Meu amor, eu sempre achei que teria um indicador
do dia do fim de seu amor
mas como um sopro, hummm, aconteceu
Naquele novembro eu corri, corri em direção à sua casa
Mas só encontrei uma carta, a qual dizia…
“Desculpa eu não consigo me amar assim como tu me ama
Não consigo me apaixonar como você se apaixonou por mim
Mas agora não posso mais voltar para tentar reverter
minha casa está em chamas, assim como meu corpo
carne por carne, osso por osso
Eu precisava me perder pra me encontrar
Me queimar para me acalmar
Não é que eu me sinta triste
eu só sinto… nada
Me deixe ir, meu amor
esqueça e me deixe partir para”
To become was the sun.
O Destino Quis
A voz retumbante
O timbre avassalador.
Os carinhos sem fim
Os beijos de Serafim.
Cada dia eu me apaixono mais
Mas o que posso fazer, você é a luz que me traz paz.
Gosto de dizer que tu és uma luz
Luz de lanterna acesa ao máximo
Maximamente ilumina minha vida
Ou o que sobrou dela, sobre-vida.
Teus olhos são como a lua
Refletem um feixe brilhantemente radiante.
Eu sou como um rádio quebrado
Cheio de falhas e zumbidos
Mas tu és o fluxo sonoro perfeito.
Perfeitamente musicais e simplesmente música
Não sei como te dizer o que sinto
Então com essa poesia quero mostrar-lhe sem tirar o cinto
Você é linda, maravilhosa, é como o sol, estrela mãe, guia meu dia com sensatez, é meu mercúrio direto, a água do meu rio.
Não se esqueça, meu amor, nós somos libra e leão, e mesmo com isso tu conseguiu colocar um Touro dentro de um aquário.
Com sinceridade e amor, Teu príncipe favorito, não encantado pois encantos passam, mas um príncipe cheio de amor para dar, principalmente à uma princesa disposta a receber.
Eu te amo, quero ser tudo pra você
Desde motivo de estresse até prazer que só cresce
de namorado à melhor amiga, de sorriso à choro
choro de alegria.
E deixo um recado para ti, ó princesa bela
seja para mim o que você quiser, contanto que seja o meu amor.
Meu passado me condena
meu presente me pune
meu futuro me leva à cova
Ex? EXtremamente interessante
EXtremamente gostosa
EXtremamente excitante
EXtremamente MINHA
Você vai voltar pra mim
não vai suportar dar tantas voltas por aí
sozinha eu sei que não está, mas eu sou diferente
Quando olhar pra baixo e sentir o prazer
lembre a primeira vez, quem comandou
Seu sangue não mente, estou em tua mente
não seja como macaco de galho em galho pra esquecer
aceite e se lembre de mim
Você pode ter separado, mas eu ainda estou aí, bem aí
Penetre seus e tente lembrar da sensação
será divertido ver sua frustração
que tal uma reprise, amor?
Por que todo mundo tá sorrindo?
O mundo tá um caos, preciso de alguém para me ajudar
Estou num buraco, preciso de um braço para me levantar
e um abraço para me fortalecer
talvez um chute para que eu finalmente acorde
um estalar de dedos para encontrar o acorde
minha mão não tá mais na sua
sua boca não tá mais na minha
onde nós estamos?
estamos?
tá tudo triste, sem graça, cinza
a apatia é companheira fiel
nesse mausoléu, só ela se faz presente
falando em presente, qual presente para sorrir no fim de ano?
Minha ex de volta seria o máximo, um presente e tanto.
Por que todo mundo tá sorrindo?
eu só vejo o sorriso dela, a alegria, a magia
eu te amo, te quero de volta, sinto saudades
esse ano não sorrirei, meu fim de ano será triste.
Minha vida sempre foi triste, fui sempre um zero à esquerda
No começo eu tinha raiva, carência por atenção
Mas a algum tempo eu aprendi a viver só, viver como meu único amigo
Se hoje alguém de chama de frio, distante
É por que quando eu queria ser quente e próximo
Não fui levado a sério, fui deixado de lado
Então por favor, não se irem comigo
Tudo isso é culpa de vocês.
Idiota
Eu fui idiota por ter terminado com você
Eu sou um idiota por ainda sentir falta de você
Eu sou um idiota por querer você ontem
Sou idiota por querer você hoje
E sou um idiota por querer você amanhã também
Eu sou idiota por ainda amar uma pessoa
má, rude, grossa e péssima como você.
Me solte, você não me terá
Não é à força
Que você me ganhará
Muito pelo contrário
apenas me afastará.
Queria dizer que te amo
Mas não te amo
Queria dizer que te odeio
Mas não te odeio.
Você foi um mal tão grande em minha vida
Que não tenho sentimentos por você
Apenas quero que vá embora
Sem tchau ou avisos, apenas suma.
Quero acordar de manhã sem te ver ao meu lado.
Por favor, desapareça
Sem me fazer mal
Não mais do que já fizeste
Suma, suma de minha vida.
Vá e não voltes mais,
Não dê notícias jamais.
Por favor, qual seu objetivo comigo?
Continuar a me ferir?
Não, me deixe em paz
suplico para você ir
Eternamente eu te esperaria
Com éter na mente para me ajudar
Pois eu te amo para sempre, Interna e externamente
tu és dona de uma beleza eterna
sou apaixonado por você
Claramente, fielmente e docemente te amo mais a cada dia.
Irrelevância
O que é a vida senão uma breve história de uma espécie no meio de bilhões
Que nunca passará de poeira para o universo
Não é capaz de entender sequer por que existe nesse momento
O que esperar de uma vida que perambula num pequeno planeta por no máximo 100 anos?
Não somos nada, ninguém é nada. Nunca estivermos e nem estaremos perto
De nos tornar relevantes para o grandioso universo
Se até galáxias se perdem na imensidão sideral
O que dizer sobre uma espécie que acredita, baseado em um pedaço de carne em uma caixa de ossos, ser racional.
Viola-são a vida
Ditadura, um tempo de dor
Censura era a base
Desse sistema incolor
A violação dos direitos era comum
negligências as necessidades de cada um
Mas no meio de tudo isso, uma esperança
A viola, como símbolo de resistência e perseverança
Seus sons eram mais que música
se tornaram portas para a liberdade
Tudo o que o povo queria, no país da diversidade
No meio de tanta tortura
canções eram o que mantia viva toda uma cultura
Não importava a intensidade da censura
Independente de tanta autoridade estatal
Transpormos as barreiras, afinal
Não há ditadura que segure um povo seguro de si
Como dizia Edu lobo
“Quem me dera agora eu tivesse a viola para cantar”
Talvez com tal instrumento eu saberia como finalizar esse poema com sabor de tocar, cantar e dançar.
Sem palavras
Meu amor, queria que existissem
Palavras para descrever
O tanto que te amo
E o quanto quero contigo viver
Em você encontrei o amor
Também a paixão
E aquela sensação
Que aquece o coração
Você me mostrou o que é amar
Mas não sei demonstrar
De forma alguma em meu falar
O quanto é incrível a ti se apaixonar
Eu acho que é você
A melhor pessoa que conheci
E que fez eu me sentir
Como uma nuvem a subir
Meu amor, você me deixa sem palavras
eu amo você!!!
Ultimato
Nada é novo
Todos os dias são iguais, tudo é igual
O céu, o chão, os carros, as pessoas
Tudo se repete diariamente
Estou cansado dessa monotonia, quero um mundo diferente
Por isso hoje invoquei meu lado inconsciente
Hoje eu acabarei com a monotonia, hoje é o dia
Que o mundo vai se entreter com as mais terríveis notícias de jornal
Raça humana, aqui vou eu, me tornar o mais cruel animal.
Cemitério mental
No final, a vida não passa disso
Um imenso cemitério de memórias das quais vivemos
Umas boas, outras ruins, mas todas passadas no imenso matadouro que é viver
Todas estão enterradas na mente.
In-dentidade
Passei a vida sendo alguém que não era
Me perdi em um personagem que criei
Hoje é tão difícil encontrar meu real ser
As vezes me pergunto se ele ainda existe
Nessa casca frágil que chamamos de corpo
Me tornar eu mesmo, é meu escopo
O homem que não tinha nada
O homem que não tinha nada acordou de manhã deitado ao chão, pois não tinha cama
Ele não tinha nada, então não tinha preocupações
Deu um beijo na mulher e nas crianças, prometeu para casa voltar antes da fome delas começar
Saiu para caçar e pescar, não tinha nada, mas tinha força e uma família para alimentar
Pegou sua lança e se lançou no mar
Ele agora tinha paz, com sua pequena jangada
na água solitária, gelada e salgada do mar
Seu dia foi dedicado à pesca, foram peixes de todas as espécies e tamanhos
Mas enquanto andava de volta à casa com seus peixes em cestos feitos à mão, apareceu outro homem que não tinha nada
Esse tinha não só fome, mas raiva
Houve uma briga, um defensor e um atacante, uma luta pelo mais importante
No final, o homem que não tinha nada agora não tinha mais peixes, nem vida
O outro homem que não tinha nada não tinha mais fome, mas este, daqui algum tempo, deixaria mais uma família sem nada, e o ciclo se repetiria outra vez.
Lá estava eu, cara a cara com a morte
Olhando no fundo de seu crânio eu disse:
Obrigado, morte, esse inferno já não fazia mais sentido
Agora, ao seu lado, aproveito a paz e a liberdade de um mundo melhor
Ao lado de anjos ou demônios, pouco me importo
pois os demônios de verdade me chamavam de querido, de amigo, e de filho.
Cá estou eu, no inferno
Lá estão eles, os demônios
Mal posso falar, muito menos me mexer
Se algum deles me ver, será meu fim
Festa com parentes é torturante
Eu te odeio, te odeio por tudo que me fez passar
Quem você pensou que era para fazer tudo aquilo?
Hoje eu não consigo mais ter sequer uma boa amizade
A partir do momento que lembro do que você me causou
Meu sumiço se torna súbito e eminente
Toda sua traição, grosseria, maus tratos e desconfiança me destruíram
Graças a você, mal me reconheço hoje
Você não tinha o direito de me transformar
Nessa triste metamorfose ambulante.
Meu coração é como vidro quebrado no chão
Cada pedaço traz sua própria dor
Reconstruí-lo não é uma opção
Cortes, sangue, agonia
É tudo que sinto quando tento, outra vez
Ter meu coração.
Problemas mentais:
Como doem essas crônicas
não essas doenças físicas ou esses textos infantis
mas doenças mentais, que assolam meu cérebro desde sempre
desde meu primeiro respiro, a dor me acompanha na minha fútil e medíocre existência e vai me acompanhar até o meu último inspiro, por que uma dor crônica não abandona
ela te destrói aos poucos, te leva ao pior estado de ser
o estado do momento de perecer.
Um desejo de sumiço:
As vezes tudo o que eu queria era desaparecer
talvez com uma máscara esconder o rosto para que ninguém possa ver
a vergonha me assola dia após dia
A minha aparência me destrói, minha autoestima não existe mais, já não sei o que é se sentir bem
Ó Deus, por favor, eu não mereço viver com essa dor
acabe com ela, ó todo poderoso, apague minha existência
suma com tudo que um dia já teve o desprazer de me conhecer
o desprazer de ter um pouco de mim, de saber que essa figura fútil, irrelevante e desinteressante um dia já pisou nessa Terra.
Cristo, em nome do pai eu suplico:
‘me faça nunca ter nascido’.
E no final, só o que restou foi uma saudade
Saudade de um tempo que não volta nunca mais
Que agora só existe na memória
Memória desses terríveis animais.