Fragmentos de Saudade: A Força Que Nasceu da Ausência Os dias se arrastam, memórias perdidas, Momentos roubados, palavras omitidas.
Continuar lendo
Fragmentos de Saudade: A Força Que Nasceu da Ausência Os dias se arrastam, memórias perdidas, Momentos roubados, palavras omitidas. Cresci sem seu riso, sem seu olhar, Aprendi a caminhar, sem suas mãos para guiar. Carrego no peito um peso invisível, A falta de um pai, um amor imprevisível. Os dias passaram, e o vento soprou, Levando com ele o que nunca ficou. Mas na ausência, também cresci, Entre as sombras, me refiz. Carrego comigo a força que criei, No abraço que não veio, o amor que inventei. E hoje, eu sigo, apesar do que foi, Com a certeza de quem sempre se constrói. Pai, sua ausência foi dor e lição, Mas aprendi a amar com meu próprio coração. Entre o céu e a terra, um abismo constante, Entre pai e filho, um laço distante. Faltou você nas tardes de sol, nas noites de medo, Faltou a mão firme, faltou o seu dedo. E apesar de tudo, aprendi a crescer, Com cicatrizes de ausência, mas vontade de vencer. Hoje sigo meus passos, sem olhar para trás, Levo comigo a coragem de seguir e ser capaz. Porque mesmo sem você, pai, me fiz inteiro Um mosaico de força, dor e desespero. E no meio do caminho, encontrei meu valor, Não sou a falta que ficou, sou a vida que restou.