos lábios se tornam lágrimas nos olhos.